A gente não troca de celular porque ele quebra. Troca porque a bateria não aguenta mais depois de 1 ou 2 anos. Esse é o motivo real, e quase nenhuma marca toca no assunto. Comprar celular com bateria pequena é crucificar a longevidade antes mesmo de tirar da caixa. Hoje eu quero te mostrar um aparelho feito para durar, e são 3 motivos que comprovam isso.

Design e construção

Design e construção
Design e construção

Motivo número um: a construção. A primeira coisa que você sente no REDMI Note 17 Pro Max 5G é que ele tem corpo. São 225 gramas e 8,57 milímetros de espessura, com 163 milímetros de altura. É um celular grande, e eu não vou fingir que ele desaparece no bolso. Se você gosta de aparelho leve e compacto, esse não é o seu celular, e tudo bem, é uma escolha de projeto.

Agora, sabendo que ele carrega uma bateria de 9210 miliamperes-hora, esses 8,57 milímetros são impressionantes. A Xiaomi usou bateria de silício-carbono com 16% de silício, que é justamente a tecnologia que permite espremer muito mais energia no mesmo espaço. É inovação aplicada em algo que você precisa no dia a dia.

No Brasil ele chega em duas cores, Branco Névoa e Preto. O acabamento traseiro é fosco acetinado, que resiste bem a marca de dedo, e a versão clara tem um detalhe que eu achei divertido: painel traseiro de fibra de vidro com tecnologia fotocromática. Traduzindo, ele muda de cor no sol. Sai do branco nuvem e puxa para um rosa alaranjado quando pega luz solar direta.

O visual mudou em relação à geração anterior da linha REDMI Note. A tela agora é plana, os cantos são levemente arredondados e o módulo de câmera foi redesenhado. Na mão, a pegada é até mais confortável do que eu imaginava por conta do peso, mas ele ficou equilibrado, não fica pendendo pra frente igual outros celulares que já testei.

Agora o assunto que realmente importa nesse bloco: resistência. E aqui o aparelho é absurdo para a categoria. Ele tem certificação IP69K. Isso é proteção contra poeira, contra imersão, contra jato de água de alta pressão e contra jato de água quente. O teste certificado é de dois metros de profundidade por até 72 horas, e ele recebeu a certificação cinco estrelas de resistência à água, depois de passar por oito testes diferentes, incluindo água em temperatura ambiente, água quente e congelamento.

Foto dentro da água
Foto dentro da água

Junto disso vem o Wet Touch 2.0, que é a tecnologia que mantém a tela respondendo com o dedo molhado ou oleoso. Parece bobagem, mas é isso que permite usar a câmera subaquática: você grava na piscina, na cachoeira, na chuva, sem capa nenhuma, e ainda consegue controlar o aparelho. Você não ouviu errado, ele funciona como câmera em baixo d'água.

E para queda, ele tem Corning Gorilla Glass Victus 2 na frente, com estrutura interna reforçada, e resistência certificada a quedas de até três metros em superfície de granito, validada pela SGS com certificação cinco estrelas.

Detalhe honesto: nada disso é garantia de vida eterna. O celular ainda sim pode danificar com quedas, mas é interessante demais ver que proteção é um dos focos do aparelho, ainda mais pensando em longo prazo.

Bateria

Motivo número dois: a bateria. Esse é o pilar central do aparelho, então vamos com calma. São 9210 mAh. Esse número não é comum, geralmente testo aparelhos com 5000mAh.

Os números oficiais são: até três dias de uso com uma carga. Mas vocês sabem, eu não fico só na ficha técnica, eu rodo o nosso teste de bateria aqui do canal, com um roteiro fixo de seis etapas de uso, o mesmo que a gente aplica em todo aparelho para poder comparar de igual para igual.

#CelularesCapacidadeConsumoTela LigadaTempo carregamento
Xiaomi REDMI Note 17 Pro Max 5G9.2102807:45h01:11h
Xiaomi POCO X8 Pro Max8.5003707:45h01:03h
Oppo Find X9 Pro7.5005207:45h01:16h
JOVI V707.0005207:45h00:56h
Xiaomi POCO M8 Pro6.5005207:45h00:43h
JOVI Y317.2005407:45h01:33h
Infinix Hot 705.6005607:45h00:58h
Xiaomi Redmi Note 15 Pro 4G6.5005707:45h01:11h
Xiaomi POCO X8 Pro6.5005807:45h00:42h
10°Samsung Galaxy M34 5G6.0005807:45h02:12h

E o resultado do REDMI Note 17 Pro Max 5G foi este: saindo de 100%, ele terminou o nosso roteiro completo de teste com 72% de bateria. Isso é um gasto total de 28% da carga inteira consumida ao longo de todas as etapas. É um número jamais visto por aqui.

Aqui vai a ressalva honesta: três dias é cenário de uso moderado. Se você joga, grava vídeo e usa GPS o tempo todo, conte com dois dias. E dois dias já é uma mudança de comportamento. Você para de procurar tomada, para de levar carregador para o trabalho, para de ficar com aquela ansiedade de bateria no fim da tarde.

O carregamento é 100W HyperCharge, e eu cronometrei na tomada: 50% de carga em 30 minutos, e carga completa, de 0 a 100%, em 1 hora e 11 minutos. Combinar bateria enorme com carregamento rápido é o que tenho visto a Xiaomi fazer ultimamente.

Tem também o carregamento reverso de 27W. Ou seja, o celular vira um carregador portátil para o fone, para o relógio e para o iPhone do amigo.

E tem um ponto que quase ninguém comenta e eu faço questão de reforçar: hoje o celular morre pela bateria muito antes do resto dar sinal de cansaço, é aquele aparelho que você coloca na tomada 2 ou 3 vezes por dia. Uma bateria desse tamanho, mesmo desgastada lá no 5º ou 6º ano, ainda segura 1 dia inteiro de uso. Junta isso com a durabilidade do hardware e você tem um celular para comprar e esquecer por vários anos.

Sistema, atualizações e conectividade

Sistema e atualizações
Sistema e atualizações

Motivo número três, e com esse eu já fecho os três motivos que prometi lá no início: as atualizações. O sistema é o Xiaomi HyperOS 3, e a promessa de suporte é forte: seis anos. Isso significa atualização de segurança e desempenho por muito tempo, o que combina com a promessa de bateria durável por seis anos. É um aparelho pensado para ficar na sua mão por bastante tempo.

Na conectividade tem Wi-Fi 6, Bluetooth 6.0, NFC para pagamento por aproximação, e suporte a dual SIM com eSIM. Leitor de digital na tela e desbloqueio facial completam.

Com os três motivos explicados, construção, bateria e atualizações, agora vamos ao resto que também importa na experiência: tela, câmeras e hardware.

Tela

Tela amoled de ótima qualidade
Tela amoled de ótima qualidade

A tela é AMOLED de 6,83 polegadas, com resolução 1.5K, ou seja, 2772 por 1280 pixels. Isso dá uma densidade de pixels alta, texto sai limpo, sem serrilhado, e conteúdo em streaming fica nítido.

A taxa de atualização vai até 120Hz, e o brilho de pico chega a 3500 nits. Esse é o número que eu mais gosto de testar na prática, porque brilho de pico costuma ser promessa de catálogo. Aqui não. Fotografando ao meio-dia, em rua aberta, sol direto na tela, eu consegui enquadrar e revisar as fotos sem fazer sombra com a mão. Para quem usa celular na rua, isso é diferença real.

O painel é de 12 bits, com cobertura DCI-P3, HDR10+ e Dolby Vision. Na prática, preto profundo, cor viva e conteúdo compatível com HDR aparecendo do jeito certo.

No toque, a taxa de amostragem é de até 240Hz, chegando a 3200Hz de amostragem instantânea quando você ativa o Game Turbo. Para quem joga isso faz todo sentido, o toque responde antes, e você sente isso principalmente em movimento rápido de mira.

Ele conta com atenuação PWM de 3840Hz e três certificações de baixa luz azul, de ritmo circadiano e de ausência de cintilação. Se você é do tipo que usa o celular na cama, no escuro, essa tecnologia evita literalmente dores de cabeça.

O áudio acompanha bem: alto-falantes estéreo, Dolby Atmos, Hi-Res e reforço de volume de até 400%. Para assistir vídeo sem fone, cumpre.

Câmeras

Vamos para a parte que todo mundo gosta de ver. Eu peguei o REDMI Note 17 Pro Max 5G fui até Gramado, serra gaúcha e saí fotografando de manhã, à tarde e à noite, para ver o que o sensor principal de 50MP com estabilização óptica entrega na prática. O conjunto é composto por essa principal de 50MP, uma ultrawide de 8MP e uma frontal de 32MP, com gravação em 4K na traseira e na frontal.

Dia

É aqui que o aparelho fica confortável. Em fachada, com pedra, madeira e telhado, a nitidez se mantém consistente no centro do quadro, com queda leve só nas bordas. O HDR é o destaque: em dia nublado ele segurou o desenho das nuvens e manteve detalhe na sombra, só estourando de fato quando eu apontei direto contra o sol. Na cor, o processamento puxa para o vibrante, principalmente no verde, mas o tom de pele escapa disso e sai natural.

Retrato e selfie

O modo retrato é competente sem ser perfeito: bom recorte no contorno do corpo e do ombro, mas o cabelo solto e a haste do óculos são o ponto fraco, o algoritmo escorrega ali. Na selfie de 32MP, o que mais me agradou foi a pele sair com textura real, sem acabamento de boneco de cera. Em sol forte, com metade do rosto na sombra, ela preservou detalhe nos dois lados. À noite cai um degrau, a pele fica mais lisa e o recorte erra mais no cabelo, mas ainda entrega uma selfie noturna utilizável.

Noite

A estabilização óptica faz diferença: fotografei fachada iluminada e rua com carros parados, na mão, sem tripé, e as fotos saíram firmes, com letreiro de LED e neon legíveis, sem halo em volta. Em compensação, nas áreas realmente escuras o detalhe some, a redução de ruído é agressiva e deixa asfalto e mato mais lisos que o real. É a troca clássica, e é bom você saber que a sombra não vai te devolver informação.

Ultra grande angular de 8MP

É a câmera mais modesta do conjunto, e isso fica claro assim que você alterna. Ela resolve o enquadramento, aquilo que não cabe na principal, e a correção de distorção segura as linhas verticais retas. O problema é a nitidez nos cantos: o centro aguenta, mas nas bordas o detalhe fino vai embora, principalmente em pedra e folhagem. É lente de conveniência.

Vídeo

Vou deixar agora um vídeo gravado com a câmera principal em 4K, para mim está com qualidade suficiente para ser um celular produtor de conteúdos.

Veredito das câmeras

A principal de 50MP é a estrela: bom detalhe, HDR acima da média para a categoria e desempenho noturno seguro pela estabilização óptica. A selfie de 32MP surpreende por entregar rosto natural em vez de rosto filtrado. A ultra grande angular de 8MP é a peça que puxa a média para baixo. No fim, é um celular que fotografa bem para o dia a dia real, com duas ressalvas: o céu estoura contra a luz e a sombra noturna perde detalhe pela suavização.

Hardware e performance

O processador é o Snapdragon 6 Gen 5, fabricado em 4 nanômetros. No Brasil, a versão comercializada é a de 8GB de RAM com 512GB de armazenamento. Tem memória DDR5, isso faz o sistema abrir aplicativos mais rápido e instalar jogo pesado sem você envelhecer olhando a barra de progresso.

Confesso que o Snapdragon 6 Gen 5 é um chip de intermediário, não é chip topo de linha, mas fez uma pontuação nos benchmarks que entrega performance suficiente para o que a maioria das pessoas faz, que é redes sociais, streaming, navegação, mapa, câmera, multitarefa e até editar vídeos, tudo fluido a 120Hz.

Em jogo, ele roda bem os títulos populares em configuração equilibrada. Se a sua expectativa é gráfico no máximo em jogo pesado com FPS travado lá em cima, essa não é a categoria.

Ainda vamos fazer o teste completo de jogos dele para tirar o máximo de performance.

Conclusão

8.5
Prós
  • Melhor bateria que existe
  • Tela incrível
  • Design feito para durar
  • Proteção ótima
  • Bastante atualizações
Contras
  • Processador poderia ser mais forte
  • Preço alto no lançamento

Lá no início eu prometi três motivos para provar que esse é um celular feito para durar, e chegou a hora de fechar essa conta. Motivo um: a construção, com certificação IP69K, Gorilla Glass Victus 2 e uma câmera que funciona embaixo d'água, pensada para aguentar o uso real, não só para parecer bonita na loja. Motivo dois: a bateria, que no nosso teste gastou só 28% da carga em seis etapas de uso, carrega metade em 30 minutos com o HyperCharge de 100W, e promete continuar entregando um dia inteiro de uso lá no quinto ou sexto ano. Motivo três: seis anos de atualização garantidos pela Xiaomi, para o aparelho não ficar para trás enquanto a bateria e o hardware ainda aguentam tranquilo.

Esses três motivos, somados, formam o REDMI NOTE 17 PRO MAX 5G: um celular com personalidade muito definida, que não tenta ser o mais rápido do mercado, tenta ser o que menos te dá trabalho no dia a dia. E não é acaso, ele é o topo da linha REDMI Note, a mais vendida da Xiaomi, com mais de 500 milhões de unidades no mundo.

Os pontos fracos existem, e eu já falei todos ao longo do vídeo é um celular grande e pesado, sem fingir o contrário. A ultra grande angular de 8MP é claramente o elo mais fraco do conjunto de câmeras. E o Snapdragon 6 Gen 5, mesmo com uma boa pontuação no AnTuTu, é um chip de intermediário.

Então para quem ele é a escolha certa? Para quem já perdeu a paciência de andar com carregador na bolsa e de procurar tomada no meio do dia. Para quem usa o celular na rua, no trabalho, na chuva, e quer um aparelho que aguenta o tranco sem capinha grossa. E para quem compra celular pensando em segurar por quatro, cinco anos, e valoriza mais durabilidade e autonomia do que ter o processador mais rápido da categoria.