O Xiaomi POCO X8 Pro Max chega como o modelo mais robusto da linha X, ocupando uma posição única no mercado brasileiro: nenhum outro celular reúne tela AMOLED gigante, processador topo de linha e a maior bateria já testada pelo site, tudo no mesmo aparelho.

No design, ele segue a mesma filosofia do X8 Pro, com bordas arredondadas, módulo duplo de câmeras e acabamento fosco. A principal diferença é o tamanho: são 6.83 polegadas contra 6.59 do X8 Pro. Curiosamente, a Xiaomi colocou traseira de vidro no modelo menor e plástico aqui no Pro Max, escolha que não faz muito sentido. As cores disponíveis são preto, branco e azul, com moldura de alumínio. O aparelho traz dois leds de flash, anéis de LED RGB configuráveis ao redor das câmeras e emissor infravermelho. Suporta dois chips físicos ou um físico mais e-SIM.

Em proteção, a Xiaomi não economizou: certificação IP69K, a mais poderosa contra água e poeira, suportando jatos de alta pressão e mergulhos de 1.5m por 30 minutos. A tela usa Gorilla Glass 7i. Na caixa vem o kit completo: carregador, capinha e película pré-aplicada.

A tela de 6.83 polegadas é AMOLED com resolução 1.5K, 120Hz adaptáveis e brilho de pico de 3500 nits, permitindo uso tranquilo sob o sol. Conta com Dolby Atmos e HDR10+. Não é LTPO, mas a bateria gigante explica essa decisão. É a mesma tela excelente do X8 Pro, só que maior.

No desempenho, traz o processador Dimensity 9500s, um dos mais potentes da Mediatek, com 12 GB de RAM real (sem memória virtual) em UFS 4.1, e quase 3 milhões de pontos no AnTuTu 11. Apesar disso, nos jogos o Pro Max não se distancia do X8 Pro: em CarX Street, Genshin Impact, Minecraft e Wild Rift os dois ficam mano a mano, próximos dos 60 frames. Para games, compensa economizar e ir de X8 Pro.

Nas câmeras, mantém o conjunto de 50 MP principal e 8 MP ultrawide do X7 Pro e X8 Pro. As fotos são boas, com cores vibrantes e bom HDR, mas os tons de pele saem pálidos demais. As selfies melhoraram com o ângulo de lente mais aberto. O pós-processamento difere do X8 Pro: o Pro Max aumenta exposição e capta mais detalhes, enquanto o X8 Pro entrega resultado mais natural.

O grande destaque é a bateria. Com tecnologia silício-carbono, são 8.500mAh, contra os 5.000mAh comuns mesmo em flagships como S26 Ultra e iPhone 17 Pro Max. No teste de 8 horas de uso intenso, terminou com 63% de carga. A autonomia chega a dois dias. A ausência é o carregamento sem fio, mas o carregador cabeado de 100W vai do zero aos 100% em 63 minutos.

O sistema é a HyperOS 3.0 sob Android 16, com 4 anos de updates de Android e 6 de segurança. Os pontos fracos são as propagandas no sistema, mesmo num Pro Max, e a interface considerada a menos agradável do mercado.

O modelo de 512 GB foi comprado por R$ 3.200 e já apareceu no grupo de ofertas por R$ 2.900. Um concorrente direto é o Galaxy S25 FE, que oferece experiência mais balanceada, construção mais premium, interface sem propagandas e mais tempo de atualizações, custando menos. O POCO X8 Pro Max é para o usuário raiz que quer máxima performance, bateria e tela, sem se importar tanto com câmera ou interface.