Review Moto X - 2ª geração

O aparelho da Motorola é a prova “viva” que o que está ótimo pode melhorar ainda mais.

Por | @marciobohrer Smartphones

Trabalhando com notícias e artigos envolvendo aparelhos eletrônicos, é comum acompanhar a evolução das marcas e inovações que elas desenvolvem para agradar seus usuários. A Motorola é uma empresa que passou por várias mudanças em sua história, foi do reinado ao esquecimento, até que o Google efetuou sua compra. Dali em diante a empresa trabalhou muito para voltar a ser lembrada pelo povo. Foi então que vieram os primeiros filhos desta parceria, Moto X e Moto G, no ano passado. A empresa também lançou o, ainda mais barato, Moto E.

Em 2014 uma nova troca, sai Google entra Lenovo e uma nova geração de smartphones, um novo e moderno Moto G e um novíssimo Moto X. Vamos explorar os pontos em que a Motorola acertou e onde deixou a desejar com este aparelho que, agora sim, podemos colocar no seleto grupo dos topos de linha.

 

À primeira vista, parece que esta parceria tem muito a acrescentar no mundo mobile; ouso dizer que este é só o começo. Este detalhe é importante para você ver o quão bom é o Moto X. O aparelho é uma boa opção de custo relativamente baixo (se comparado aos tops de linha), suas configurações são também abaixo da briga pelos grandes. Ao que tudo indica, o Moto X quer ser bom no que faz e não tentar ser o melhor. Veja tudo sobre o Moto X, os detalhes de seus comandos de voz inteligentes, tudo.

 

Foi assim que escrevi as primeiras linhas para apresentar a então “aposta Moto X”. Sinto que estava prevendo algo bom para a Motorola. Algo que veio a se concretizar. O aparelho atual possui hardware dos grandes e Android puro, além de um dos primeiros upgrades para o Android Lollipop. O aparelho pode ser encontrado na loja da Motorola e em todo o mercado varejista por R$ 1.499,00. Preço quase imbatível perto de seus concorrentes.

Review Moto X - 2ª geração

Quando o primeiro Moto X chegou, sob olhar desconfiado dos consumidores, ele já parecia ser duradouro e elegante. Acontece que o novo Moto X é incrivelmente lindo e mais bem construído do que seu antecessor. Ele é maior, seguindo a tendência mundial, mas não fica um incômodo na sua mão. A ergonomia deste aparelho, inclusive, é uma virtude, muito por causa da traseira curvada.

Mais uma vez a Motorola acerta na cobertura de espaços em “branco”, ou seja, espaço morto no smartphone. Há poucos milímetros de sobra nas bordas e sua parte inferior reserva espaço onde estão colocados alguns dos sensores existentes no aparelho. O aparelho ganhou também arestas arredondadas acompanhando o design da tela, suavizando ainda mais seu tamanho. Há dois alto-falantes no Moto X, os dois localizado na parte frontal – eles seguem o desenho padrão lançado pela marca recentemente, com duas faixas metálicas, com a diferença de que no Moto X elas possuem uma textura antiderrapante.

A saída de som superior fica reservada para ligações telefônicas, enquanto a inferior para sons e músicas. Um detalhe interessante sobre estas faixas metálicas é que elas estão ligeiramente acima do nível da tela, protegendo-a de riscos quando o aparelho está com a tela para baixo.

O Moto X de segunda geração segue um padrão com os botões de power e controle de volumes, sempre ao lado direito do aparelho. Mas agora o power possui também uma textura diferenciada. Acredito que a mudança seja para facilitar o toque no botão correto sem precisar olhar. O Moto X ganhou material de primeira em suas laterais, agora, o aparelho vem com acabamento em alumínio nas mesmas. Realmente muito bonito.

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No topo do aparelho está o conector p2 para os fones de ouvido bem construído e o slot para o cartão nanoSIM. No primeiro Moto X este slot ficava na lateral. Para inserir o chip é preciso utilizar a chave que acompanha os componentes da caixa. O conector USB para carga e transferência de dados está localizado na parte inferior do smartphone, junto com informações da Anatel.

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Por fim, a parte traseira revela outras mudanças em relação ao Moto X mais antigo, a câmera traseira recebeu novo design e o flash – antes abaixo da câmera – fica em um anel de acrílico, com poder de difundir melhor a luz emitida pelos dois LEDs.

Logo abaixo está uma "moeda" da marca Motorola, maior e mais destacada. A capa – não retirável – é construída em resina e tem textura emborrachada. O aparelho também possui duas outras versões, chumbo e Bambu. Esta segunda não está disponível para o mercado brasileiro e é muito elegante. Talvez em 2015!

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Dimensões

O Moto X cresceu, mas para o bem do aparelho. Por conta da tela de 5,2 polegadas, ele ficou mais alto e mais largo, porém reduziu em 0,4 mm sua espessura anterior. Além das medidas, o aparelho engordou 14 gramas, ficando com 144g. A pegada dele é bem agadável se você já está acostumado com aparelhos de tela maior, caso você esteva vindo de um aparelho menor, precisará de alguns momentos com este para adaptar-se.

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Ele leva vantagem perante alguns concorrentes devido à sua traseira curvada, tanto na mão como no bolso da calça. Ao ler estas informações, você pode pensar que o Moto X ficou grande demais. Mas esta é uma tendência forte entre os smartphones, telas grandes. Você precisa se acostumar com isto!

Já falei que Moto X, em sua versão inicial, podia ser colocado um degrau abaixo dos topline como Galaxy S4, Xperia Z1, etc, não por não querer ser dos grandes, mas sim por fazer muito bem aquilo que lhe era proposto. Bom, nesta segunda geração o Moto X está sim entre os melhores smartphones do mercado brasileiro, inclusive com o mesmo chipset de alguns de seus concorrentes mais diretos, como o Galaxy S5, o Xperia Z2 e o LG G3. Estamos falando do Snapdragon 801 quad-core de 2,5 GHz, bem como a GPU Adreno 330 e, para fazer a comunicação entre processador e armazenamento, o Moto X também possui 2 GB de RAM, perdendo apenas para o Xperia Z2, com 3 GB.

Desempenho

Antes de falar dos testes teóricos da capacidade do Moto X, vale ressaltar que na prática o aparelho é incrível, roda todos os aplicativos lisinho e sem engasgos. O Moto X leva vantagem sobre o Samsung Galaxy S, por exemplo, por conta do Android sem customização da marca, que prova que o Android puro é o que precisamos para ter um aparelho liso e competente. Com jogos medianos e pesados o aparelho se comporta muito bem, não sendo necessário descansá-lo ora ou outra.

Depois falaremos mais sobre isso, mas preciso dizer que problemas de superaquecimento ocorridos em outros smartphones só ocorrem com o Moto X em casos de gravações de vídeo em 4K, quando todos os componentes do hardware funcionam a todo vapor. A própria marca avisa que o recurso deve ser utilizado com moderação.

Já para uso moderado/alto de redes sociais, e-mail, alguns games e muitas fotos por aí, o aparelho é impecável; o Moto X é capaz até de controlar seu stress, afinal, não trava e não o deixa na mão. ;)

Benchmarks

Nos testes que normalmente os aparelhos rendem menos que o esperado, como no caso do Galaxy S5, o Moto X me surpreendeu, aliás, a todos aqui da redação. Incrivelmente foi superior a todos no ranking, marcando mais de 44 mil pontos no aplicativo Antutu. Em outro aplicativo, o Vellamo, nova “goleada” do Moto X. Veja as imagens:

Vellamo

Neste app são realizados três testes: Browser, Multicore e Metal. O primeiro deles mede a capacidade e expõe os navegadores testados em apuros para resolver problemas. O teste Multicore testa a capacidade de reação do processador e, por fim, o teste Metal realiza testes utilizando apenas um dos núcleos do processador. Confira a pontuação do Moto X e em seguida a pontuação dos concorrentes.

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Antutu

O Antutu é um dos mais consagrados sistemas de benchmarks do mercado mobile, utilizamos ele como referência.. E foi nele que o novo Moto X foi mais vitorioso, desbancando inclusive o poderosíssimo HTC One M8.

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3D Mark

No aplicativo 3D Mark, cuja especialidade é “fritar” o processamento gráfico dos smartphones, o novo Moto X foi novamente superior à maioria de seus concorrentes, equivalendo-se em pontuação a outros gigantes, como o Galaxy Note 4.

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Armazenamento e Sensores

O Moto X é o primeiro smartphone Android com armazenamento interno mínimo de 32 GB, algo que é excelente. Mas o fator positivo tem dois detalhes que precisam ser frisados, como a ausência de uma opção de mais memória interna e a opção de um cartão microSD. Na prática, utilizando músicas em streaming e mesmo com muitos arquivos baixados do Whataspp, jamais cheguei perto de lotar a memória interna - que reserva 7,6 GB de armazenamento para o sistema e os aplicativos nativos. Ponto para o Moto X.

Este aparelho possui sensores de movimento, proximidade, bússola, acelerômetro, temperatura, barômetro e Giroscópio. Quatro destes sensores de proximidade estão nas extremidades da tela, se você olhar com cuidado, à noite, é possível ver os sensores em vermelho; eles fazem o trabalho de perceber quando suas mãos se aproximam.

Display

O Display do Moto X ganhou meia polegada, passou das 4,7” para as 5,2”. Trabalhando com smartphones de tela grande há alguns meses, é fácil constatar que o Moto X possui uma pegada muito agradável, semelhante ao Galaxy S5, cuja tela possui 5,1 polegadas. A otimização de espaço é importante para este caso, algo que não ocorre com o Xperia Z2, por exemplo. Se você nunca manuseou um aparelho com mais de 5”, pode estranhar os primeiros momentos, mas como já disse em outros reviews, é só questão de costume, adaptação.

A resolução do display é FullHD 1920x1080p e a tecnologia da tela é AMOLED com corning Gorilla Glass 3, material resistente contra riscos.

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Uma tecnologia aprovadíssima existente no Moto X de primeira geração está novamente presente nesta segunda versão, trata-se do sistema de notificações que ilumina somente a área desejada, economizando bateria.

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Sistema de som

Smartphones premium costumam brindar seu equipamento com fones de ouvido de boa qualidade também. De fato, este é o caso do Moto X. Cabo preto, cilíndrico e que não fica facilmente emaranhado (mas fica), os fones de ouvido são muito bons. Eles possuem uma ergonomia interessante, ainda que sejam feitos de plástico. Nos testes utilizei os fones para caminhar no trajeto do trabalho para casa e acho que minha orelha não serve para este tipo de earphones.

Em outro caso, gosto de ouvir o aplicativo de uma rádio, quando estou em casa, sozinho. Para isto ligo o alto-falante do smartphone. Eles possuem boa potência e não distorcem o áudio.

Conectividade

Quanto a conectividade, o Moto X herdou quase todas os recursos de seu irmão mais velho, tendo recebido um plus apenas do sistema NFC. Sendo assim, o novo Moto X possui 4G, Wi-Fi 802.11 ac, A-GPS/GLONASS, Bluetooth 4.0, USB 2.0 e o NFC.

[SPEC]13704,13626[/SPEC]

Bateria

A bateria do Moto X também recebeu um update, mas nada extravagante. Passou dos 2.200 mAh para os 2.300 mAh, representando uma melhora não tão significativa de poderio. Na prática, temos um aparelho que aguenta tranquilamente um dia inteirinho de uso contínuo de redes sociais, fotos, vídeos e games sem precisar pendurar numa tomada. Ele também consegue suportar quase dois dias de uso bem moderado, sem 3G e os luxos mobile oferecidos hoje em dia.

O Moto X consegue suportar aproximadamente 8 a 10 horas de vídeo direto, pelo youtube, sob internet Wi-Fi. Ouvindo músicas este tempo aumenta para mais de 16 horas contínuas. Neste print você consegue ver que houve uma carga durante o descarregamento, fato que ocorreu porque conectei o aparelho no PC para passar algumas imagens. Mas dá também para ver que após um dia de uso, o Moto X ainda tinha muita carga para queimar.

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Câmera

Um dos pontos menos positivos do Moto X de primeira geração foi a câmera que não passava de uma “boa” ferramenta. Pois bem, agora com sensor maior, 13 MP, a câmera do Moto X de segunda geração está melhor, com bom equilíbrio da luz e por vezes com uma leve saturação das cores. Ela continua sendo uma câmera boa, mas não está entre as melhores do segmento. Notei também algumas deficiências no foco; ele perdia-se em alguns momentos. 

Apesar disso, é possível fazer boas fotografias. Em tempos de selfies para lá e para cá, ambas as câmeras são bem agradáveis para ambientes onde a luz é equilibrada.

A câmera possui poucas opções de recursos variados, presentes no Xperia Z2, por exemplo, mas se vira com o básico bem feito. Você pode fazer fotos em HDR, utilizar foco seletivo, fazer fotos panorâmicas, com temporizador, utilizar o tamanho padrão 13MP (4:3) ou o de tela ampla com 9,7MP (16:9). E tem a câmera frontal de 2MP, mesma resolução do modelo anterior.

Outro recurso interessante que já estava presente no Moto X de primeira geração é o recurso de chacoalhar o smartphone para acionar a câmera quando o mesmo está com a tela desligada. Sem falar no recurso de voz que vamos explorar mais tarde. Com ele você pode tirar selfies e fotografias da câmera traseira apenas com comandos de voz. Ps: No meu caso: "Ticoticonofubá ... tirar selfie"

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Fotos de 4160 x 3120 pixels HDR

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Vídeo

O Moto X também é capaz de filmar em tecnologia 4K, mesmo sendo um recurso limitado, ele está disponível. Vale ressaltar que um vídeo de 35 segundos gerou um arquivo de mais de 200 Mb, ou seja, não dá pra gravar em 4K toda hora. Você também pode fazer imagens em câmera lenta (120fps) e o vídeo padrão em FullHD 1080p até na câmera frontal. As imagens são realmente boas, o sensor faz um ótimo trabalho de adaptação das cores e luz, resultando num vídeo realmente bom. Veja exemplos:

Este é um dos grandes diferenciais dos smartphones produzidos pela Motorola em relação aos seus grandes concorrentes. A empresa disponibiliza um software limpo e praticamente puro; com ele não há customização desnecessária ou incluindo aplicativos nativos inúteis. Esta liberdade e agilidade do sistema operacional permite que o processador execute tudo com tranquilidade e leveza. Alguns ícones já estão modificados, esperando uma atualização para o Android Lollipop. A simplicidade do Android é sem dúvidas um grande diferencial de mercado, sendo ele ainda mais puro, faz do Moto X um dos aparelhos mais dinâmicos; Além dos aparelhos da Motorola estão também os Nexus que levam pra casa uma versão purinha do sistema.

Os aplicativos nativos são os padrões do Android (Google play services), Motorola Alert, Migração Motorola e Moto, responsável pelos comandos de voz. Vamos falar dele agora.

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Ok Google Now!

No primeiro Moto X, o Google Now chegou com força, como um marco na história da telefonia brasileira, porém sem muitos comandos em português. Fato que agora está bem melhorado, ou seja, o aplicativo passa a ser uma verdadeira assistente pessoal.

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Utilizando o aplicativo durante os dias de testes, tive certa dificuldade de registrar uma frase de iniciação, muito por conta do mínimo ruído que a sala possuía. Mais tarde, com calma, registrei o seguinte comando: “Olá olá Moto”. A frase não ficou como eu queria, pois em diversos momentos o smartphone foi acionado sem um efetivo comando. Em outro dia troquei o comando a fim de melhorar minha experiência com o aplicativo.

Os comandos do Moto são variados, vão desde Bom dia, Novidades, lembrar-me, Tocar música no Youtube, Fale comigo, Navegue, Enviar whatsapp, Cadê meu celular?, Boa noite, Abrir agenda, Previsão do tempo e muitos outros. Bem mais completo que no Moto X de primeira geração.

Review Moto X - 2ª geração

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Com estes destaques, design e acabamento Premium, software praticamente puro e sem customizações, hardware potente e preço extremamente atraente, temos em mãos uma das melhores opções do mercado brasileiro em se tratando de smartphones. A Motorola está de parabéns. Natal está chegando e o Moto X é um ótimo presente.

Se você busca um smartphone de preço moderado e não procura cameraphone potente, o Moto X é uma das melhores opções e indicação garantida do Oficina da Net. Mas se você quer um aparelho para fotografar com mais qualidade, deve ler o Review do Xperia Z2 ou do LG G3.

Vale lembrar também que este trono em que colocamos o novo Moto X pode ser tomado em breve pelo recente lançamento da Motorola, o Moto Maxx. O aparelho é mais robusto e com o hardware mais potente da categoria. Veremos em breve, quando recebermos o aparelho para testar.

[relatorio]

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