A HBO Max começou o ano de 2026 com reforço pesado no catálogo, misturando alguns clássicos de Hollywood com lançamentos recentes que prometem render muito assunto nas rodas de amigos e nas discussões nas redes sociais. Se você está cansado de rolar infinitamente em busca de algo bom, essa lista aqui te poupa esse trabalho. Separei os melhores filmes da HBO Max e com opção para todos os gostos.
Confira nossa lista completa com as melhores séries na HBO Max em 2026.
1. Batman (2022)
Quando "Batman" saiu, a galera inteira achava que tinha mais um super-herói capeado enfiado no meio da Marvel/DC genérica. Mas Matt Reeves virou a mesa: esse é um filme investigativo mesmo, menos sobre pancadaria e mais sobre seguir pistas, interrogar gente, analisar padrões de crime.
Robert Pattinson sai completamente daquele rótulo de Crepúsculo e entrega um vigilante que parece um detetive de polícia que resolveu colocar um manto porque não aguenta mais burocraticamente. Gotham inteira é suja, chovendo o tempo todo, trilha sonora que entra na sua cabeça na primeira cena e não sai.
2. Se7en - Os Sete Crimes Capitais
Fincher dirigindo David Fincher, Brad Pitt e Morgan Freeman em um roteiro de Andrew Kevin Walker que parecia saído de um pesadelo. A história é deprimente: um assassino em série vai matando pessoas que ele acha que representam pecados capitais (gula, preguiça, ganância, e por aí), e dois detetives tentam pará-lo antes que chegue ao sétimo.
Morgan Freeman faz aquele veterano sábio e cansado que está prestes a se aposentar, Brad Pitt é o novato cheio de energia errada, e Fincher coloca os dois em uma cidade que parece estar molhada desde que o mundo começou. Tem aquele tipo de final que não é feliz, não é triste, é só devastador, e você fica alguns minutos no sofá sem conseguir parar de pensar naquilo.
3. Os Bons Companheiros
Scorsese com De Niro, Joe Pesci e Ray Liotta contando a história de um cara chamado Henry Hill que entra no mundo do crime achando que aquilo é glamour. Começa legal, as pessoas parecem ser ricas e respeitadas, aí vai passando o tempo e Henry descobre que não é bem assim, que crime te mete em uma série de coisas que você não consegue se livrar depois.
O filme segue a trajetória do cara desde pré-adolescente até adulto, mostrando como as escolhas iniciais te metem em uma bola de neve que cresce. Pesci rouba cada cena que entra, De Niro tem aquele jeito de bandido que sabe tudo que é bom e que é ruim, e Ray Liotta carrega o filme com uma mistura de charm e desespero.
4. Taxi Driver
Travis Bickle é um cara que dirige táxi de noite em Nova York nos anos 1970. Ele é um veterano da Guerra do Vietnã que chegou em casa quebrado, literal e psicologicamente, e agora passa a noite inteira dirigando pela cidade, vendo de tudo, internalizando cada coisa ruim que vê pelas ruas. A câmera fica junto dele enquanto ele vai ficando mais desequilibrado, mais isolado, mais perigoso.
A relação entre Scorsese e De Niro foi tão boa que virou praticamente lenda no cinema: os dois criaram algo que não sai da sua cabeça depois que assiste. O filme continua incômodo demais de assistir, e isso é justamente o ponto.
5. O Grande Gatsby
Baz Luhrmann pegou o livro clássico de F. Scott Fitzgerald e entregou a adaptação do jeito que só ele sabe fazer: tudo brilhante, exagerado, com trilha sonora estranha e cores que quase doem de tão vibrantes. Leonardo DiCaprio é Jay Gatsby, um milionário que dá festas desproposital caras toda semana esperando que sua ex-namorada apareça.
Tobey Maguire é Nick, o vizinho que narra a história e fica vendo tudo desabar quando descobrem que Gatsby não é tão perfeito quanto aparenta ser. O filme é basicamente "Baz Luhrmann em forma de cinema": você ou ama ou acha muito demais, não tem meio termo. Mas depois que assiste, a melancolia fica.
6. Mad Max: Estrada da Fúria
George Miller em 2015 não tinha razão nenhuma para fazer um filme que fosse duas horas quase ininterruptas de perseguição no deserto. Mas fez, e virou uma obra-prima. Tom Hardy como Max Rockatansky é um cara que sobrevive sozinho em um mundo que virou pó, mas é capturado pelo Immortan Joe, um vilão que controla tudo naquela região.
Charlize Theron é a Imperatriz Furiosa, que comanda um caminhão de guerra e está tentando sair daquele lugar com um grupo de garotas que Immortan Joe mantinha como propriedade. Max acaba ajudando, e aí começa a perseguição que não para. Não tem diálogo inútil, não tem cena que não quer dizer nada: tudo existe porque precisa estar ali, e o resultado é um filme que é quase samba-enredo de ação.
7. Cidade de Deus
Fernando Meirelles e Kátia Lund dirigiram um dos maiores filmes do cinema brasileiro, ponto. A história acompanha dois trajetos paralelos na Cidade de Deus, um complexo de favela no Rio, dos anos 1960 aos 1980: Buscapé quer ser fotógrafo e documentar a violência ao redor, Dadinho quer ser bandido e acaba virando Zé Pequeno, chefe de tráfico.
Os dois crescem juntos, veem os mesmos eventos de perspectivas completamente diferentes, e a câmera acompanha tudo com uma energia que você sente na pele. O filme descobriu atores que depois bombaram no cinema brasileiro, mistura humor com violência de um jeito que choca, e tem aquele tipo de final que funciona porque você viu a trajetória inteira.
8. Superman (2025)
James Gunn chegou na DC com toda força e fez um Superman que ninguém tava esperando: ao invés de um herói que desceu dos céus para salvar todo mundo, é um Superman cujas intenções são questionadas, cujo poder assusta as pessoas, e que tem que lidar com Lex Luthor sendo um cara que consegue articular muito bem por que é assustador ter um alienígena super-poderoso vivendo na Terra.
Nicholas Hoult faz um Luthor que não é vilão cartunesco gritando "argh, maldito Superman", é mais um cara que tem argumentos legítimos sobre por que Superman é um problema. David Corenswet faz o Superman com uma inocência que deixa ainda pior quando percebemos que o mundo não é tão preto-e-branco quanto ele gostaria. É um filme que conversa com você, não só coloca super-poder na tela.
9. Como Treinar o Seu Dragão 3
O terceiro filme da trilogia poderia ter sido aquele que empobrece a franquia, aquele "vamos fazer o terceiro só porque dá dinheiro". Mas não: fecha a história de Soluço e Banguela com uma melancolia que pega você desprevenido em um filme de animação sobre um garoto e um dragão.
A trilogia sempre foi sobre amizade, mas o terceiro filme deixa claro que nem todo final é "viveram felizes para sempre", que às vezes crescer significa deixar ir algo que ama profundamente. Não é animação infantil boba que só faz piada para criança: é cinema mesmo, e adulto chora vendo.
10. 65 - Ameaça Pré-Histórica
Adam Driver em um planeta alienígena 65 milhões de anos atrás, tentando sobreviver enquanto dinossauros tentam matá-lo. O orçamento não era astronômico, mas Span e Noxon conseguiram fazer um filme claustrofóbico, tenso, que não vira sentimental nem "ah, vamos salvar o mundo". É mais "como meu personagem sai daqui vivo".
Adam Driver faz um astronauta quebrado que está tentando voltar para casa, e a câmera segue ele derrapando pela lama, suado, amedrontado. Não tem aquele tipo de explosão absurda que você vê em ficção científica blockbuster: é mais visual, mais primitivo, mais real dentro do contexto.
11. Imaculada
"Imaculada" chegou em janeiro como aquele filme de terror que conversa com você psicologicamente ao invés de colocar monstros óbvios na tela. A história se passa em um convento onde uma freira descobre que algo muito errado está acontecendo com as outras religiosas e com as gravidanças que elas têm sem razão aparente.
O filme cria um clima crescente de paranoia, de não saber em quem confiar, de questionar até que ponto você está realmente seguro em um lugar que deveria ser seguro. Tem sangue, tem violência, mas o que assusta mesmo é a sensação de isolamento.
12. Assassino por Acaso
Glen Powell é um cara que trabalha para a polícia fingindo ser assassino de aluguel para prender as pessoas que o contratam. Ele segue o protocolo à risca, mas quando uma mulher desesperada o contacta, ele quebra todas as regras para tentar salvá-la de um verdadeiro problema.
Esse é aquele top de thriller que pega você de surpresa porque começa leve (comedy crime que parece comédia mesmo) e depois vai ficando genuinamente tenso quando a situação real sai do controle. Glen Powell consegue fazer um personagem que é ao mesmo tempo engraçado e sincero, o que deixa a tensão ainda melhor.
13. Barbie
Greta Gerwig dirigiu o filme que virou fenômeno cultural em 2023. Margot Robbie é uma Barbie que tem uma crise existencial em Barbielândia, mundo que é literalmente cor-de-rosa e perfeito demais, enquanto Ryan Gosling é um Ken que descobre que masculinidade é um conceito construído e que talvez ele gostaria de ter direitos iguais também. O filme usa brinquedo como ponto de partida para falar sobre gênero, expectativas, o peso de estar num corpo que nunca vai ser bom o suficiente.
14. A Longa Caminhada de Billy Lynn
Ang Lee dirigiu a adaptação do livro que bombou. Billy Lynn volta para casa como herói depois de sobreviver a uma batalha no Iraque, mas a pressão de ser celebridade, de ter que sair na TV, de ter que fazer foto com fãs no estádio de futebol, não dá espaço de verdade para ele lidar com o trauma que traz.
O filme é reflexivo demais para ser épico, apesar daqueles flashbacks de combate bem viscerais. Tem aquele tipo de comentário sobre como a sociedade trata herói de guerra bem melhor quando ele está na TV do que quando está em casa sofrendo com TEPT.
15. Crimes na Madrugada
Crimes na Madrugada é um thriller que chega em janeiro. A história acompanha investigadores tentando resolver um crime que aconteceu em um bairro, mas descobrem que tem mais coisa escondida do que parecia. Não é aquele thriller que grita para você o que está acontecendo: te deixa conectando os pontos junto com os personagens, e a sensação de discovery é o que mantém você assistindo.
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