Um desses celulares custa na faixa dos R$ 800. O outro, quase R$ 7 mil. Oito vezes mais caro. Mas será que ele é oito vezes melhor? Eu coloquei o Galaxy A17, o A57, o S25 FE e o S26 Ultra lado a lado, do mais barato ao mais caro da Samsung, e testei tudo: tela, câmera, bateria, jogos, seguindo o padrão de testes do Oficina da Net. E olha, teve teste em que o celular de R$ 800 venceu o topo de linha.
Quero te mostrar exatamente o que você ganha a cada degrau dessa escada, e o que você perde. No final, você vai saber qual deles faz sentido para o teu bolso.
Design e construção
Começando pelo design, o único celular aqui com plástico é o A17. O frame é plástico e a traseira também, aquela fibra de vidro que no fim das contas é plástico. A partir do A57 a conversa muda: frame de alumínio e traseira de vidro com Gorilla Glass Victus Plus, tanto no A57 quanto no S25 FE. Já o S26 Ultra também tem frame de alumínio, mas o vidro traseiro é protegido por Gorilla Glass Victus 2. Na frente, A57 e S25 FE repetem o Victus Plus, enquanto o S26 Ultra usa o Gorilla Armor 2, que na teoria é a proteção mais forte de todas.
Em resistência à água, só o A17 fica de fora do IP68. Ele tem IP54, que protege contra respingos. Os outros três aguentam acidentes com água sem drama. Destaque para o A57, que esse ano ganhou upgrade de certificação: o A56 do ano passado era IP67, teoricamente menos resistente.
Agora uma coisa louca: apesar de ser todo de plástico, o A17 é mais pesado que o A57. São 192 g contra 179 g. E por incrível que pareça, o S25 FE também é um pouco mais leve, com 190 g. Ou seja, quase um empate ali. O mais pesado, sem surpresa, é o S26 Ultra, com 214 g.
A gente não pode negar que a Samsung tem uma identidade visual. Se você parar para olhar os quatro celulares por trás, eles são praticamente idênticos. A exceção é o S25 FE, que ainda herdou o desenho antigo com os módulos de câmera separados, mas provavelmente o S26 FE vai chegar com algo bem parecido com o A57 e o A17. Confesso que eu gosto disso. Você bate o olho e já sabe que é um Samsung. A mesma coisa acontece com a Motorola, com a Xiaomi e, claro, com a Apple.
Agora, uma coisa que eu preciso criticar, e já faz muito tempo: a Samsung parou de mandar capa de silicone no kit. Eu sei que você pode comprar, às vezes não é caro, mas às vezes é. Uma capinha original da Samsung não sai por menos de R$ 100 na versão mais simples. Para mim, é algo que protege o celular já na saída da caixa e não deveria ser tratado como acessório. Deveria ser fundamental, assim como o carregador.
O que se ganha e o que se perde
Saindo do A17 para o A57, o salto é grande: você troca plástico por alumínio e vidro, e sai do IP54 para o IP68. É a diferença entre um celular que aguenta respingo e um que sobrevive a um mergulho acidental. Do A57 para o S25 FE, sinceramente, em construção quase nada muda. Mesmos materiais, mesma proteção, peso parecido. Aqui o dinheiro extra não aparece no design. Já no topo, o S26 Ultra te dá o Gorilla Armor 2 na frente e o Victus 2 atrás, as proteções mais avançadas da Corning. O que se perde? Leveza. São 214 g no bolso.
Tela
Nas telas a gente tem só dois tamanhos diferentes. O A17, o A57 e o S25 FE têm telas de 6,7 polegadas, todas com a mesma resolução 1080p. Só o S26 Ultra foge da regra, com uma tela de 6,9 polegadas e resolução 1440p.
A diferença está na qualidade do painel, óbvio. O A17 usa um painel Super AMOLED, o tradicional da Samsung, com taxa de atualização de 90 Hz. O A57 evoluiu para um Super AMOLED Plus, agora com 120 Hz. A diferença do painel está na disposição dos subpixels, que entrega cores levemente mais precisas e, em teoria, uma vida útil um pouco mais longa para a tela. E a taxa de atualização do A57 é adaptativa, mas do jeito simples: fica em 120 Hz na navegação e cai para 60 Hz em vídeos ou quando a tela está parada.
O S25 FE já parte para uma tela Dynamic AMOLED 2X, assim como o S26 Ultra. E aqui o ganho é real: suporte a HDR10+, pico de brilho maior, melhor reprodução de cores e redução de luz azul sem distorcer as cores. Apesar de a Samsung não divulgar que a tela do S25 FE é do tipo LTPO, ela pelo menos se comporta como uma. Quando uma imagem estática está na tela, a taxa de atualização cai para 1 Hz. Quando você movimenta, ela sobe para os 120 Hz, o máximo suportado. O S26 Ultra tem o mesmo comportamento.
O grande destaque do S26 Ultra é o esquema de tela de privacidade, que esconde parte do conteúdo quando ativo. Funciona para aplicativos, mensagens ou a tela por completo. É daqueles recursos que você só valoriza quando alguém fica de olho no teu celular no ônibus.
Além das tecnologias, o que diferencia os aparelhos é a quantidade de borda. Olha o A17, como as bordas são espessas. O A57, por sua vez, teve uma redução de bordas em relação ao A56 do ano passado e agora está muito próximo do S25 FE. Mas quem diminui ainda mais é o S26 Ultra, que tem as menores bordas e mais tela visível.
O que se ganha e o que se perde
Do A17 para o A57, o ganho mais visível é a fluidez: você sai de 90 Hz para 120 Hz, além de cores um pouco mais precisas e bordas mais finas. Do A57 para o S25 FE é onde o painel dá um salto de verdade: o Dynamic AMOLED 2X traz HDR10+, mais brilho e a taxa de atualização que cai para 1 Hz com a tela parada, economizando bateria. Já o S26 Ultra entrega a única tela realmente diferente do grupo: maior, com resolução 1440p, bordas mínimas e o recurso de privacidade exclusivo. O que se perde comprando o mais barato? Fluidez, brilho para usar no sol e HDR de verdade. O que se perde no mais caro? Nada na tela em si, só o dinheiro.
Câmeras
Antes de falar de foto, deixa eu explicar uma coisa: megapixel não conta a história toda. O que muda a experiência de verdade é estabilização, abertura da lente e quais câmeras extras o celular oferece. E é exatamente aí que esses quatro se separam.
No papel, A17, A57 e S25 FE têm a mesma câmera principal: 50 MP com abertura f/1.8 e estabilização óptica. E olha, durante o dia, com luz boa, os três entregam fotos que ninguém vai reclamar no Instagram. A diferença aparece nas câmeras de apoio. O A17 acompanha uma ultrawide de 5 MP, que é fraca, e uma macro de 2 MP que, sendo sincero, existe só para dizer que o celular tem três câmeras. O A57 sobe a ultrawide para 12 MP, e isso muda a experiência: a foto aberta de paisagem ou do grupo de amigos para de parecer que veio de outro celular. A macro de 5 MP continua sendo enfeite.
O S25 FE faz uma troca inteligente: joga a macro fora e coloca no lugar uma telefoto de 8 MP com zoom óptico de 3x. É o primeiro celular da lista que você ganha zoom de verdade, sem aquele recorte digital. Na prática, é a diferença entre fotografar o show de longe e ter uma lembrança boa ou um borrão.
E aí tem o S26 Ultra, que joga outro campeonato. Principal de 200 MP com abertura f/1.4, a mais clara entre eles, o que significa mais luz entrando no sensor e fotos noturnas em outro nível. Ultrawide de 50 MP. E não uma, mas duas telefotos: uma de 10 MP com 3x e uma periscópica de 50 MP com 5x de zoom óptico. Com elas, o zoom de 10x ainda sai utilizável. É o único aqui que cobre qualquer situação, do detalhe na mesa ao palco do outro lado do estádio.
Na selfie, curiosamente, é quase empate: 12 MP em todos, com exceção do A17 que tem 13 MP. A diferença vai aparecer no processamento, não no sensor.
Vou deixar agora mais algumas selfies rodando lado a lado entre eles para você ver qual diferença tem do celular mais barato até o mais caro.
Em vídeos há diferenças também, o A17 só é capaz de gravar em FULLHD 30 fps, enquanto o A57 faz 4K 60fps na principal e 4K 30 na selfie. Já é um celular que eu utilizaria para fazer conteúdos para a internet. Depois o S25 FE que faz 4K 60 na selfie e até 8K na principal, mesma capacidade do S26 Ultra.
O que se ganha e o que se perde
Do A17 para o A57, o ganho está na ultrawide decente e num processamento melhor puxado pelo chip mais forte. Do A57 para o S25 FE, você troca a macro inútil por zoom óptico de 3x, e para mim essa é a troca que mais muda o dia a dia de quem fotografa. Já o S26 Ultra é o único que não te deixa na mão em nenhum cenário: noite, zoom longe, paisagem, tudo coberto. O que se perde comprando o mais barato? Versatilidade. A foto principal do A17 até engana, mas saiu dela, acabou a festa. O que se perde no mais caro? Nada em câmera. Aqui o S26 Ultra justifica o preço como em nenhuma outra seção.
Desempenho
Aqui a escada fica mais íngreme. Olha os números do AnTuTu: o A17 faz em média 600 mil pontos com o Exynos 1330. O A57 salta para 1,3 milhão com o novo Exynos 1680. O S25 FE dobra a aposta com 2,1 milhões no Exynos 2400. E o S26 Ultra simplesmente esmaga todo mundo: 3,7 milhões de pontos com o Snapdragon 8 Elite Gen 5. O bicho é bruto. Na prática, do mais barato ao mais caro, a potência multiplica por seis.
Na memória a história se repete. O A17 parte de 4 GB de RAM e 128 GB de armazenamento, mas é o único da turma com slot para microSD, num slot híbrido. O A57 e o S25 FE trabalham com 8 GB de RAM, e o S26 Ultra parte de 12 GB podendo chegar a 16 GB com 1 TB de armazenamento.
Mas benchmark é número frio. O que importa para analisar performance, é jogo rodando, e aí entra o ranking do Roda Liso, onde todos os quatro passaram pela mesma bateria de testes com os mesmos jogos. O S26 Ultra fez 90 FPS de média efetiva, terceiro lugar geral do ranking, segurando 120 FPS em COD Mobile e Wild Rift e 119 no Delta Force. O S25 FE fez 67 FPS de média, jogando bem Wild Rift a 120 FPS, mas sofrendo no Genshin Impact com 49. O A57 marcou 56 FPS de média, e aqui mora um detalhe: em jogos pesados como Wuthering Waves ele entrega só 32 FPS. Já o A17 fez 38 FPS de média geral. Ele roda Wild Rift a 90 FPS numa boa, mas em CarX Street e Wuthering Waves a experiência cai para 12 FPS, ou seja, injogável.
Agora vem a parte que eu mais gosto: o custo por FPS, a metodologia do Roda Liso. Fazendo a conta com os preços atuais, o A17 sai por cerca de R$ 22 por FPS. O A57 fica em R$ 37, o S25 FE em R$ 39 e o S26 Ultra em R$ 77 por FPS. Ou seja, em pura eficiência de dinheiro por desempenho, o mais barato vence, desde que você jogue títulos leves. E o topo de linha paga o dobro por cada quadro a mais. O ranking completo, com todos os celulares testados, esta na descrição.
O que se ganha e o que se perde
Essa é a seção onde o dinheiro mais aparece. Do A17 para o A57, o AnTuTu mais que dobra e a média de FPS sobe de 38 para 56. Jogos que travavam passam a rodar. Do A57 para o S25 FE, o ganho existe, de 56 para 67 FPS, mas confesso que esperava mais de um chip com AnTuTu 60% maior. Já o S26 Ultra é outro patamar: 90 FPS de média e a tranquilidade de rodar qualquer coisa no máximo por anos. O que se perde comprando o mais barato? Os jogos pesados, simples assim. O que se perde no mais caro? Eficiência: é o pior custo por FPS dos quatro, você paga R$ 77 por quadro contra R$ 22 do A17.
Bateria e carregamento
Em capacidade, os quatro são praticamente iguais: 5.000 mAh no A17, no A57 e no S26 Ultra, e 4.900 mAh no S25 FE. Ou seja, do mais barato ao mais caro, a Samsung não mexe no tamanho da bateria. O que muda é a eficiência do conjunto.
E olha que curioso: no nosso teste padrão, o A17 foi o único que não chegou ao final. Consumiu 100% da bateria antes de completar o ciclo. O culpado não é a bateria, é o conjunto: processador menos eficiente e tela que trabalham com mais esforço para entregar o mesmo resultado. Os outros três terminaram o teste com folga: o S26 Ultra consumiu 77%, o A57 consumiu 78% e o S25 FE, 82%. Na prática, A57 e S26 Ultra empatam em autonomia, e o S25 FE fica um pouquinho atrás, mas nada que mude teu dia.
No carregamento, mais um empate que diz muito. A57, S25 FE e S26 Ultra carregaram por completo em exatos 1h12min, todos testados com o mesmo carregador de 25W, que é o que vem na caixa do S25 FE e do S26 Ultra. Ou seja, na prática do mundo real, com o carregador que acompanha o aparelho, tanto faz pagar R$ 2 mil ou R$ 7 mil: o tempo na tomada é o mesmo. Já o A17, que aceita no máximo 25W, levou 2h11min. Quase uma hora a mais, e isso é muito tempo para 2026.
Agora me explica uma coisa: três desses celulares aceitam 45W ou mais, mas nenhum vem com carregador que entregue isso? Pois é. O A17 e o A57 trazem carregador de 15W na caixa, enquanto o S25 FE e o S26 Ultra vêm com o de 25W. Para extrair a velocidade máxima que tu pagou, precisa comprar outro carregador à parte. Pelo menos a Samsung ainda manda carregador no Brasil, mas convenhamos, mandar um de 15W para um celular que aceita 45W é quase uma provocação.
E tem o carregamento sem fio, que aqui vira divisor de classes: A17 e A57 não têm. O S25 FE carrega sem fio a 15W e o S26 Ultra a 25W. Confesso que carregamento sem fio é daqueles recursos que parecem supérfluos até você se acostumar a usar, depois não quer mais largar.
O que se ganha e o que se perde
Do A17 para o A57, o ganho é enorme: autonomia que aguenta o teste inteiro com folga e carregamento em quase metade do tempo. Para mim, é o maior salto de bateria de toda essa escada. Do A57 para o S25 FE, você ganha o carregamento sem fio e... só. Em autonomia ele até consome um pouco mais. Já o S26 Ultra adiciona os 60W por cabo e 25W sem fio, mas na prática carregou no mesmo tempo dos outros dois. O que se perde comprando o mais barato? Tempo. Tempo de bateria durante o dia e tempo na tomada. O que se perde no mais caro? Nada, mas também não se ganha: com o carregador da caixa, o Ultra carrega no mesmo tempo de um celular três vezes mais barato.
Sistema e atualizações
É louco pensar que todos os aparelhos aqui têm pelo menos seis anos de atualização de sistema, com o S25 FE e o S26 Ultra subindo ainda para sete anos. Isso significa que até o mais barato da lista vai receber Android novo até lá por 2031. Teve uma época em que celular de entrada da Samsung mal via uma atualização, e hoje a marca dá um banho de suporte na concorrência.
Apenas o A17 chegou rodando Android 15, e ele já foi atualizado para o Android 16 com a One UI 8.5. O S25 FE também passou por esse update para a One UI 8.5, mas já tinha chegado rodando Android 16. Já o S26 Ultra e o A57 são os dois que saíram da caixa direto com Android 16 e One UI 8.5.
A interface é a mesma em todos. A Samsung deixou de lado aquela One UI Core que existia antigamente nos celulares mais baratos, uma versão capada do sistema. Agora a One UI passou por atualizações, está mais leve e roda tranquilamente em qualquer aparelho, até porque os processadores também evoluíram. Não tem mais aquela lentidão de antigamente.
Mas, existem diferenças sim, e elas estão nos recursos que aparecem nos celulares mais caros e somem nos mais baratos. O principal é o pacote de inteligência artificial. No A17, a história é curta: você tem o Circule para Pesquisar e o Gemini do Google, e só. O A57 já recebe o pacote que a Samsung chama de Inteligência Absurda, com Apagador de Objetos, o Melhor Rosto que escolhe a melhor expressão de cada pessoa em fotos de grupo, transcrição de voz com tradução no Gravador e recorte automático de vídeos. O S25 FE e o S26 Ultra levam o Galaxy AI completo, com edição generativa de imagem, tradução simultânea em chamadas e os recursos mais pesados de IA que a Samsung guarda para a linha S.
E aqui um detalhe que eu percebi com os quatro celulares na mesa: o menu Galaxy AI nas configurações simplesmente não existe no A17 nem no A57. Você abre os ajustes do S25 FE e do S26 Ultra e lá está a seção dedicada, com todos os recursos listados para ligar e desligar. Nos dois mais baratos, os recursos de IA ficam espalhados pelo sistema, sem uma central. Ou seja, para a própria Samsung, a Inteligência Absurda da linha A é uma coisa, Galaxy AI é outra.
E tem o Samsung DeX, aquele modo que transforma o celular em um quase computador quando conectado a um monitor. Ele continua exclusivo da linha S, então só o S25 FE e o S26 Ultra têm. Confesso que o DeX é daqueles recursos que pouca gente usa, mas quem usa não troca por nada.
O que se ganha e o que se perde
Essa é a seção mais democrática do comparativo. Do A17 ao S26 Ultra, todo mundo leva a mesma One UI e no mínimo seis anos de Android novo. A escada aqui é de extras: do A17 para o A57, você ganha o pacote de IA de verdade, com edição de fotos e transcrição que funcionam no dia a dia. Do A57 para a linha S, entram o Galaxy AI completo, o DeX e um ano a mais de suporte, sete no total. O que se perde comprando o mais barato? Os recursos de IA, que hoje são o principal argumento de software da Samsung. O essencial do sistema, esse é igual para todo mundo, e isso é mérito da marca.
Extras
Agora aqueles detalhes que ninguém coloca na thumbnail, mas que você sente todo dia.
- Começando pelos chips: todos os quatro aceitam dois chips físicos ao mesmo tempo, mas o A17 é o único sem suporte a eSIM. Se você usa linha virtual, de operadora digital ou para viagem internacional, ele te deixa na mão. Do A57 para cima, são dois físicos mais eSIM.
- Na biometria, a escada também aparece. O A17 usa leitor de digital na lateral, no botão de ligar. Funciona bem, mas é solução de celular de entrada. O A57 e o S25 FE trazem o leitor óptico embaixo da tela, e o S26 Ultra usa o ultrassônico, que é mais rápido e funciona até com o dedo molhado.
- No som, a diferença é audível: o A17 tem alto-falante mono, um único, na parte de baixo. Os outros três têm som estéreo. Parece detalhe, até você assistir um vídeo com o celular deitado e tapar o único alto-falante com a mão.
- E tem a S Pen, exclusividade absoluta do S26 Ultra. A caneta continua embutida no corpo do aparelho, sai do encaixe e já abre as notas. Ela perdeu o Bluetooth há duas gerações, então os comandos remotos se foram, mas para anotar, desenhar e recortar conteúdo da tela, segue sendo um diferencial que nenhum outro celular dessa lista oferece.
Preços
Agora vamos falar do que realmente decide a compra. E antes dos números, uma lição que esses quatro celulares ensinam juntos: nunca, jamais, compre um Samsung no lançamento.
O A17 5G chegou em agosto de 2025 custando perto de R$ 1.700. Hoje está na faixa dos R$ 800, praticamente o menor preço da história dele. Caiu pela metade em dez meses.
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O A57 é o caso mais absurdo: foi lançado em março de 2026 na casa dos R$ 3.600 e menos de três meses depois já está na faixa dos R$ 2.000 a R$ 2.100, colado no menor preço histórico. São mais de 40% de queda em um trimestre. Quem comprou no lançamento perdeu uns R$ 1.500 no susto.
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O S25 FE chegou em setembro de 2025 por quase R$ 5.500 e hoje fica entre R$ 2.600 e R$ 2.700. Menos da metade do lançamento, mas atenção: o menor preço histórico dele ficou na faixa dos R$ 2.300 a R$ 2.400, então dá para esperar uma oferta melhor.
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Já o S26 Ultra, lançado em fevereiro de 2026 por absurdos R$ 11.500, está hoje na casa dos R$ 6.900 a R$ 7.000. E aqui o detalhe que dói: ele já apareceu abaixo dos R$ 5 mil em promoção.
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E é por isso que eu sempre repito: entra nos grupos de ofertas do Oficina da Net no WhatsApp e no Telegram. Esses preços mudam toda semana, e a diferença entre comprar no dia certo e no dia errado pode te fazer guardar uma grana legal.
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Agora olha como a escada de preços fica interessante. Do A17 para o A57, o degrau é de uns R$ 1.300, mais que o preço de outro A17 inteiro. Do A57 para o S25 FE, o degrau é de apenas uns R$ 500. Quinhentos reais separam o melhor intermediário da Samsung de um celular com chip de topo de linha, Galaxy AI completo, zoom óptico e DeX. É o degrau mais barato e mais vantajoso de toda a escada. Já do S25 FE para o S26 Ultra, o salto passa de R$ 4 mil. Você paga mais um S25 FE e ainda sobra troco, tudo isso por mais zoom, mais tela e mais potência.
Conclusão: qual comprar?
Depois de tudo isso, a resposta depende de uma pergunta só: quanto do celular você realmente usa?
Se a resposta é WhatsApp, redes sociais, banco e fotos de dia, o A17 na faixa dos R$ 800 é imbatível. Você abre mão de jogos pesados, de carregamento rápido e dos extras, mas leva a mesma One UI, seis anos de atualização e uma tela AMOLED. É o celular que prova que dá para viver bem gastando pouco.
Se você quer o equilíbrio, o A57 é a resposta. Colado no menor preço histórico, ele entrega construção premium, IP68, 120 Hz, bateria excelente e a Inteligência Absurda. Para a maioria das pessoas, sinceramente, a escada poderia parar aqui.
Mas se tu pode esticar uns R$ 500, o S25 FE é a compra mais inteligente da lista. É o degrau mais barato com o maior retorno: chip de linha topo, Galaxy AI completo, zoom óptico de 3x, carregamento sem fio, DeX e sete anos de suporte. Pagando preço de intermediário, você leva 90% da experiência de um topo de linha.
E o S26 Ultra? Ele é o melhor celular dessa mesa, disparado. Câmera em outro nível, desempenho de sobra, a S Pen, a melhor tela. Mas no preço de hoje, na casa dos R$ 7 mil, eu só recomendo para quem precisa do conjunto completo: muito zoom, muita câmera, caneta. Para todos os outros, espera a próxima promoção, porque ele já custou bem menos.






