A história do Google (parte 4)

Terminamos 2004 vendo que o Google inaugurou uma nova sede, o Googleplex, alcançou marcas inacreditáveis como 6 bilhões de resultados indexados, mais de 1 bilhão de imagens, abriu o capital na bolsa, movimentou bilhões, comprou o Picasa, etc. etc.

Por | @Evilmaax Entretenimento

Começando bem 2005, já em janeiro, a Google colocaria no ar o embrião do tão amado YouTube, o Google Video. Lançado em janeiro, o serviço era um buscador e compartilhador de vídeos que possuía – em alguns vídeos selecionados – a possibilidade de incorporação. Apesar da proposta interessante e ainda inédita na web, o Google Video ficou um tanto quanto apagado até o final do ano seguinte, quando da sua incorporação com o YouTube.

No entanto, no mês seguinte surgiria um serviço que faria sucesso desde o início, sendo um dos seus maiores produtos e um dos preferidos dos usuários: O Google Maps. Como vimos na parte anterior da história, a empresa havia comprado nomes como Ignite Logic, ZipDash, Where2 e Keyhole, Inc, todas sobre tráfego e geoanálises. O serviço inovou ao trazer a nós, simples mortais, a possibilidade de nunca mais se perder, podendo ir a qualquer lugar, e com as futuras atualizações descobrir lugares, ver imagens dos locais, caminhar pelas ruas, ver dados e números do comércio local, deixar impressões para ou outros usuários, imagens e orientações via satélite, etc. etc.

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No mês seguinte foi a vez do Google privilegiar os programadores ao colocar no ar uma nova fonte de recursos, documentações, eventos, produtos, incluindo todas as suas APIs, o Google Developers. Separado em categorias e linguagens de programação, como Pythom , Java, PHP, Flash, DotNet, Android, Django, etc. vale a pena o clique, caso você seja um programador ou aspira a se tornar um.

Neste ano o Brasil – e também o México – também entraria na lista de países onde o Google lançou âncoras e abriu seus escritórios. A versão BR do Google foi inaugurada em São Paulo, e, recentemente, em 2013, mudou-se para sua nova sede, um gigantesco espaço de mais de 9 mil metros quadrados na Avenida Brigadeiro Faria Lima. Além disso, há um escritório em Belo Horizonte, Minas Gerais. Abaixo, veja as fotos do novo escritório paulista.

A história do Google (parte 4)
BR HUE HUE

Seguindo a tradição do dia da mentira, o de 2005 é até hoje um dos mais lembrados. Foi naquele 1º de abril que foi “lançada” a bebida do Google que te deixava mais inteligente a cada gole, tudo isso para deixar as buscas mais inteligentes. Funcionava assim: Após consumi-la você tinha seu DNA escaneado e sua inteligência era incrementada de acordo com aquilo que você está buscando já que seus neurotransmissores eram estimulados a cada nova busca. E como você pode ver na foto abaixo, o Google Gulp vinha em 4 refrescantes sabores.

Confira todas as informações, como funciona, descrição de cada sabor e como cada um deles age, perguntas frequentes e muito mais na página oficial da bebida

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Pense diferentemente, pense refrescantemente

Data também de 2005 a compra da Android Inc, que como você deve ter imaginado, pelo nome, resultou no sistema operacional para smartphones mais usado no mundo, o Android, comprada, na época, por 50 milhões de dólares. Hoje, o sistema é usado diariamente por mais de 1 bilhão de smartphones (mais de 82% do mercado mundial), 100 milhões de tablets (mais de 70% do mercado mundial), além de estar presente em carros, televisores, videogames, relógios, e em breve, em qualquer parte da sua casa, desde a luz da sala até a geladeira.

Fizemos recentemente um post especial sobre a história do Android, onde você encontra uma explicação detalhada sobre tudo que precisa saber sobre o sistema operacional móvel do Google, com todas as versões analisadas, perspectivas de mercados futuros e muito mais. Confira clicando no link ao lado.

No lado financeiro o Google ia de vento em popa, após valorizações na bolsa chegou a ser cotado em mais de 52 bilhões de dólares. Em caixa eles tinham cerca de 7 bilhões, o que, segundo pronunciamento da própria empresa, seria usado para “aquisições de empresas complementares aos seus negócios, tecnologias ou outros bens”.

Compras estas como uma realizada em março, a da Urchin Software Corporation, empresa de análise de tráfego, pedra fundamental para o desenvolvimento do Google Analytics. Ainda nesse ano ela se adonaria de outras 10 companhias, entre elas uma brasileira, a Akwan Informations Technologies, empresa mineira de buscas.

O próprio Analytics entraria no ar neste ano, tornando-se o melhor amigo dos donos de sites, blogs, etc. Voltado para a medição de cliques, faixa etária, localização geográfica, como o visitante chegou no seu site, de onde ele veio, quanto tempo demorou, se ele clicou em links e saiu do seu domínio, impacto e alcance das suas publicações, campanhas de marketings, e até qual o sistema operacional, navegador (estes 2 independentes ou combinados), resolução de tela, versão do java, flash player, estatísticas por períodos definidos de data, hora, etc.

A história do Google (parte 4)

Outro recurso muito legal desta época é o seu histórico completo. Sim, todas as suas buscas. Da primeira à última, organizadas por dia, hora, resultado, etc. Eu, por exemplo, descobri que fiz 8.276 buscas em exatos 2 anos da minha conta. Incrível e assustador. Afinal você já parou para pensar que o Google sabe tudo que você faz na internet, ou o que busca? (ou vai dizer que você usa o Bing =p )

Veja seu histórico de busca aqui.

O próprio Google Earth sairia no meio de 2005, serviço pioneiro de mapeamento baseado em imagens de satélite, que combina construções em 3D, terrenos, e uma integração com o sistema do Maps, lançado há alguns meses atrás. Resultado da aquisição da Keyhole, Inc, o software permitia, desde o seu lançamento, “andar” por qualquer parte do planeta Terra, e com as futuras atualizações incluiria também a exploração do sistema solar, da lua, do fundo do mar, etc. A ferramenta é até hoje um dos maiores sucessos do Google, seja para aventureiros e curiosos de sofá ou profissionais como engenheiros, arquitetos, agrônomos, planejadores urbanos, etc. público principal da versão Pro (que agora é gratuita =D. Confira no link ao lado).

Menos de 1 mês após seu lançamento, sobreposições de imagens no Google Earth ajudaram a encontrar vítimas do furacão Katrina que devastou Nova Orleans e o Golfo do México em 31 de agosto de 2005.

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O falecido, mas célebre enquanto durou, Google Talk é dessa época. Lançado gratuitamente, este serviço de mensagens instantâneas fornecia comunicação de texto e de voz, e-mail, bem como compartilhamento de arquivos. Na época surgiu para tentar concorrer com o MSN da Microsoft, no entanto nunca se equiparou, algo semelhante ao Google+ e o Facebook hoje em dia.

Falando em competição, pode-se dizer que nesta época, devido ao tamanho que a companhia alçava, a rivalidade Google ~ Microsoft, acirrou-se. Além do Google Talk x Msn, brigaram os serviços de e-mail Gmail x Hotmail e outros serviços, como Google Earth x Microsoft’s Windows Live Local. Futuramente ainda entrariam na briga Google Chrome x Internet Explorar e a busca do Google x Bing.

A história do Google (parte 4)

No campo das parcerias, a Google fechou acordo com a Nasa para a construção de um centro de pesquisa com mais de 93 quilômetros quadrados focado em desenvolver tecnologia na área de nanotecnologia, computação distribuída e indústria espacial empresarial; um acordo com a Sun Microsystens que visava à cooperação e distribuição de tecnologias e contratação de seus funcionários para um programa open source; a parceria com empresas como Nokia, Microsoft e Ericsson para um novo domínio de topo para mobiles, o .mobi; e mais ainda: um investimento de 1 bilhão de dólares na AOL, para, em colaboração, ser desenvolvido um serviço premium de vídeo para o novíssimo Google Video.

Entre outras mudanças e implementações podemos citar o lançamento do Blogger Mobile, Gmail Mobile e a busca para celulares com uma formulação especial e desenhada para os smartphones; a pesquisa de blogs; o acesso institucional do Google Acadêmico, onde todos podem ler teses, artigos científicos, etc. tudo com muita credibilidade e fontes; a segmentação de sites para o AdWords; a possibilidade de personalizar a página inicial; o lançamento do leitor de feeds, Google Reader; o lançamento programa Authors do Google, que promove entrevistas e encontros com autores e leitores de todo o mundo, etc.

Nos algoritmos de busca foram incorporados mecanismos que levam em conta gostos pessoais, oferecendo resultados personalizados nas buscas. Outra mudança algorítmica relevante foi acerca da quantidade de páginas a serem rastreadas, e, posteriormente, adicionadas ao seu índice de um mesmo site. O número de páginas dependeria da relevância e qualidade dos links.

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Mas o ano de 2005 também teve seus percalços para o Google. Por causa do Google Books, o Authors Guild, grupo que representa mais de 8.000 autores nos Estados Unidos, entrou com uma ação coletiva no tribunal federal de Manhattan. O Google respondeu estar em acordo com todas as normas legais, porém a briga demoraria a terminar, sendo findada por um acordo firmado em 2009.

Terminamos por aqui mais essa parte da história do Google. Detalhe: Tudo que vimos hoje aconteceu apenas em 2005... Aproveite para conhecer as nossas outras partes.

>>> Leia aqui a parte 5 da história do Google.

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