Você tem até R$ 2.800 pra gastar num celular e não sabe qual comprar. Eu entendo a dor: é muito fácil pagar caro por um aparelho que estava mais barato há 30 dias.

Eu passei os últimos meses testando praticamente todo lançamento recente da Motorola, e hoje eu vou te mostrar os melhores, do mais barato pro mais caro, e indico qual valor é justo pagar por cada, isso tudo baseado no que eu testei.

Tem um aqui que caiu mais de 50% desde o lançamento e virou a maior surpresa da lista. Sou o Nicolas, testo celular há mais de 12 anos aqui no canal, e testei cada um desses aparelhos antes de gravar esse vídeo. Bora começar pelo mais em conta.

Melhores celulares Motorola em 2026

1. MOTO G56

MOTO G56
MOTO G56

O mais barato da lista é o Moto G56, e ele é bem completo pro preço que cobra hoje. O valor ideal a pagar por ele é abaixo de R$ 1350 na versão 256GB.

O que mais me impressionou foi a resistência. Ele tem certificação IP68, IP69 e proteção militar, nível de celular bem mais caro. Aguenta jato de água em alta pressão e mudança brusca de temperatura, algo raro num celular de entrada. Junto vem entrada P2 pra fone com fio, slot pra cartão de memória de até 2TB e suporte a 5G, NFC e eSIM. Completo assim, nesse preço, poucos concorrentes chegam perto.

Só que a tela me decepcionou. É um painel LCD, não OLED, com apenas 1000 nits de brilho. A Samsung já coloca AMOLED até no A15, que custa menos de mil reais, então esperar tela boa aqui é pedir demais.

As câmeras usam o mesmo sensor Sony de 50 MP do irmão mais caro, o G86, mas o pós-processamento é inferior: cores menos fiéis e mais ruído à noite. Ainda assim, longe de ser ruim pra esse preço.

Na bateria de 5.200 mAh, sobrou 14% depois de 8 horas de uso pesado no meu teste, resultado satisfatório, e o carregador de 33W enche o celular em pouco mais de uma hora.

Motivo pra comprar hoje: é o Motorola mais barato que ainda entrega resistência de topo de linha e bateria confiável. Mas seja honesto com você mesmo: se tela boa é prioridade, ou se você consegue esticar o orçamento em R$ 100, o próximo da lista entrega muito mais.

2. MOTO G86

MOTO G86
MOTO G86

O Moto G86 é, pra mim, a melhor recomendação de custo benefício da Motorola hoje. O preço louco de lançamento, eu criticava abertamente. O que mudou não foi o celular, foi o preço. Hoje abaixo de R$ 1500 ele é imbatível.

A construção segue o mesmo nível de resistência do G56, IP68, IP69 e certificação militar, só que os lançamentos mais recentes da própria Motorola, o G67 e o G77, perderam essa proteção e ficaram só no IP64, que aguenta respingo e nada mais. Ou seja, hoje o G86 é mais resistente que os sucessores dele.

A tela é P-OLED de 6,67 polegadas, 120Hz, resolução 1.5K e brilho de até 4.500 nits, nível de topo de linha. Sol forte na rua não incomoda nem um pouco.

Nas câmeras, o conjunto de 50 MP entrega fotos com boa nitidez e cor fiel, e no vídeo eu testei ele ao lado do Edge 70 Fusion, categoria acima, e o G86 iluminou melhor as áreas escuras e teve estabilidade até levemente superior. Isso me surpreendeu de verdade.

Retestei a performance em jogos esse ano e o resultado é misto: piorou um pouco em CarX Street e Wuthering Waves, mas melhorou bastante em Minecraft e Tower of Fantasy. No ranking de custo benefício do Roda Liso, ele marca 30,4 pontos, empatando com o POCO F7, um celular bem mais caro.

Motivo pra comprar hoje: por R$ 1.500, ele bate de frente com o Galaxy A36 em armazenamento e velocidade de carregamento, e ainda sobra resistência que os lançamentos mais novos da própria marca perderam. Comprar Motorola no lançamento costuma ser rasgar dinheiro. O G86 é a prova disso.

3. EDGE 60 NEO

EDGE 60 NEO
EDGE 60 NEO

Subindo de faixa, chegamos no Edge 60 Neo, o intermediário compacto da Motorola, com tela de 6,36 polegadas, bem menor que o padrão de 6,7 que virou regra no mercado. Ele é facilmente encontrado por R$ 1799, se você participa do grupo de ofertas do canal, deve tá vendo essas promoções do edge 60 neo.

A resistência aqui também é máxima, IP68, IP69 e certificação militar. A tela P-OLED de 1.5K com 460 pixels por polegada é mais nítida que a concorrência inteira, só que reparei num detalhe estranho: os 120Hz só aparecem na tela inicial e em alguns jogos, no resto do sistema ele trava em 90Hz.

A bateria de 5.000 mAh, contra os 4.300 mAh do modelo anterior, sobrou 16% depois de 8 horas de teste pesado, uma melhora real. O carregamento com fio de 68W ficou mais lento que o do antecessor, mas em compensação ele ganhou carregamento sem fio de 15W, raro nessa faixa de preço.

Nas câmeras, o destaque é a lente telefoto de zoom óptico 3x, que falta nos concorrentes diretos. Comparei com um iPhone 16E e as fotos ficaram surpreendentemente parecidas.

Contra o Galaxy A56, o Edge 60 Neo ganha em quase tudo. O rival de verdade é o POCO X7 Pro, que só vale a pena se você joga muito, já que tem processador mais potente. Pra qualquer outro uso, o Motorola é a escolha certa.

Motivo pra comprar hoje: lançado por mais de R$ 3.000, hoje já é encontrado bem mais barato. Eu não encontrei nenhum grande defeito nesse aparelho, e no preço de 1800, ele vira uma das melhores compras da lista.

4. EDGE 70

EDGE 70
EDGE 70

O quarto da lista é o Edge 70, e essa é a maior virada de preço que eu vi este ano: lançado por R$ 4.499, hoje sai por menos de R$ 2.000. Já teve oferta de 1799, até menos, sinceramente até 2 mil dá para pagar fácil nele.

É um celular ultrafino, 6,33 mm de espessura, 163 gramas, e mesmo assim mantém certificação IP68, IP69 e padrão militar, raro em aparelho fino, que normalmente sacrifica resistência por design. A tela AMOLED de 6,7 polegadas com pico de 4.500 nits segura firme mesmo sob sol forte de meio dia.

O que mais me surpreendeu foi a performance em jogos. Testei Genshin Impact, Wuthering Waves e Minecraft, e o resultado colocou o Edge 70 em segundo lugar no ranking de custo benefício gamer do Roda Liso, atrás só do POCO X7 Pro. Pelo preço de lançamento, isso seria irrelevante. Pelo preço de hoje, é surpreendente.

O ponto fraco é a bateria: 4.800 mAh entregou resultado só mediano no meu teste, 29% restante depois de 8 horas. O carregamento rápido de 68W, que enche o celular em 46 minutos, ameniza bem essa limitação.

Nas câmeras, o trio de 50 MP grava 4K a 60 quadros em todas as lentes, inclusive na frontal, raro nessa faixa. A principal segura bem até contra o sol forte de frente.

Motivo pra comprar hoje: pelos R$ 4.499 do lançamento eu não recomendaria de jeito nenhum. Por menos de R$ 2.000, com tela de topo de linha, resistência máxima e uma performance em jogos que poucos concorrentes nessa faixa entregam, ele vira um dos melhores negócios da lista inteira.

5. EDGE 60 PRO

EDGE 60 PRO
EDGE 60 PRO

Chegando no topo da faixa de custo benefício, temos o Edge 60 Pro, que nasceu pra substituir o Edge 50 Ultra, um dos melhores celulares que eu testei em 2024. Expectativa alta.

A construção decepcionou num ponto: as bordas viraram plástico, antes eram de alumínio, escolha estranha pra um modelo que deveria ser mais premium. Fora isso, resistência de sobra: IP68, IP69 e certificação militar.

A tela curva P-OLED de 6,7 polegadas foi de 2.000 para 4.500 nits de brilho máximo, e a taxa caiu de 144Hz pra 120Hz, mudança que na prática você nem sente.

Nas câmeras, o destaque absoluto é a telefoto de zoom óptico 3x, a real estrela do conjunto. A ultrawide também subiu de 13 MP pra 50 MP.

A performance é o ponto que mais evoluiu: processador Dimensity 8350 Extreme, mais que o dobro de pontuação no AnTuTu comparado ao modelo anterior. Em jogos, dobrou a performance no Genshin Impact e rodou Subnautica no máximo sem travar.

A bateria de 6.000 mAh terminou meu teste de 8 horas com 26% restante, contra míseros 4% do Edge 50 Pro. É uma evolução gigante, e no comparativo direto, ele durou mais que o próprio Galaxy S25 da Samsung.

Motivo pra comprar hoje: lançado bem mais caro, hoje ele já aparece abaixo de R$ 2.800. Nessa faixa, poucos celulares entregam bateria tão boa quanto ele, nem os topo de linha da Samsung.

EXTRA: MOTOROLA SIGNATURE

MOTOROLA SIGNATURE
MOTOROLA SIGNATURE

Pra fechar, um extra fora da faixa de custo benefício, mas que merece menção: o Motorola Signature, o novo topo de linha da marca.

Lançado por R$ 8.999, esse preço por si só já tira ele da conversa pra maioria das pessoas. Só que, acompanhando os grupos de ofertas, eu já vi ele cair pra R$ 4.900, o menor preço histórico até agora. Nessa faixa, entre R$ 4.500 e R$ 5.500, a conversa muda completamente.

É um aparelho ultrafino, 6,99 mm, com tela LTPO AMOLED de 6,8 polegadas e som desenvolvido em parceria com a Bose, mais encorpado que o do próprio Galaxy S26 Ultra nos meus testes lado a lado.

No processador, ele fica um degrau abaixo do rival direto: Snapdragon 8 Gen 5 contra o Snapdragon 8 Elite Gen 5 do S26 Ultra. Só que em jogos pesados como Wuthering Waves e Blood Strike, o Signature entregou mais FPS e mais estabilidade que o topo de linha da Samsung.

Na bateria, empatou praticamente com o S26 Ultra, e ainda promete 7 anos de atualização, algo que a Motorola nunca tinha oferecido antes.

Motivo pra comprar hoje: ele não bate o S26 Ultra no geral, mas chega perto o suficiente pra fazer você questionar se vale pagar mais caro pela Samsung. Se aparecer entre R$ 4.500 e R$ 5.500 no seu grupo de ofertas, vale muito a pena considerar.

Resumindo: até R$ 1.500, o Moto G86 é a escolha certa. Até R$ 2.000 o Edge 70. Acima disso, o Edge 60 Pro entrega a melhor bateria da faixa. E se o orçamento permitir esticar bem mais, o Signature é a prova de que a Motorola voltou de vez pra briga dos topo de linha.

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