Julho chegou e eu já vou começar te fazendo um favor: não compre um celular novo antes de ver esta lista. Nos últimos meses, vários modelos despencaram de preço, outros ficaram caros demais para o que oferecem. Tem celular que parece um baita negócio... até você começar a usar. Também tem aparelho que quase ninguém comenta, mas entrega muito mais do que modelos bem mais caros.
Então, depois de testar todos eles aqui no Oficina da Net, chegamos aos sete celulares que realmente valem o investimento em julho de 2026. Não importa se seu orçamento é de R$ 900 ou de R$ 2.500: a ideia aqui é fazer você gastar o seu dinheiro da melhor forma possível sem se arrepender depois. Bora lá?
Melhores custo-benefício de julho de 2026
7. Galaxy A17 5G
O Galaxy A17 continua na nossa lista pelo quarto mês seguido, e sabe por que? A verdade é que hoje está cheio de celular com preço baixo que quando você compra descobre que é uma bomba, mas não com esse Samsung.
Hoje, a versão do A17 com 4 GB de RAM já aparece na faixa dos R$ 700, mas, se você conseguir investir um pouco mais, a nossa recomendação é que você pegue a versão com 8 GB de RAM, que foi justamente a que testamos aqui no Oficina da Net e entrega uma experiência muito melhor.
Mas independente disso, antes de qualquer coisa, é importante entender a proposta desse aparelho. Precisamos ser honestos em dizer que o Galaxy A17 não foi feito para quem joga Genshin Impact, para quem edita vídeos ou vive com uma penca de aplicativos abertos ao mesmo tempo. Eu diria que esse é o modelo certo para quem quer só navegar nas redes sociais, usar o WhatsApp, aplicativos de banco e assistir vídeos no YouTube, TikTok e coisas parecidas.
Um dos seus maiores destaques é justamente a tela. Mesmo sendo um modelo de entrada, a Samsung colocou um painel Super AMOLED de 6,7 polegadas com resolução Full HD+, algo que ainda faz diferença nessa faixa de preço. As cores são bonitas, o contraste é excelente e os 90 Hz é um plus bem legal por se tratar de um modelo tão baratinho.
Outro ponto que pesa a favor é a política de atualizações da Samsung. O sistema da empresa continua sendo um das mais agradáveis para quem usa Android, e o A17 ainda conta com uma promessa de até seis anos de atualizações. É claro que mesmo com essa promessa, eu acho muito difícil o A17 conseguir manter o desempenho dele por todo esse tempo, mas para quem gosta de comprar um celular e ficar com ele o máximo que puder, isso pode ser um diferencial inteligente.
Agora vem o principal alerta. Ele tem o processador Exynos 1330 que já mostra sinais de que está ficando para trás. Durante os nossos testes, mesmo com a versão com 8 GB de RAM, fica claro que ele vai fazer tudo que você precisa de uma forma bem tranquila, desde que não espere um desempenho para jogar ou tarefas mais pesadas. Até dá para se divertir com um jogo ou outro, mas sem ser muito exigente.
A bateria também ficou abaixo do que esperávamos. Apesar dos 5.000 mAh, por incrível que pareça o Galaxy A17 não conseguiu completar o nosso teste de bateria. Isso é estranho por que estamos falando de um celular com uma capacidade muito boa e uma ficha técnica que não costuma gastar muita energia. Geralmente, celulares baratos se sobressaem justamente na bateria.
Nas câmeras, a Samsung continua acertando. A lente principal de 50 MP faz boas fotos durante o dia, com cores agradáveis e aquele processamento que a gente já conhece. As outras lentes ultrawide e macro eu diria que elas estão ali só para completar a ficha técnica, por que na prática, você vai acabar usando quase sempre a câmera principal.
No fim das contas, o Galaxy A17 continua fazendo sentido pelo preço. Como eu disse, se puder escolher, vá de 8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento. Foi essa configuração que aprovamos nos nossos testes e ela deve garantir uma vida útil bem maior ao aparelho. Ultimamente, o preço dessa versão tem ficado acima dos mil reais. Se é esse o valor que você tem aí, não existe melhor opção para comprar no momento.
6. Galaxy A36
Agora, se o Galaxy A17 é para quem quer economizar ao máximo, o Galaxy A36 já entra naquela categoria de celular que vale a pena investir um pouco mais. E de novo, aqui eu deixo a mesma dica: dê preferência para a versão com 256 GB de armazenamento e 8 GB de RAM. Ela costuma aparecer na faixa dos R$ 1.500, enquanto a versão de 128 GB custa algo entre R$ 1.300 e R$ 1.400. Então é pequena a diferença de preço, e convenhamos que faz muito mais sentido levar um aparelho com o dobro de espaço.
Aliás, ele é outro modelo que a gente já indicou outras vezes aqui, justamente porque envelheceu muito bem em poucos meses de mercado e hoje entrega um conjunto difícil de bater nessa faixa de preço.
O primeiro salto em relação ao A17 está na construção. Aqui você já encontra vidro Gorilla Glass Victus+ tanto na frente quanto na traseira, além de certificação IP67 contra água e poeira. Imagina derrubar o celular na pia ou pegar aquela chuva inesperada. Com o A36 você consegue ficar mais tranquilo.
A tela também dá um salto importante. O painel Super AMOLED de 6,7 polegadas agora trabalha com 120 Hz e chega a até 1.900 nits de brilho, o que pode ser um diferencial para quem usa o celular na rua. Mesmo com sol forte, você talvez não precise procurar uma sombra para enxergar o que tem na tela. É, inclusive, a mesma tela utilizada no Galaxy A56 que custa bem mais.
No desempenho, aqui não temos um chip da Samsung e sim o Snapdragon 6 Gen 3 que não impressiona pelos números, mas entrega um desempenho razoável. Nos nossos testes ele passou dos 650 mil pontos no AnTuTu, rodou tudo com uma boa fluidez e ainda encarou jogos como Asphalt Legends e Diablo Immortal sem dificuldades. É claro que jogos mais pesados aí o negócio complica mais.
Outro ponto que gostamos bastante foi a temperatura. Mesmo durante os testes de jogos, o Galaxy A36 permaneceu frio, o que é ótimo para quem passa muito tempo com o celular na mão. Se o celular esquenta demais, isso incomoda e acaba se tornando um problema.
Falando nisso, a autonomia também foi aprovada por aqui. O A36 terminou nosso teste de bateria com 11% de carga restante, então sim, ele dura um dia inteiro longe da tomada. O carregamento de até 45 W também é uma boa notícia, embora a Samsung continue enviando apenas um carregador de 15 W na caixa, te obrigando a comprar o modelo mais potente separadamente se quiser a velocidade máxima.
As câmeras seguem o padrão Samsung de qualidade. A principal de 50 MP faz boas fotos durante o dia, com ótima faixa dinâmica e cores agradáveis e ele também tem lentes secundárias que estão ali só por estar, dificilmente você vai usar elas.
Juntando tudo isso, o Galaxy A36 continua sendo um dos intermediários mais fáceis de recomendar, não só nesse mês de julho, mas durante todo o ano de 2026. Ele não é o mais potente da categoria e também não tenta ser. O que ele entrega é exatamente o que a gente quer: ser bom e barato.
5. Moto G86
O Moto G86 é um ótimo exemplo de como esperar um pouco pode fazer toda a diferença. Quando ele chegou ao Brasil, custando quase R$ 2.500, simplesmente não fazia sentido recomendar. Tinha concorrentes melhores pelo mesmo preço. Só que, no finzinho de junho, a gente encontrou ele saindo por R$ 1.360, o menor valor desde o lançamento. E foi exatamente aí que ele ganhou uma vaga nesta lista.
Mas além do preço, o que mais chama atenção é que a Motorola resolveu caprichar onde normalmente ela só economizava. Começando pela construção que recebeu um acabamento muito bom de se ver e agradável de se pegar. Temos aqui um material chamado polímero de silicone, também a proteção Gorilla Glass 7i na tela e o melhor de tudo: certificações IP68, IP69 e resistência militar. Isso quer dizer que é um dos celulares mais resistentes que você consegue comprar nessa faixa de preço.
A tela também merece destaque. A Motorola abandonou aquele painel curvo e eu acho que ela acertou em cheio ao fazer isso. Não que eu não goste do painel curvo, mas para o público do Moto G86, acho que não faz muito sentido. Aqui a empresa usa uma tela com tecnologia pOLED de 6,67 polegadas com resolução 1.5K, taxa de atualização de 120 Hz e brilho que chega a impressionantes 4.500 nits. Ou seja, é certeza que você não precisa ficar procurando sombra na rua para ver o que tem na tela.
No desempenho, ele também evoluiu bastante. O Moto G86 com Dimensity 7300 marcou cerca de 658 mil pontos no AnTuTu aqui nos nossos testes, ficando praticamente empatado com o Galaxy A36. Para ser bem sincero, a performance até que não decepcionou, mas a gente sentiu que faltou uma otimização para jogos pesados, já que estamos falando de um processador Qualcomm. Jogos como Asphalt e Call of Duty rodam muito bem, mas em títulos mais exigentes, como Genshin Impact e CarX Street ele fica devendo, mesmo com os gráficos no médio.
As câmeras foram uma surpresa muito positiva. Embora o conjunto seja praticamente o mesmo do Moto G85, a Motorola melhorou bastante o processamento das imagens. A gente comparou o Moto G86 com o Galaxy A36 em várias situações, e em algumas fotos, os resultados ficaram até melhores que os da Samsung. Acredita? É verdade, principalmente em ambientes com pouca luz e também nas selfies, que ganharam mais nitidez e um balanço de cores mais natural.
A autonomia também merece elogios. No nosso teste de bateria, ele terminou as quase oito horas de uso intenso com 22% de carga restante, um resultado melhor que vários concorrentes diretos. Além disso, o carregador de 30 W já vem na caixa e levou pouco mais de uma hora para completar a carga, algo que a Samsung ainda deixa a desejar.
Então, senhoras e senhores, a dica que eu deixo aqui é para vocês ficarem de olho nesse cara durante esse mês de julho. O preço de R$ 1.360 é o melhor que a gente já viu até hoje para o Moto G86. Por tudo que ele oferece, é um ótimo negócio e vale cada centavo.
4. Motorola Edge 60 Neo
Aqui no Oficina da Net a gente gosta de agradar todo mundo, e por isso nossas listas são bem variadas. Por exemplo, se você é um daqueles que sente falta da época em que os celulares cabiam confortavelmente na mão e no bolso, também tenho uma opção para você: o Edge 60 Neo. Enquanto praticamente toda a concorrência é um tijolão com telas enormes de 6 ou 7 polegadas, a Motorola resolveu seguir um caminho diferente aqui e entregou um aparelho mais compacto.
E muito se engana quem pensa que por ser menor, ele deixa a desejar em alguma coisa. O Edge 60 Neo reúne tudo que a gente valoriza num intermediário premium, desde o acabamento em couro sintético, as certificações IP68, IP69 e resistência militar, além da proteção Gorilla Glass na parte frontal.
A tela também é sensacional. Temos aqui um painel LTPO pOLED de 6,4 polegadas tem resolução 1.5K, taxa de atualização de até 120 Hz e brilho que chega a 3.000 nits. Nos testes que a gente fez, a nitidez chamou bastante atenção. A sensação que dá é que por ele ser pequeno, a imagem fica mais concentrada.
Outro ponto onde a Motorola acertou foi na bateria. A gente já tinha testado o antecessor dele, o Edge 50 Neo, e isso foi importante para ver o que a Motorola melhorou. Antes, ele tinha uma autonomia duvidosa, mas hoje, o Edge 60 Neo terminou o ciclo de uso intenso ainda com 16% de carga restante. Finalmente ele virou um celular que passa o dia inteiro longe da tomada sem preocupação.
O desempenho também evoluiu bastante. Ele vem com Dimensity 7400 que vai dar conta de praticamente qualquer atividade ou jogo que você quiser. A versão vendida no Brasil já chega com 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento, então dificilmente você vai sentir falta de espaço.
As câmeras também merecem destaque. Além do sensor principal de 50 MP, ele traz uma lente teleobjetiva com zoom óptico de 3x, recurso que praticamente desapareceu dos intermediários nessa faixa de preço. Durante nossos testes, percebemos que nas fotos de pessoas e objetos mais distantes o resultado é impecável. Outro detalhe que gostamos foi que a Motorola finalmente resolveu a lentidão do aplicativo de câmera que tanto incomodava no Edge 50 Neo.
Claro que ele não é perfeito. O carregamento ficou mais lento que o da geração passada, mesmo utilizando um carregador de 68 W. Mas tudo bem, nada que diminua o brilho desse carinha.
Hoje ele aparece por cerca de R$ 1.800, e nessa faixa de preço é um dos nossos favoritos para esse mês de julho. É difícil bater o que o Edge 60 Neo oferece, principalmente nesse valor.
3. Motorola Edge 70
Chegamos no top 3 de julho e deixa eu contar uma coisa. Quando a Motorola lançou o Edge 70 por R$ 4.499, eu jamais recomendaria esse celular. Era caro demais para o que oferecia. Só que os meses passaram e o preço despencou. Hoje ele já aparece na faixa dos R$ 1.900 e, sinceramente, virou um dos melhores negócios que você consegue fazer nessa categoria.
O primeiro destaque está no design. O Edge 70 chama atenção logo quando você pega na mão. Ele tem apenas 6,3 mm de espessura, pesa 163 gramas e passa realmente aquela sensação de aparelho premium, com alta qualidade. E mesmo sendo extremamente fino, a Motorola não economizou na resistência. Ele também traz certificações IP68, IP69, padrão militar MIL-STD-810H e proteção Gorilla Glass 7i na frente. É difícil encontrar outro celular tão fino e ao mesmo tempo tão resistente e que custa menos de R$ 2 mil.
Sobre a tela, aqui temos um painel pOLED de 6,7 polegadas com resolução 1.5K, taxa de atualização de 120 Hz e brilho que chega aos incríveis 4.500 nits. Além disso, assim como o Edge 60 Neo que a gente acabou de falar aqui, a qualidade das cores e a definição da imagem do Edge 70 são excelentes. A Motorola está acertando cada vez mais nesse quesito.
Mas o que realmente colocou o Edge 70 tão alto nesta lista foi o desempenho. O Snapdragon 7 Gen 4 surpreendeu bastante nos nossos testes. E foi justamente nos jogos que ele roubou a cena. Títulos pesados como Genshin Impact, Wuthering Waves e Call of Duty rodaram muito bem e renderam ao aparelho o selo Roda Competitivo aqui no Oficina da Net.
Hoje, considerando o preço atual, ele ocupa a segunda colocação no nosso ranking de custo-benefício para jogos, ficando atrás apenas do POCO X7 Pro. Ou seja, se ele dá conta dos jogos mais pesados, qualquer outra tarefa vai ser fichinha.
As câmeras também ficaram acima do esperado. O sensor principal de 50 MP entrega fotos muito boas tanto de dia quanto à noite, com ótimo alcance dinâmico e cores bem equilibradas. A ultrawide de 50 MP também é muito boa, mantém praticamente a mesma qualidade da câmera principal, o que é raro até mesmo nessa lista que a gente separou aqui. A câmera frontal também não passa batido e entrega um excelente trabalho.
E ainda sobre câmeras, vale destacar também que todas as lentes do Edge 70 conseguem gravar em 4K, inclusive a frontal, recurso que quase não existe em celulares nessa faixa dos R$ 2 mil.
A bateria talvez seja o único ponto que não empolga tanto. Os 4.800 mAh entregaram um resultado apenas mediano nos nossos testes. Dá para passar um dia inteiro longe da tomada sem grandes dificuldades, mas não espere aquela autonomia absurda. Em compensação, ele dá outro banho na Samsung por já vir com carregador de 68 W na caixa e leva menos de 50 minutos para completar o tanque.
No fim das contas, o Edge 70 é deveras um celular excelente. É claro que ele não é perfeito, especialmente se você gosta de baterias monstruosas, mas se você encontrar ele nessa faixa dos R$ 1.800 ou R$ 1.900, pode comprar sem medo.
2. POCO X8 Pro
Se você acha que a gente só sabe falar bem de Samsung e Motorola, fica tranquilo que guardamos um dos melhores pro final. O POCO X8 Pro é para nós o segundo melhor custo-benefício do momento. Se você não quer gastar mais que R$ 2.300, esse é o cara.
Depois de muito tempo com a Xiaomi insistindo em celulares com acabamento mais simples, o X8 Pro mudou tudo quando ganhou laterais em alumínio, traseira de vidro com Gorilla Glass 7i e certificações IP68 e IP69K contra água e poeira. Além disso, ele ficou um pouquinho menor que a geração passada, o que também fez o aparelho ficar mais confortável de segurar, e ainda ganhou alguns detalhes bem legais, como os anéis de LED ao redor das câmeras e o botão de energia vermelho, que deixam o visual bem diferentão.
A tela segue a mesma qualidade com seu painel AMOLED de 6,59 polegadas, tem resolução 1.5K, taxa de atualização de 120 Hz e brilho que chega a 3.500 nits. O resultado de tudo isso é uma tela extremamente bonita, com ótimo contraste, cores vibrantes e excelente visibilidade. Não tem como não se impressionar com a qualidade dessa tela.
Mas vamos falar do principal motivo que faz tanta gente comprar um POCO: desempenho. O Dimensity 8500 Ultra simplesmente sobra para qualquer coisa que dá para fazer num celular. Nos nossos testes ele chegou perto dos 2 milhões de pontos no AnTuTu, ficando muito acima dos principais concorrentes da Samsung e da Motorola nessa faixa de preço.
E esse poder de fogo claro que também aparece nos jogos. O X8 Pro roda praticamente tudo com extrema facilidade e continua sendo um dos celulares mais rápidos que já testamos no Roda Liso nessa categoria. Para se ter uma ideia, ele rodou Genshin Impact e CarX Street a 60 FPS com praticamente 100% de estabilidade. Traduzindo: se é um celular para jogos que você quer, nem precisa ver o top 1 dessa lista, por que você acaba de achar o seu modelo ideal.
Outro ponto onde ele simplesmente atropela boa parte da concorrência é a bateria. Os 6.500 mAh renderam um dos melhores resultados que já vimos aqui no Oficina da Net. Depois do nosso teste de uso intenso, ainda sobraram 42% de carga, colocando o X8 Pro entre os celulares com maior autonomia que já passaram pelo nosso laboratório. E quando finalmente precisar carregar, ele tem um carregador de ignorantes 100 W que já vem na caixa e leva pouco mais de 40 minutos para completar a bateria. É um espetáculo!
Agora, nem tudo é perfeito. Ele arrasa na tela, atropela no desempenho e manda super bem na bateria, mas as câmeras não acompanham o padrão de todo o resto. A câmera principal de 50 MP, por exemplo, até que faz boas fotos durante o dia, mas se você comparar com outras opções do mercado, vai ver que o X8 Pro fica bem atrás. A lente ultrawide de apenas 8 MP é uma das principais falhas desse modelo, com uma qualidade bem abaixo do que a gente considera razoável.
Claro que esse detalhe só vai importar para quem é realmente muito exigente com fotos. Geralmente, quem compra um POCO sabe que o negócio da marca é mesmo desempenho, então se contentam com uma câmera mediana para ter mais fôlego nos jogos. E está tudo bem.
O POCO X8 Pro é mesmo muito bom se a gente considerar tudo que ele oferece. Ele entrega desempenho de celular topo de linha por preço de intermediário. Dificilmente existe uma compra melhor perto dos R$ 2.300 hoje em dia.
1. Galaxy S25 FE
Chegamos ao primeiro lugar e, desta vez, a escolha foi difícil. Como você viu até aqui, o POCO X8 Pro entrega mais desempenho, o Edge 70 tem um conjunto excelente e o Edge 60 Neo é um dos celulares mais equilibrados do ano. Mas quando a gente coloca tudo na balança, desde desempenho, câmeras, tela, construção, tempo de suporte e preço, quem leva o primeiro lugar em julho é o Galaxy S25 FE.
E tem várias coisas legais para falar desse modelo, ainda mais nós que testamos todos os seus antecessores, desde o Galaxy S20 FE, S21, S23, S24 e agora o S25 FE.
Nesse modelo mais atual, a Samsung melhorou o acabamento traseiro que agora é fosco e manteve o que já era bom, como a frente e a traseira utilizando a tecnologia Gorilla Glass Victus+. Além disso, ele tem certificação IP68 contra água e poeira, que é uma coisa indispensável em 2026. Ele não é tão duro na queda como os Motorola’s que a gente acabou de falar, mas tem a certificação realmente mais importante que é o IP68.
A tela também continua entre as melhores da categoria. Estamos falando de um painel Dynamic AMOLED 2X de 6,7 polegadas que trabalha com 120 Hz e agora ganhou tecnologia LTPO, algo que pouca gente fala sobre, mas ela serve para reduzir automaticamente a taxa de atualização para economizar bateria quando você está lendo um texto ou vendo uma imagem parada. As cores continuam excelentes, o brilho chega a 1.900 nits e, sinceramente, é difícil encontrar defeito nessa tela.
O desempenho também não decepciona. O Exynos 2400 é praticamente o mesmo chip que equipava os topos de linha da Samsung no ano passado e continua sobrando para qualquer aplicativo ou tarefa do dia a dia. É verdade que ele não consegue competir com o POCO X8 Pro em jogos mais pesados, mas fora disso a experiência continua extremamente rápida. Se você não passa horas jogando Genshin Impact ou Warzone Mobile, dificilmente vai sentir falta de mais desempenho.
Só a título de informação, no nosso ranking atual ele é o 22º melhor colocado numa lista que tem quase 50 celulares topo de linha que já passaram pelos nossos testes de jogos. Ele é melhor até mesmo que o Galaxy S24 Plus e quase que empata com o POCO F7 que custa uns R$ 300 a mais hoje em dia.
Mas são as câmeras que fazem o Galaxy S25 FE estar no topo desta lista. A Samsung manteve o excelente conjunto com câmera principal de 50 MP, lente ultrawide de 12 MP e, principalmente, uma teleobjetiva com zoom óptico de 3x. Hoje esse tipo de lente praticamente desapareceu dos intermediários, mas faz muita diferença para quem gosta de fotos bem detalhadas.
E você consegue fotos excelentes tanto de dia quanto à noite, o que também vale para a câmera frontal. Ou seja, o S25 FE é completo, o melhor que temos para fotos e se você também gosta de vídeos, ele filma em 4K a 60 quadros por segundo.
Outra coisa que a gente percebeu que melhorou foi a bateria. O S25 FE terminou o ciclo de uso intenso que durou quase 8 horas e no final ainda tinha 18% de carga restante. É verdade que a Samsung ainda fica um passo atrás das fabricantes chinesas que estão investindo pesado nas baterias com silício-carbono e capacidades acima de 6.000 mAh, mas algo que compensa no S25 FE é que ele aceita carregamento de até 45 W, embora a empresa ainda envie apenas um carregador de 25 W na caixa. Eu diria que essa é a única ressalva desse e de vários outros modelos da Samsung, infelizmente.
Outro ponto onde a Samsung continua sobrando é no software. A One UI 8 permanece sendo uma das melhores interfaces do Android, limpa, completa e muito bem otimizada. Além disso, o S25 FE deve receber em breve a atualização da One UI 9 com Android 17 e não só isso, como tem ainda mais seis anos de atualizações pela frente. Isso é um belo diferencial!
Enfim, pesando tudo isso na balança, fica evidente que o Galaxy S25 FE é mesmo o melhor investimento para quem está procurando um excelente custo-benefício. Seu preço hoje é de cerca de R$ 2.600, o que já é ótimo, mas nesse mês de junho que passou ele chegou a aparecer por R$ 2.300, então se quiser tentar esperar para ver se o preço baixa de novo nesse mês de julho, essa pode ser a melhor coisa que você pode fazer.
Já pensou comprar o S25 FE com tudo isso que a gente falou e pagando só R$ 2.300? Aí nem precisa chamar o VAR. É só aproveitar a oferta e correr para o abraço.
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