A Motorola voltou de vez à briga dos flagships. E dessa vez, ela chegou com um celular que vai te impressionar muito! O Motorola Signature. Um nome novo, uma proposta nova, e um preço que pode virar o negócio do ano ou o erro do ano.

Eu passei semanas com ele. Levei numa viagem, testei as câmeras ao lado do Galaxy S26 Ultra, rodei os jogos pesados e coloquei a bateria à prova. E aí, será que a Motorola bate a Samsung esse ano?

Análise Motorola Signature

Design e construção

A primeira coisa que você percebe quando pega o Motorola Signature na mão é a espessura. São 6,99 milímetros, o que é impressionante considerando tudo que tem dentro desse celular. Não é o mais fino do mundo, o próprio Edge 70 da Motorola é tecnicamente mais fino, mas a combinação do perfil slim com as curvas suaves na lateral e na frente cria uma ideia de que o celular parece mais fino do que realmente é.

A estrutura em alumínio é sólida, fria ao toque, e passa uma sensação de produto premium. Na frente, a tela vai até os cantos, as bordas são fininhas, e a leve curvatura deixa o conteúdo bonito na tela.

Módulo de câmeras
Módulo de câmeras

O módulo de câmera na traseira quase não sobressai, quando comparado com outros celulares que já testei. Um detalhe é que o posicionamento do bloco faz o celular balançar pouco, quando colocado na mesa.

A traseira imita um tecido de linho, e é agradável ao toque, mas pra mim não convence totalmente. Eu sempre vou preferir um vidro fosco, especialmente para quem pretende usar o aparelho sem capa. Algo me faz crer que com o tempo essa traseira vai marcar.

Outro ponto: é escorregadio. As laterais atenuadas, essa traseira lisa, é o tipo de aparelho que facilmente escorrega do bolso. Aliás, acho que ultimamente todos os aparelhos estão com essa ideia de suavidade e lisos, eu certamente colocaria numa capinha sem pensar duas vezes, o que cria uma situação curiosa: você cobra caro por um acabamento especial na traseira, e o usuário cobre com uma capa.

O Signature vem em duas cores com certificação Pantone. O Martini Olive, que é esse verde oliva, e o Carbon, que a Motorola descreve como azul escuro mas parece preto. O verde é daqueles tons que divide opiniões na primeira olhada, ou você odeia com todas as forças ou ama.

Na durabilidade, não tem do que reclamar. IP68 e IP69, o que significa resistência a poeira, quedas e jatos d'água em alta pressão. Tem também a certificação MIL-STD-810H, e a tela é protegida por Gorilla Glass Victus 2, faltou vir com uma capinha já na caixa, mas como a Samsung não envia, a Motorola também não envia.

Na caixa vem o celular, cabo USB-C, carregador de 90W, chave SIM e manuais.

Tela e áudio

Tela do Signature
Tela do Signature

A tela do Motorola Signature é um dos pontos mais fortes do aparelho. São 6,8 polegadas de painel LTPO AMOLED com resolução 1,5K. Só por esses detalhes a gente já pode esperar um ótimo painel, digno de topo de linha.

Comparando com o GT 8 Pro - Signature - S26 Ultra
Comparando com o GT 8 Pro - Signature - S26 Ultra

A Motorola anuncia 6200 nits de pico de brilho, em conteúdos HDR. É algo que não consegui visualizar, e olha que testei. Na rua o brilho se assemelha a outros smartphones, como o Realme GT8 Pro (que também é anunciado com 7000 nits). Mas mesmo testando os dois junto com o S26 Ultra em conteúdo HDR, eu não notei diferença absurda de claridade. Enfim, é suficiente para enxergar tudo, mesmo sob sol a pico.

A taxa de atualização chega a 165Hz, mas isso acontece em alguns jogos específicos. No uso cotidiano, o teto fica em 120Hz. A tecnologia LTPO faz o painel reduzir a taxa automaticamente quando a tela está ociosa, economizando bateria. Na prática, a fluidez é percebida e o consumo não sofre.

Para consumo de conteúdo, a experiência é muito boa. Pretos profundos, contraste excelente e cores vibrantes sem parecer artificial. Tem opções de perfil de cor para quem prefere algo mais natural ou mais saturado. O leitor de impressão digital é ultrassônico, fica embaixo da tela e é rápido, um dos mais responsivos que testei recentemente.

Uma parte que quero começar a abordar mais nos reviews é o som, nem todo celular é bom nesse quesito, aliás, poucos são. Os alto-falantes estéreos foram desenvolvidos em parceria com a Bose e têm suporte a Dolby Atmos. Em volume, está acima da média, mas não espere substituir uma caixinha de som. O que chama atenção mesmo é a qualidade: o som é encorpado, com boa resposta em graves e médios, bem diferente daquele som fino e metálico que a maioria dos celulares entrega.

Testei em vídeos e também som ambiente, lado a lado com o S26 Ultra e posso afirmar que o som do Signature é mais encorpado, definido e sem aquele aspecto metálico ainda presente no S26 Ultra quando o volume está próximo ao limite.

Hardware e performance

O hardware é o tópico que mais divide opiniões sobre o Motorola Signature, e eu entendo o motivo.

O chip escolhido aqui é o Snapdragon 8 Gen 5. No AnTuTu, ele marcou pouco mais de 3,1 milhões de pontos. É um número alto, mas não é o mais alto possível, porque o rival direto, o Galaxy S26 Ultra, roda com o Snapdragon 8 Elite Gen 5, o topo absoluto da Qualcomm, e marcou 3,7 milhões de pontos no mesmo teste. São 600 mil pontos de diferença. E naturalmente, quando você paga alto num celular, a pergunta que fica é: por que não colocaram o melhor chip disponível?

Vídeo incorporado do YouTube

A Motorola não respondeu isso com palavras. Respondeu com resultados. No Wuthering Waves, um jogo pesadíssimo, enquanto o S26 Ultra travou nos 42 frames com 91% de estabilidade, o Signature foi até 59 frames com 98%. No Blood Strike, 120 frames perfeitos no Signature contra 111 no Ultra. Dito isso, obviamente tiveram jogos onde o Samsung foi melhor, tanto que ele fica uma posição acima no ranking de performance bruta do Roda Liso. O Signature ficou em quarto lugar no geral.

Para completar o hardware, temos 12GB de RAM e 512GB de armazenamento interno.

No resumo: hardware potente, digno de topo de linha. Fica aquela pulga atrás da orelha pela escolha de um processador que não é o melhor da categoria no celular mais avançado da marca. Mas, tratando-se desse nível de smartphone, travamentos não são algo que você vai encontrar aqui, em nenhuma situação.

Câmeras

O Signature traz três câmeras na traseira, e aqui a Motorola fez uma escolha interessante: todos os três sensores têm 50 megapixels. Principal, ultrawide e telefoto, a mesma resolução nos três.

Câmera principal
Câmera principal

A câmera principal usa o sensor Sony Lytia, de 1/1,28 polegada, que é grande. E tamanho importa quando o assunto é captação de luz. De dia, as fotos saem com ótimo nível de detalhe e um desfoque natural que não parece forçado. À noite é onde o sensor grande faz a diferença de verdade. As fotos noturnas saem limpas, com cores vivas e pouco ruído, nas selfies noturnas é preciso escolher um ponto com melhor luz para as fotos ficarem boas, nem sempre só um clique vai resolver.

A telefoto tem zoom óptico de 3x em design periscópico. Funciona muito bem para retratos e detalhes de pessoas e animais. O zoom natural é 3 ou 6x, passando disso a IA entra em ação, uma foto de 10x com IA atuando, a imagem fica ok, mas com limites maiores, até 100x a foto fica estranha, a ia não consegue distinguir muito bem o que é, e essa foto da laranja aí o fundo ficou parecendo um couro, mas na verdade era grama. Para textos, ela consegue fazer um bom ajuste.

Zoom com IA se perde
Zoom com IA se perde

Eu levei o Signature junto em uma viagem para comparar com o S26 Ultra, em visita a essa cascata, todas as fotos feitas com o Signature me parecem mais expostas, com detalhes mais aparentes, enquanto a foto da Samsung tem contraste maior, sombras mais aparentes também.

Cascata
Cascata

Fiz um vídeo da queda d'água, e em vídeo me parece que a Samsung consegue entregar mais qualidade, detalhes e não teve essa mudança de sombras bruta que o Motorola fez para tentar compensar a exposição do céu.

Na selfie contra a luz que notei o Signature sofrendo para fazer uma boa imagem, ele precisou processar e levou um tempinho pra conseguir fazer uma imagem, ainda com o rosto lavado.

Natural vs style
Natural vs style

Você ainda pode escolher entre o estilo de cor Natural ou o Signature Style, e o processamento tende que em teoria é para puxar as fotos mais próximas a realidade, ao meu ver entregam cores mais saturadas e contraste maior.

Olha, eu poderia ficar tempão falando sobre as câmeras, confesso que gostei muito das imagens que o Signature faz, mas eu ainda não conseguiria trocar ele pelo S26 Ultra, por conta do contexto geral. O Samsung ainda é mais versátil em situações, especialmente em vídeos.

Bateria

O Motorola Signature tem 5.200 mAh de capacidade. Tudo bem, isso não é lá uma novidade em 2025... mas o que chama atenção é onde esse número está instalado. Porque esse celular tem 6,87 milímetros de espessura e pesa 186 gramas. Para ter ideia do que isso significa: o Galaxy S25 Edge, é pouco mais de 1mm mais fino (em celular é bastante), mas a bateria é de apenas 3900mAh.

#CelularesCapacidadeConsumoTela LigadaTempo carregamento
Xiaomi POCO X8 Pro Max8.5003707:45h01:03h
Oppo Find X9 Pro7.5005207:45h01:16h
JOVI V707.0005207:45h00:56h
Xiaomi POCO M8 Pro6.5005207:45h00:43h
JOVI Y317.2005407:45h01:33h
42°Motorola Signature5.2007607:45h00:51h
47°Samsung Galaxy S26 Ultra5.0007707:45h01:12h

Ok, mas e na prática? No nosso teste aqui no canal, após 8 horas executando tarefas diversas como navegação no Chrome, reels no instagram, jogos e muito mais, o Signature terminou o dia com 24% ainda na reserva. Para um celular tão fino, isso é um resultado muito bom. Comparando com o topo de linha da Samsung, o S26 Ultra fez o mesmo teste e terminou com 23% sobrando, então está de bom tamanho pro Signature.

Só que a carta na manga da Motorola é o carregamento, na caixa vem um carregador de 90W, e o resultado é que de 0 a 100% ele precisa de 51 minutos na tomada, muito prático no dia a dia.

Esse tipo de comportamento de carga, possibilita não necessariamente carregar o celular à noite e sim, no trabalho ou em casa, quando necessário. Evitando que ele fique espetado no carregador por tempo que não precisa. E se preferir, tem carregamento sem fios de 50W, um dos mais potentes atualmente, tanto que nem tenho um carregador por indução nessa capacidade.

Sistema e atualizações

O Motorola Signature sai de fábrica com Android 16 e promessa de 7 anos de atualizações de sistema. No papel, isso coloca a Motorola no mesmo nível de Samsung e Google, algo que a marca nunca tinha oferecido antes nos seus flagships. A promessa de 7 anos existe, e é boa. Mas promessa e entrega são coisas diferentes, e a marca já deu motivos para desconfiança no passado. É algo para monitorar ao longo do tempo.

A interface é a Hello UI, que na prática é quase um Android puro. Menus onde você espera encontrar, configurações intuitivas, tudo rápido e responsivo. Quem não gosta de interface pesada vai se sentir em casa.

As adições da Motorola são, em boa parte, úteis. O app Moto reúne gestos personalizados, ajustes de tela e atalhos. Você pode configurar o botão de ação no lado esquerdo, ajustar o comportamento da always-on display, ou ativar gestos rápidos como torcer o celular para abrir a câmera. São recursos que fazem sentido no dia a dia.

Preços

O Motorola Signature chegou ao Brasil em março com preço de lançamento de R$ 8.999. É muito dinheiro. E quando você olha para o que o mercado oferece nessa faixa, a concorrência é pesada.

  • R$ 5.649,00 Amazon*** Motorola Signature 5G - 512GB 12GB Resgate 2 cupons na compra Ver oferta
  • R$ 6.896,00 Mercado Livre *** Motorola Signature 5g - 512gb Ver oferta
  • R$ 8.099,10 Magazine Luiza Motorola Signature 512GB Ver oferta

Mas aí vem a parte interessante. Quem estava no grupo de ofertas da Oficina da Net no WhatsApp e Telegram viu o Signature chegar a R$ 4.900 na Amazon. Esse foi o menor preço histórico do aparelho até agora. Ou seja, saiu por praticamente metade do preço de lançamento. Isso muda completamente a equação, por essa faixa de preço, entre R$ 4.500 a R$ 6.000, ele se torna uma das, senão a melhor opção de compra hoje.

Conclusão

9.5
Prós
  • Câmeras
  • Tela
  • Performance absurda
  • Proteções
  • Atualizações
Contras
  • Preço de lançamento

Então, a Motorola bate a Samsung esse ano? Depende do que você entende por "bater".

Em alguns aspectos, sim. O som é melhor que o do S26 Ultra. A bateria aguenta tão bem quanto, num corpo muito mais fino e leve. Em jogos, surpreendeu. O design divide opiniões. E por R$ 4.900, que foi o menor preço histórico que vimos, ele entrega uma proposta que poucos flagships conseguem.

Mas se você quer o melhor celular sem abrir mão de nada, o S26 Ultra ainda leva vantagem. Mas isso é papo para outro vídeo, aliás, já comparei os dois ainda com o Oppo Find X9 Pro, confere aí no canal.

O Signature não bate o S26 Ultra no geral. Mas ele chega perto o suficiente para fazer você questionar se vale pagar mais pelo Samsung.

Para mim, a resposta é clara: se você encontrar o Signature entre R$ 4.500 e R$ 5.500, compra sem medo. É um topo de linha completo, bonito, leve, com câmera capaz e autonomia excelente.

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