O básico sobre fones - O transdutor

Sejam bem vindos ao último capítulo da série O básico sobre fones! Transdutores são dispositivos que transformam um tipo de energia em outro. Leia a matéria e entenda!

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O básico sobre fones - O transdutor

Sejam bem vindos ao último capítulo da série "O básico sobre fones"! Espero que tenham gostado do que foi falado até o momento. Nos capítulos anteriores foram abordadas duas das três partes de um sistema de fones de ouvido, a fonte (leia aqui) e a amplificação (leia aqui e aqui). Agora chegamos à parte principal, na cereja do bolo, o transdutor! Mas o que é um transdutor?

Foto de Augusto SchweickardtFoto de Augusto Schweickardt

Um transdutor nada mais é do que um dispositivo que transforma um tipo de energia em outro. Existem dois tipos de transdutores:

  • Transdutores passivos: Aqueles que precisam ser excitados por uma fonte externa de energia para produzir um sinal de saída.
  • Transdutores ativos: Aqueles que geram uma corrente ou tensão como resposta a um estímulo.

No nosso caso, temos um transdutor passivo, pois os drivers dos fones de ouvido precisam ser excitados por uma fonte externa de energia (sinal elétrico analógico) para produzir um sinal de saída (ondas sonoras). Mas como isso ocorre? Veremos a composição (partes) de um fone para entender um pouco seu funcionamento. Abaixo, imagem de um fone in-ear e seus componentes.

Fonte: Foto do manual do fone in-ear ATH-CKR3 traduzidoFonte: Foto do manual do fone in-ear ATH-CKR3 traduzido

Para o fone gerar som, é necessário uma peça chamada driver. Ela se move através de um estímulo externo, no caso um sinal elétrico analógico, que percorre pelo cabo do fone fazendo com que o diafragma (estrutura dentro do driver) se movimente. O driver possui diversas arquiteturas/tecnologias diferentes para produzir o som, mas a mais comum é a do driver dinâmico que consiste em um ímã de neodímio e um diafragma que vibra para produzir o som. O funcionamento do driver dinâmico e de outros tipos de drivers será abordado em um próximo artigo para falar a fundo sobre cada tecnologia.

O som gerado pela vibração do diafragma do driver passa por alterações até chegar aos nossos ouvidos. As alterações são geradas pela estrutura do próprio fone e aí está o desafio dos fabricantes quando projetam um fone de ouvido. Muitos podem pensar que para construir um fone de ouvido é só comprar as peças e colocar lá dentro, mas não é bem assim.

Por exemplo, no caso de fones in-ear, para atingir a sonoridade desejada, os fabricantes podem fazer pequenas modificações no driver comprado, podem modificar a placa de crossover que controla como serão divididas as freqüências do som entre os drivers (se o fone tiver mais de um), podem modificar o comprimento do tubo que sai do driver e guia o som até o nozzle (bocal por onde sai o som), podem trocar o filtro (uma peça cilíndrica bem pequena que contém uma espuma que pode possuir diferentes densidades para alterar o som quando passa) que fica dentro do tubo que guia o som, podem modificar a estrutura do fone (house ou shell) em si que reage a reverberação dos sons que são gerados pelo driver.

Obs: Saiba como conservar e realizar a limpeza do seu fone de ouvido aqui.

No caso de um headphone, temos uma estrutura um pouco diferente:

Fonte: recursos-tecnologicos.com/mercado/audi-imexproFonte: recursos-tecnologicos.com/mercado/audi-imexpro

 A house, que seria o corpo inteiro no caso do fone in-ear, nos headphones se subdivide em:

  • Cups (conchas) que são a parte mais externa do fone que podem ser lacradas ou não (ter gradinhas para o som sair e reverberar de forma diferente)
  • Estrutura mais interna que abriga os drivers e recebe mais diretamente a reverberação do som.

Comparando o espaço que se tem na estrutura interna das cups para distribuir as peças com um fone in-ear, vemos que no caso do headphone se consegue colocar drivers muito maiores comparado aos drivers de um fone intra auricular. Esta área mais ampla proporciona a possibilidade de se obter um conforto maior no uso através das pads (almofadas que ficam em contato ou cobre a orelha), comparado às eartips (borrachinhas de silicone) dos fones in-ear.

Além das diferentes características físicas, existem diferenças sonoras em alguns pontos entre um fone in-ear e um headphone, por conta da arquitetura de cada um, mas esse assunto ficará para um próximo capítulo.

Agora você deve estar se perguntando: "Qual o melhor fone para a minha atividade?". Isso será abordado na nova saga que iniciará semana que vem! Então fique ligado para próximo capítulo!

Esse artigo é feito em parceria com o Grupo Fones de Ouvido High-End:

 

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