Moto G100 Review - Poder de fogo e versatilidade em um Moto G

Baseando-se nos últimos anos, dificilmente um fã da Motorola chutaria que algo como este smartphone pudesse ser lançado. Mas foi. Quais são seus pontos fortes e fraquezas?

Moto G100 REVIEW
Moto G100 REVIEW

Os Moto G estão, sem dúvidas, entre os smartphones mais conhecidos pelos brasileiros. Talvez por este sucesso garantido, os lançamentos da linha passaram por um período de marasmo, mas isso mudou em 2021, com a chegada do Moto G100.

É um telefone que causou estranheza por dois motivos: primeiro, altera o padrão de nomenclatura da fabricante para algo bem diferente. Segundo, porque esses Motorola são tradicionalmente conhecidos pelo chamado "custo x benefício", expressão associada a aparelhos mais simples ou baratos. Longe disso, temos agora especificações fortíssimas, dignas dos mais avançados em nosso mercado.

Análise do Moto G100 em vídeo

Ficha técnica

Moto G100
Moto G100

Ao ler a configuração do G100, qualquer um poderia facilmente associá-lo a algum top de linha tradicional. São muitos destaques, entre os quais ressaltam-se o processador Snapdragon 870, um dos melhores da Qualcomm atualmente, além de espaçosos 12GB de RAM e 256GB de armazenamento, expansíveis via microSD - há um slot híbrido.

Para completar, a tela é uma LCD IPS de 6.7 polegadas com taxa de atualização maior que o convencional, são 90Hz para maior fluidez. E a bateria também fica acima da média em aparelhos avançados, com 5000 mAh. Confira o restante da ficha abaixo.

Motorola Moto G100
Status
Verificado
Data lançamento
25/03/2021
Preço de lançamento
R$ 3.999,00
Menor preço histórico
R$ 2.949,00
Preço atual
R$ 2.949,00
Corpo
Dimensões
168.4 x 74 x 9.7 mm
Peso
215 g
Chip
Dual SIM (Nano-SIM, dual stand-by)
Plataforma
Processador
CPU
Octa-core (1x3.2 GHz Kryo 585 e 3x2.42 GHz Kryo 585 e 4x1.80 GHz Kryo 585)
GPU
Adreno 650
Sistema operacional
Android 11
Memórias
Memória RAM
Armazenamento Interno
Armazenamento Extra
1 TB
Tela
Tela - Tipo
IPS
Tela - Tamanho
6.7
Tela - Resolução
2520 x 1080
Tela - Densidade
409 ppi
Tela - Extras
90Hz, HDR10 e 560 nits
Câmera principal
Câmera principal
PDAF e 64 MP, f/1.7, (wide), 1/1.72
2ª câmera
16 MP, f/2.2, (ultrawide) e 116º
3ª câmera
2 MP, f/2.4, (profundidade)
Câmera - Extras
Panorama, HDR e Flash LED
Vídeo
6K - 30 FPS e 4K - 60fps
Câmera frontal
Câmera Traseira - Abertura
F/1.7
Câmera - HDR
Sim
Câmera Frontal
16 MP, (wide), 1.0µm e 8 MP, f/2.2, (ultrawide)
Câmera Frontal - Extras
HDR
Vídeo
FULLHD - 30fps
Câmera Frontal - Abertura
F/2.2
Bateria
Bateria
5000 mAh
Carregador
20W
Redes de dados
3G
Sim
4G
Sim
5G
Sim
Wi-Fi
Wi-Fi 802.11 a/b/g/n/ac/ax
Bluetooth
LE, A2DP e 5.1
GPS
A-GPS, GALILEO, SUPL, LTEPP e GLONASS
NFC
Sim
Som
Som
Loudspeaker
3.5mm jack
Sim
Outros
Rádio FM
Não
Infravermelho
Não
USB
Tipo-C e 2.0
Sensores
Bússola, Luz ambiente, Impressão digital (lateral), Giroscópio e Acelerômetro

Pontos fortes

Sim, é rápido como parece

É possível que smartphones muito fortes no papel não traduzam isso para a prática, seja devido a bugs incômodos ou a má otimização no software. Não é o caso. O primeiro grande destaque do Moto G100 foi, de fato, sua performance. Juntando tela fluida com hardware parrudo, o resultado foi muita rapidez e conforto na utilização.

Em um mês de uso, o telefone se manteve absolutamente "liso" no manejo de apps, muitas vezes vários em simultâneo, assim como em games, dos mais simples aos pesados. Outro aspecto importante foi que, em termos de aquecimento, ele figura entre os tops com as mais baixas temperaturas que passaram por minha mão.

Veja o nosso teste de jogos no Moto G100:

Bateria: check!

Performance boa, bateria ruim? Nada disso. A autonomia, felizmente, não decepciona. Em meu uso comum, com muita rede social, Spotify, YouTube e poucos jogos, consegui algo entre 25 e 30 horas totais, sendo 7-8 horas de tela ligada. Considerando que é um smartphone potente e que sempre utilizei a tela com seus 90hz acionados no modo de configuração automática (60-90Hz), penso que são ótimos resultados.

Dentro de um dia, por exemplo, nunca tive problemas ou preocupações. Não me lembro de ter que pensar na autonomia do aparelho ao começar minha jornada com a bateria totalmente carregada. E, como se pode supor, passei para o segundo dia em várias ocasiões.

É certo que os gamers de plantão, que jogam diariamente durante horas, devem esperar queda na autonomia. De qualquer forma, pensando nos resultados que obtive com outros celulares poderosos, a Motorola conseguiu nota acima da média com este.

Que tal uma função nova?

Versatilidade é outra característica que favorece o Moto G100. Neste modelo, foi implementada uma nova tecnologia chamada de Ready For. Serve, basicamente, para projetar a imagem do smartphone em TVs ou monitores via cabo HDMI.

Moto G100 Readyfor
Moto G100 Readyfor

Através do adaptador USB-C para HDMI da própria fabricante ou de outros similares, o aparelho funciona como um PC ou uma central de mídia, de maneira similar à que a Samsung implementou em seus Galaxy avançados. É possível, por exemplo, ter uma área de trabalho "à Windows" completa num monitor externo; em conjunto com teclado e mouse, tem-se um computador de mesa bastante capaz para tarefas básicas do dia a dia.

Eu utilizei um Hub USB-C que servia em MacBooks para envio da imagem, além de conectar teclado e mouse USB. O resultado foi um sistema que funcionou de maneira bastante satisfatória para escrever no Google Docs, navegar na web e assistir ao YouTube. Aqui e ali, percebem-se, sim, pequenas limitações em relação a trabalhar no Windows ou Linux, mas a experiência geral é boa.

Quem gosta de jogar, pode lançar mão de controles USB ou bluetooth e usar o Ready For para ter algo como um console de mesa. Vários títulos funcionam bem dessa forma. Em suma, este não é um recurso revolucionário, mas continua sendo válido e muito útil, além de uma possibilidade inédita entre os Motorola.

Pontos fracos

Um telefone grandalhão

Moto G100 é grandão
Moto G100 é grandão

Pesando 207 gramas e medindo 168 x 74 x 9.7 mm, este é um smartphone volumoso, que se faz notar na mão. As minhas são grandes e, ainda assim, me peguei pensando nas medidas ou no peso do G100 algumas vezes. Imagino, então, que muitas pessoas podem sentir estas características como algo negativo. Especialmente com a capinha que vem de fábrica, um tanto quanto escorregadia, ele pode ter uma pegada difícil.

É claro que o tamanho da tela pode ser justamente um ponto positivo, por facilitar a visualização de conteúdo. Mas fica o sinal de alerta para quem possa servir.

Em certo sentido, as câmeras tropeçam

As câmeras do Moto G100
As câmeras do Moto G100

Talvez não seja o que você está pensando ao ler o título. Na verdade, consegui bons resultados com todas as lentes, incluindo as duas frontais (wide e ultrawide). A definição das imagens é ótima e o gerenciamento de luz e cores no modo HDR é digno. Mas isso diz respeito apenas a fotos em boa iluminação, durante o dia ou ao cair da tarde.

Galeria de fotos tiradas com o Moto G100:

À noite, os problemas chegam de maneira brusca. Principalmente nos cenários mais escuros, o processamento das fotos não consegue entregar visualização satisfatória, ou seja, recebem-se imagens escuras em demasia, ou com pontos escuros demais em meio a outros iluminados. O modo noturno, ou night vision, é bastante básico: quando comparado aos de concorrentes avançados, gera mais ruído e, ainda assim, não consegue clarear os ambientes como tem sido esperado desta função.

Além disso, uma observação importante: o aplicativo de câmera do Moto G100 leva um tempo considerável para finalizar capturas em baixa luz ou em enquadramentos com iluminação mista. Nas fotos de paisagens ou ambientes estáticos, isso não tem lá muita importância. Entretanto, quando se colocam pessoas, animais ou objetos em movimento na equação, a probabilidade de fotografias borradas aumenta.

Concorrentes

Algo curioso a se notar sobre este Motorola é: no momento, não há, no Brasil, nenhum outro Android com características próximas. É difícil achar um adversário sob esse critério. O mais viável é compará-lo a tops de linha do ano passado, como o Galaxy S20 ou, principalmente, o S20 FE, que tem ampla presença no varejo online. O critério aplicado foi o preço, já que são todos modelos que figuram, ou devem figurar, entre 2 e 3 mil reais. Nesta comparação, há uma alternância de qualidades: enquanto os Samsung levam vantagem em câmeras e "funções premium", como tela Super AMOLED e carregamento sem fio, o Motorola entrega melhor performance e autonomia.

Lá fora, entretanto, há oponentes interessantes, sendo um dos principais o Poco F3 da Xiaomi. Ele traz o mesmo processador e a desejada tela AMOLED, embora tenha bateria menor (4520 mAh) e não disponha de variantes com 12GB de RAM. Optar por ele é uma questão de preferência pessoal e um pouco de desprendimento, já que, considerando unidades importadas (as que têm valores viáveis), não haverá 1 garantia oficial.

Veredicto: Vale a pena?

Moto G100 Vale a pena?
Moto G100 Vale a pena?
Prós
  • Performance
  • Baixo aquecimento
  • Autonomia
Contras
  • Meio grandalhão
  • Fotos em baixa luz
Motorola Moto G100
8.8

O Moto G100 chegou no fim de março custando 4000 reais, ou 3600 à vista. É um preço intimidador a princípio, mas promete futuro interessante quando se pensa na queda de preço que modelos da mesma faixa sofreram - o S20 FE é um deles. Promoções e abatimentos já andam acontecendo, e é possível imaginar que o aparelho estacione na casa dos 3000 reais em breve, talvez um pouco mais, talvez pouco menos. Nesta faixa, começa a ser uma opção vistosa.

Atualmente, muitos entusiastas torcem o nariz para o fato de que a Motorola confirmou apenas uma grande atualização de sistema para o G100. Ou seja, ele chega com Android 11 e receberá a versão 12 no futuro. Depois disso, há de se contentar com patches de segurança e só. A decepção de parte do público é compreensível, mas não parece ser um ponto que faça o modelo deixar de valer a pena: uma versão a mais do Android será suficiente para garantir compatibilidade com novos apps por muito tempo à frente.

Para mim, o principal trabalho da Motorola é fazer o público leigo entender porque um Moto G custa tanto. Os aficionados conhecem bem a explicação, mas parte dos consumidores em potencial pode rejeitá-lo de antemão por custar muito além do que se espera. Talvez a fabricante sequer esteja interessada na explicação, preferindo destacar características como o Ready For como representantes dos diferenciais.

De qualquer forma, este é um Android surpreendente e muito bem-vindo. Depois de anos um tanto quanto estagnada, a Motorola resolveu tirar da manga cartas fora da curva, e preencheu lacunas relevantes. O G100 é uma escolha válida para um público amplo, que inclui gamers e usuários que precisam de boa autonomia sem abrir mão de desempenho irrestrito.

Fizemos um teste de desempenho concorrendo com o Galaxy S21, confira como o Moto G100 se saiu:

Vídeo incorporado do YouTube

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