Operadoras contestam estudo que revela baixa disponibilidade de 4G no Brasil

Em nota divulgada pelo SindiTelebrasil, empresas questionam metodologia da pesquisa que não leva em conta as áreas geográficas.

Por | @oficinadanet Internet

Os resultados da pesquisa feita pela OpenSignal a respeito do estado atual das redes de internet móvel no Brasil, não agradaram as operadoras. O estudo foi feito por meio de aplicativos instalados voluntariamente pelos usuários em seus celulares. Embora a medição tenha revelado que a velocidade geral da rede 4G no País está 2Mbps acima da média mundial, ela também revelou dados preocupantes sobre a internet LTE em terras tupiniquins, especialmente no que tange a disponibilidade do sinal 4G.

Operadoras contestam estudo que revela baixa disponibilidade de 4G no Brasil

Conforme o estudo, os usuários brasileiros passam apenas 59% do tempo online conectados ao sinal de 4G. Isto os clientes da TIM, que obteve o melhor resultado. Outras operadoras tiveram um desempenho ainda pior, sendo que a Oi ficou na última posição ofertando internet 4G 43,35% do tempo.

Entretanto, o SindiTelebrasil, sindicato que representa as operadoras de telecomunicações no País, afirma que a OpenSignal cometeu um erro de metodologia ao aplicar a pesquisa. Conforme a entidade, o estudo não considerou a área geográfica em que é realizada a sua medição.

Em comunicado publicado pela entidade ela atenta que “a própria consultoria (e as matérias que reportam dados do levantamento) ressalta que não considera a área geográfica na qual é feita a medição. Tal premissa indica a possibilidade de medições em áreas onde não há obrigação de atendimento ou mesmo a oferta comercial do serviço 4G”.

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Porém, segundo a OpenSignal, para a pesquisa não são levados em consideração os territórios onde não há conexão 4G. Ainda que a empresa não leve a geografia em consideração, a metodologia cita que se o usuário não tem acesso a uma rede LTE, seja por um plano restrito ao 3G ou por indisponibilidade de sinal, esta estatística não é considerada na análise final.

A OpenSignal explica em seu site que muitas pessoas possuem aparelhos compatíveis com LTE, mas não têm um plano que permita o uso do 4G em sua rede. Por isso, eles observam todas as informações no nível do dispositivo e apenas calculam a disponibilidade em um aparelho quando é verificado que eles conseguiram se conectar com sucesso ao LTE ao menos uma vez. “Isso garante que nossa métrica de Disponibilidade LTE só leve em conta dispositivos compatíveis com um plano compatível”, diz a empresa em seu site oficial.

Neste caso, territórios sem 4G não entram na conta do estudo devido a impossibilidade de usuários nessas áreas se conectarem às redes. A reação das empresas é uma preocupação com a ordem da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), de que os municípios com 4G precisam ter pelo menos 80% de seus territórios cobertos por sinal LTE.

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