Pokémon Go muda a rotina de crianças e adolescentes doentes e com autismo

Jogo que traz de volta os monstrinhos que foram sucesso na década de 90 e faz uso da realidade aumentada, tem incentivado jovens a levantarem da cama e sair às ruas.

Por | @oficinadanet Games

Mesmo que já tenha causado alguns problemas no país, o jogo Pokémon Go também vem sendo o estopim de muitas coisas boas. Como por exemplo, o incentivo a um jovem autista, de 17 anos, Adam BarkWorth, que não saia de casa há pelo menos 5 anos e após o game ser lançado em seu país, Reino Unido, passou a sair às ruas em busca dos monstrinhos de bolso.

Pokémon Go muda a rotina de crianças e adolescentes doentes e com autismo
Adam passou a sair de casa para caçar Pokémon. Foto: BBC 

O autismo é um distúrbio que afeta a interação social, comunicação e comportamento de quem possui este transtorno. Em virtude disto, segundo a mãe de Adam, Jan Barkworth, o jovem não aguentava ficar na rua, ele tremia e começava a sentir dores no estômago. Para evitar estar entre as pessoas, ele passava a maior parte do dia em casa, jogando um game de guerra, Minicraft.

Mas as coisas mudaram com a chegada do Pokémon Go. Como o game incita os jogadores a caminharem em busca dos pokémons que estão escondidos em vários pontos da cidade e, devido ao uso da realidade aumentada, podem ser vistos pela câmera do celular inseridos em ambientes reais, Adam encontrou um motivo para sair de casa. Agora ele passa horas em busca do Pikachu e sua turma. Além disto, o jogo tem ajudado o garoto a interagir com outras pessoas e a criar mais laços com a família, quebrando as barreiras que os pacientes autistas sentem quando estão em público.

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Outro exemplo do quanto o jogo vem fazendo a diferença no incentivo à mobilidade, é o caso do hospital C.S Mott Children’s, localizado em Michigan, Estados Unidos, que está incentivando as crianças a saírem da cama ao jogarem o game que é a sensação do momento.

Desta forma, eles conseguem aliar a necessidade da realização de alguma atividade física a diversão. Com o celular em mãos os pequenos saem pelo hospital para caçar Pokémons e engana-se quem pensa que a iniciativa será a curto prazo. Segundo o gerente de mídia digital do Hospital, J.J. Bouchard, dentro da casa de saúde há várias PokéStops, além de um Ginásio.

Bouchard ainda aponta que graças ao jogo as crianças começaram a se comunicar mais dentro do hospital, mudando a rotina completamente. “Este aplicativo está sendo capaz de tirar as crianças da cama e fazer elas andarem”, comemora. Confira mais no vídeo.

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Fontes: G1, Pokémon Go Brasil

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