[Vídeo]Review: Headset Corsair VOID Wireless 7.1

Confira a nossa análise do Corsair VOID Wireless, o headset gamer top de linha da Corsair, e descubra se ele vale o seu investimento.

Comentários Grasiel Felipe Grasel   -

A Corsair vem apostando cada vez mais em equipamentos gamers e os introduzindo mais rapidamente no mercado brasileiro, e como você já viu aqui no Oficina da Net no review do Corsair Vengeance 1400, headsets são um destes periféricos que a marca vem tentando inovar, sendo a sua mais recente tentativa a linha VOID.

A linha VOID é uma visa trazer algo novo para o mercado de headsets gamers, oferecendo qualidade e conforto em um mesmo produto, seja ele em sua versão wireless, que vai além e te livra do desconforto dos cabos, ou então a versão USB, que embora possua cabo, não deixa de ser tão confortável quanto o seu “irmão”. Vale lembrar que ainda temos a edição especial Yellowjacket, que acompanha um HUB USB para você deixar o adaptador Wireless USB mais próximo de onde você estiver.

HUB USB presente na versão Ywllowjacket
HUB USB presente na versão Yellowjacket

Neste review você vai descobrir se a Corsair conseguiu trazer um headset a nível de concorrentes de mercado top de linha, conhecendo um pouco mais sobre o produto e, provavelmente, algumas coisas que você não sabia sobre qualidade de áudio.

Design

O VOID tem um design bastante diferente e muito bonito, ele foge do padrão de arcos ligados ao topo dos earpads e cria uma curvatura que se firma na traseira de sua estrutura, uma opção de construção que parece até tirar o equilíbrio do seu peso, mas que na verdade é bastante confortável. O que pode acontecer de ruim é ele começar a deslizar da sua cabeça se você ficar muito tempo com ela inclinada para baixo ou para cima, o que dificilmente aconteceria, afinal, na grande maioria das vezes você não estará com a cabeça deslocada o suficiente para correr este risco.

Falando da estrutura, ela parece ser bastante confiável, afinal, a única parte que poderia trazer um maior perigo de quebra, a que liga o arco aos earpads, é feita de metal. O arco em si é bem construído em um material plástico suficientemente resistente para passar certa segurança, assim como são bastante flexíveis para não causar muito clamping (aperto sobre a cabeça de quem é mais “cabeçudo”). Os níveis de expansão do arco também são bem firmes, dessa maneira, o headset não fica aumento a qualquer movimento brusco que você faça com a cabeça.

As earpads (almofadas do ouvido) são muito confortáveis, elas são feitas com espuma de microfibra de memória que se adaptam melhor ao formato da sua cabeça e a “abraçam”, um ponto fortíssimo para o VOID que, dessa maneira, cumpre uma de suas principais promessas. Os pads do arco são feitos do mesmo material e são igualmente confortáveis, ao ponto de praticamente eliminar o peso do headset e passar uma sensação de que você não está usando nada.

Especificações

Atenção: Estas especificações são fornecidas pelo fabricante.

  • Drivers de 50mm
  • Alcance do Wireless de até 12 metros sem barreiras
  • Cabo USB de carregamento de 1,5m
  • Aproximadamente 388 gramas
  • Duração de bateria de até 16 horas
  • Microfone condensador unidirecional
  • Resposta de frequência: 20 Hz a 20 kHz
  • Impedância: 32 Ohms a 1 kHz
  • Botões de controle de volume, microfone e efeitos built-in
  • Iluminação RGB
  • Compatível com Xbox e PS4 (apenas na versão Surround e Stereo VOID)

Software

O software de controle do VOID é o Corsair Utility Engine, o mesmo no qual você administra qualquer outro periférico da marca, e nele você tem total controle de todos os recursos do headset. Vamos conhece-lo mais a fundo agora.

Na primeira aba do CUE do VOID temos o controle de áudio, no qual podemos escolher padrões de efeitos de equalização predefinidos ou então configurar você mesmo os graves, médios e agudos do headset. É possível também escolher o nível captura do microfone, o nível de retorno dele e ativar ou desativar o efeito HORRÍVEL de Dolby Surround (falamos sobre ele mais tarde).

Na segunda e última aba temos os controles de iluminação, onde é possível definir brilho, a animação da iluminação e as cores reproduzidas. Também temos algumas configurações do infomic (luzes no microfone que indicam o seu estado e da bateria), no qual você pode escolher o brilho destas luzes, o intervalo de tempo do aviso de que o microfone está desligado e também o tempo de bateria restante para que o aviso luminoso de bateria baixa comece a piscar.

ATUALIZADO: Depois da publicação deste review, a Corsair informou ao Oficina da Net que até o final deste ano um novo software de controle será lançado, corrigindo problemas do CUE e melhorando seu desempenho.

Desempenho

Bom, chegamos a parte mais importante do review, onde descobrimos se todos os recursos que a Corsair oferece no VOID são realmente bem implementados, no entanto, temos que comentar sobre um enorme problema do mercado de headsets gamers: as invenções de recursos impossíveis para impulsionar o marketing.

Em primeiro lugar, podemos começar deixando bem claro que headsets 5.1 e 7.1 são uma mentira, isso é simplesmente impossível, afinal, como infernos uma peça de plástico e metal presa na sua cabeça seria capaz de reproduzir a imersão de tantos canais de áudio juntos? Veja a imagem abaixo para entender do que estamos falando.

Créditos da imagem do VOID ao site Adrenaline
Créditos da imagem do VOID ao site Adrenaline

Quando você ativa o Dolby Surround no software da Corsair, efeitos de reverb horríveis tentam reproduzir a imersão de um home theater 7.1, e assim como qualquer outro headset ou headphone do mercado que dizem ser 5.1 ou 7.1, o VOID falha miseravelmente. Isso é uma jogada de marketing que todas as empresas deveriam abandonar e deixar de ser motivo de piada para quem entende de áudio.

Excluindo mais essa tentativa de criar uma imersão 7.1, o Corsair VOID é sim um bom headset, com ele tivemos boas jogatinas (sejam elas em jogos tradicionais ou então em competitivos), boas experiências escutando músicas e assistindo filmes, sendo a única limitação o tempo de bateria, que se ligados os efeitos de iluminação, dificilmente chegará a 8 horas de duração.

Embora seja um fone fechado, o VOID não tem um isolamento de áudio muito bom, mas não se preocupe, isso não é um problema em questão de desempenho, pois isso melhora (embora pouco) o palco sonoro do headset, que não prende as frequências de áudio em sua cavidade e permite que elas “escoem” para fora, dessa forma, elas não voltam e não são captadas pelos seus ouvidos novamente, é por isso que fones abertos tem um palco sonoro muito melhor.

Já que estamos falando em palco sonoro, podemos dizer que o do VOID é surpreendentemente bom, afinal, como já falamos, ele é um fone fechado, mas que tem um certo vazamento de áudio, e em conjunto com as opções de equalização do Corsair Utility Engine podemos melhorar um pouco seu desempenho, diminuindo graves e valorizando médios e agudos, desta maneira, frequências mais altas não são afetadas por graves exorbitantes comuns em headsets gamers, aumentando a sua capacidade de simular um ambiente e diferenciar sons, facilitando a percepção e direcionamento de áudio em jogos competitivos como Counter Strike.

Se você não sabe exatamente o que é palco sonoro, podemos dizer que, em resumo, ele é basicamente a capacidade do headset de criar imersão, fazendo com que o usuário sinta que o áudio está vindo de fora, e não dos drivers ao lado dos ouvidos, é por isso que graves elevados geralmente prejudicam essa imersão, pois não existe uma maneira de fazer com que eles pareçam estar vindo de longe em um fone fechado. Fones abertos são superiores neste quesito, pois o vazamento de áudio diminui a possibilidade de ondas sonoras retornarem aos seus ouvidos ou sofrerem interferências de outras frequências.

Vale lembrar também que, embora não seja uma diferença muito grande para usuários comuns, conectores wireless e USB em geral são inferiores a P2 e P10, pois eles não podem ser conectados a uma fonte de áudio melhor como uma placa de áudio dedicada, que tem uma troca de informações privilegiada entre computador e headset, um detalhe que vale a pena ser citado.

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Como você pode criar 5 presets de equalização no CUE e alterná-los rapidamente com um simples clique no botão de volume do VOID, fica fácil escolher um padrão que você já tenha configurado para determinadas situações, como, por exemplo, quando você sai de um jogo e passa a assistir um filme (que pode ser mais imersivo com graves bem definidos).

Para finalizar, podemos falar um pouco sobre o microfone do VOID, que é um condensador unidirecional com eliminador de ruídos para melhorar sua captação, no entanto, ele está longe de ser um microfone para quem o queira para uso profissional, como de produtor de conteúdo para YouTube ou um Streamer (alguém que esteja disposto a pagar tal valor por um microfone), pois possui certa distorção que provavelmente é causada por efeitos de eliminação de ruído.

Veredito

O Corsair VOID é um dos melhores headsets da categoria gamer que temos no mercado, no entanto, como a esmagadora maioria dos fones gamers, ele não capaz de alcançar a fidelidade de áudio que um headphone aberto de estúdio entrega, justamente por eles precisarem dessa fidelidade no monitoramento de uma gravação e não utilizarem nenhum tipo de aumento de grave para agradar a criançada que os utiliza, deixando o áudio “mais bonito”.

No geral ele é um bom headset, mas comete o mesmo erro que a maioria de seus concorrentes, adiciona “recursos” como o suposto áudio 7.1 e eleva o seu preço a níveis exorbitantes, o que não deve ser levado como uma opção. Headphones wireless como o Sennheiser RS120 custam em média R$300 e tem uma fidelidade de áudio superior pelo simples fato de serem abertos e sem graves exorbitantes.

Por possuir um palco sonoro aceitável, oferecer o conforto wireless, ter boas opções de equalização e outros recursos de customização diferenciados, uma média de R$500 seriam justificáveis (sim, ele é muito superior a grande maioria dos headsets gamers desse preço, mas é o que ele vale se comparado a um fone flat de estúdio), no entanto, R$800,00 estão muito longe de uma possibilidade de compra com um benefício equivalente.

 
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