Desde quando a criadora do formato MQA foi a falência, o Tidal começou a realizar diversas mudanças em seu aplicativo. A maior delas foi com relação à substituição de músicas e álbuns, que anteriormente estavam em MQA, para o formato FLAC. Ao assinar o plano Hi-Fi Plus, o usuário ainda tem acesso às faixas que só tem no formato MQA, mas há outras diferenças e muitos ficam em dúvida se vale ou não a pena pagar pelo pacote de benefícios.

Quais os diferenciais do plano Hi-Fi para o Hi-Fi Plus do Tidal?

Diferenças entre os planos Hi-Fi e Hi-Fi Plus do Tidal. Fonte: Tidal
Diferenças entre os planos Hi-Fi e Hi-Fi Plus do Tidal. Fonte: Tidal

De acordo com as informações divulgadas pelo Tidal, seu plano Hi-Fi Plus tem como diferenciais a forma como o artista é pago, acesso a novos recursos de forma antecipada, faixas em FLAC Hi-Res (24bits/192KHz), MQA, Dolby Atmos e 360 Reality Audio (Sony). Fora isso, os usuários do plano Hi-Fi têm acesso às mesmas 100 milhões de músicas e os mesmos 650 mil vídeos da biblioteca do serviço de streaming.

Forma como o artista é pago

Segundo o Tidal, ao assinar o plano Hi-Fi Plus, "uma parte da assinatura do usuário irá diretamente para seus artistas favoritos". Desta forma, os assinantes têm a possibilidade de oferecer suporte direto aos músicos que eles mais gostam.

Os usuários do plano Hi-Fi Plus podem acessar a aba "Minha atividade" e visualizar os 25 artistas mais escutados de cada mês. Desde janeiro de 2022, 10% do valor da assinatura é distribuída entre estes músicos.

Esquema de repasse do Tidal no plano Hi-fi Plus. Fonte: Tidal
Esquema de repasse do Tidal no plano Hi-fi Plus. Fonte: Tidal

Formato e resolução das músicas

Ao assinar o plano Hi-Fi, será possível ouvir músicas em FLAC com resolução equivalente à do CD (16 bits/44,1KHz). Já no plano Hi-Fi Plus, o assinante tem acesso aos formatos MQA, Dolby Atmos, 360 Reality Audio e ao FLAC com resolução maior (até 24bits/192KHz).

Considerando que o MQA é um formato de áudio com perdas (lossy) e que ainda se paga a mais para obter aparelhos compatíveis com o formato, pois as fabricantes de hardware de áudio são obrigadas a pagar pela utilização, não há vantagens em se investir neste topo de arquivo. Como a acessibilidade ao formato conta com diversas barreiras e provavelmente este é o motivo da falta de uma ampla adoção do MQA pelas empresas de streaming.

Com relação aos formatos de "som espacial" (Dolby Atmos e 360 Reality Audio), eles não apresentam um bom desempenho ao escutar músicas em fones de ouvido que foram convertidas do estéreo (2 canais) para o multicanal virtual. Desta forma, o maior diferencial entre os planos se resume às músicas em FLAC com maior resolução.

Lentamente o Tidal está substituindo as músicas no formato MQA para o FLAC.
Lentamente o Tidal está substituindo as músicas no formato MQA para o FLAC.

Entretanto, como já falei neste artigo, o mais importante é a maneira como as músicas foram gravadas, mixadas e masterizadas. Estes três pontos são consideravelmente mais importantes que o formato do arquivo de áudio e sua resolução.

É importante lembrar que com a chegada do FLAC com maior resolução, chamado de "FLAC Hi-Res", o aplicativo do Tidal irá escolher o FLAC ao invés do MQA se o arquivo de origem estiver disponível em disponível em FLAC.

Conclusão

O plano do Tidal mais vantajoso atualmente é o "Hi-Fi", caso você não ligue para dar suporte financeiro aos artistas presentes na plataforma de streaming, já que a forma como os músicos são pagos é diferente ao assinar o plano "Hi-Fi Plus".