Zuckerberg garante em tribunal que tecnologia de realidade virtual do Facebook não foi roubada

Presidente-executivo do Facebook é testemunha em processo em que a Oculus é acusada de roubar tecnologia de empresa rival.

Por | @oficinadanet Redes sociais

O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, afirmou em seu depoimento em um tribunal de Dallas, nos Estados Unidos, nesta terça-feira, 17 de janeiro, que a tecnologia de realidade virtual da Oculus, empresa adquirida pela rede social, não foi roubada. A acusação é feita pela empresa ZeniMax Media, que desde 2014 move um processo contra o Facebook.

Segundo a empresa, a Oculus, adquirida pela rede social em 2014 por US$ 2 bilhões, conseguiu acesso ilegal à propriedade intelectual da ZeniMax enquanto estava desenvolvendo o sistema de realidade virtual que inclui os óculos Rift.

Zuckerberg garante em tribunal que tecnologia de realidade virtual do Facebook não foi roubada
Mark Zuckerberg em conferência no mesmo dia em que prestou depoimento (Imagem: Divulgação/Stephen Lam/Reuters

Zuckerberg negou as acusações diante de um tribunal lotado. “Os produtos Oculus são baseados em tecnologia da Oculus”, afirmou o fundador do Facebook. Ele também descreveu os investimentos do Facebook em realidade virtual. Conforme Zuckerberg, a compra da Oculus não incluiu apenas o preço de US$ 2 bilhões, mas também US$ 700 milhões para manter funcionários e US$ 300 milhões em pagamentos de bônus pelo cumprimento de metas.

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Ainda conforme o presidente do Facebook, o acordo com a Oculus foi fechado em um fim de semana de 2014. Na época ele não estava ciente das acusações contra a Oculus. “É muito comum quando você anuncia um grande acordo que pessoas simplesmente apareçam afirmando que detêm parte do negócio”, disse ele.

O processo judicial está em seu sexto dia de julgamento. Em parte ele refere-se ao programador John Carmack. Ele trabalhou para a id Software, antes de a companhia ser comprada pela ZeniMax. Atualmente, Carmack é o vice-presidente de tecnologia da Oculus.

Zuckerberg disse que Carmack não utilizou códigos de programação de seu emprego anterior para ajudar a Oculus. “Não há código compartilhado no que fazemos”, garantiu o CEO.

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