Cada notícia falsa rende multa de R$ 1,7 milhão ao Facebook

O ministro da Justiça Heiko Maas está a frente do projeto, que pretende instituir novas leis para aprimorar o trato com sites como o Facebook, Twitter e YouTube no combate ao discurso de ódio.

Por | @oficinadanet Redes sociais

A propagação de notícias faltas é bastante comum nas redes sociais, e no Facebook não poderia ser diferente. A grande questão é que Mark Zuckerberg parece ter demorado bastante tempo para arcar com a responsabilidade do problema. A rede social anunciou uma série de medidas para amenizar a questão, porém, ao que tudo indica, não é o suficiente. O governo alemão, inclusive, disse que está preparando o próprio pacote de medidas, o que pode acarretar em danos financeiros para a empresa.

O ministro da Justiça Heiko Maas está a frente do projeto, que pretende instituir novas leis para aprimorar o trato com sites como o Facebook, Twitter e YouTube no combate ao discurso de ódio, isso implica também em notícias falsas. Eles, inclusive, estão analisando a possibilidade de serem aplicadas multas individuais no valor de 500 mil euros, o equivalente a R$ 1,7 milhão por cada post denunciado.

Cada notícia falsa rende multa de R$ 1,7 milhão ao Facebook

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Vale mencionar que a Alemanha possui uma das legislações mais rígidas sobre discurso de ódio no mundo, com penalidade de prisão para que negar o Holocausto, por exemplo.

O governo não pretende fazer com que todas as empresas escaneem todo o conteúdo publicado por seus usuários, mas sim, que levem a serio as denúncias.

“Já estamos estudando em detalhe como podemos tornar os provedores de plataformas online criminalmente responsáveis por conteúdo não deletado que fira a lei alemã”, disse o ministro ao The Observer. “Claro, se outras medidas não funcionam, temos que pensar em multas. Isso seria um forte incentivo para [uma] ação rápida.”

“Companhias que ganham dinheiro com suas redes sociais têm obrigações sociais — não pode ser do interesse de nenhuma empresa que sua plataforma seja usada para cometer crimes”, completou o ministro.

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