Publicidade automática consome 40% dos dados móveis, aponta SindiTelebrasil

Anúncios que são exibidos nos aplicativos sem a solicitação dos usuários levam uma boa fatia da internet móvel.

Comentários Débora Pricila Silveira   -

A publicidade automática, ou seja, aqueles anúncios que são exibidos nos aplicativos sem a sua solicitação, é responsável pelo consumo de 40% dos dados móveis do seu celular. A informação é do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil).

O acesso à internet por meio de dispositivos móveis tem crescido a cada ano no Brasil. Conforme dados da IstoÉ, de 2013 a 2015 houve um aumento de 26% no número de usuários, isto na faixa etária de 16 a 24 anos, que é a que mais consome este tipo de serviço.

Publicidade automática consome boa parcela da internet móvel (Imagem: Reprodução Internet)
Publicidade automática consome boa parcela da internet móvel (Imagem: Reprodução Internet)

Para o presidente-executivo da Federação Brasileira de Telecomunicações (Febratel), Eduardo Levy, é importante que o consumidor saiba que todo anúncio que ele recebe, mesmo que seja sem solicitar, está consumindo os dados móveis do aparelho. Ele diz que o usuário deve ficar atento a isso, pois apesar de ele não ter solicitado, está pagando por aquilo. Levy lembra que para quem deseja evitar este tipo de gasto, existem os bloqueadores de anúncios disponíveis para celulares.

Para o presidente-executivo, deveria haver uma espécie de acordo para melhorar esse serviço para a população, como a diminuição ou bloqueio dos anúncios. Conforme ele, órgãos reguladores estão cientes da quantidade de dados consumidos pela publicidade automática.

Mas, o usuário brasileiro de internet móvel não perde apenas com os 40% da publicidade não solicitada. De acordo com a IstoÉ, do valor total gasto com os serviços para o celular, cerca de 50% são impostos, taxas e contribuições. Levy usa como exemplo o estado de Rondônia, onde o consumidor paga 40,65% de tributos sobre telecomunicações. Se o cliente compra, por exemplo, R$ 10 em créditos, R$ 4,07 são tributos. Se ele usa a internet, do valor restante (R$ 5,93), R$ 2,37 é gasto com publicidade, sobrando R$ 3,56 para usar com serviços. Vale ressaltar que a carga de tributos varia conforme o valor do ICMS de cada estado.

O SindiTelebrasil apresentou nesta quarta-feira, dia 16, o estudo “Desempenho Comparado de Preços de Celular”, feito pela consultoria Teleco em 18 países que concentram 55% da população mundial. Estes países representam alto grau de relevância para o mercado de telecomunicações.

De acordo com o estudo, o Brasil é o país com a mais alta carga tributária entre os países pesquisados. Cerca de 43% da receita líquida das empresas na prestação de serviços de voz do celular é gasto com impostos. Enquanto isso, na Argentina, segundo colocado, o valor cai quase pela metade. Lá, as empresas repassam para o governo 26% da sua receita.

Ainda assim, o uso dos serviços é crescente no País. Em setembro deste ano foram registradas mais de 251 milhões de linhas de telefones móveis em operação, conforme dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Preços

Ainda que a carga tributária no Brasil seja uma das mais altas e o cenário econômico não ande no seu melhor momento, os preços dos serviços brasileiros, segundo o SindiTelebrasil, continuam acessíveis à população e permanecem entre os mais baratos do mundo. Dos países pesquisados, o minuto da ligação de celular no Brasil é o quinto mais barato, ao custo de US$ 0,066. Sem os tributos, o preço do minuto sairia por US$ 0,046.

Em relação ao preço da internet, conforme o estudo, a banda larga móvel pré-paga no Brasil custa US$ 7,4 com tributos. Se não houvesse tributos o valor cairia para US$ 5,1. O Preço praticado por aqui é o sétimo mais barato entre os países estudados. Na banda larga móvel pós-paga, o valor pago é de US$ 5,3 com tributos. Se fosse sem impostos, cairia para US$ 5,8. Para realizar o estudo foi levada em consideração uma cesta de banda larga pré-paga com consumo de pelo menos 500 megabites.

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Fonte: IstoÉ, Agência Brasil.

 
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