Intel lança supercomputador que imita cérebro humano

O Pohoiki Beach é um sistema formado por 64 chips de pesquisa Loihi. Este, por sua vez, é inspirado em cérebros biológicos. Apesar de ter a capacidade de 8 milhões de neurônios, essa tecnologia já representa um grande avanço.

Por Tecnologia Pular para comentários
Intel lança supercomputador que imita cérebro humano

A Intel anunciou na última segunda-feira (15) um novo supercomputador que imita o cérebro humano (mesmo que em menor escala): o Pohoiki Beach. Segundo uma publicação oficial no site da empresa, essa tecnologia tem a capacidade de processar informações de 8 milhões de neurônios. 

Ainda de acordo com a Intel, esse sistema é composto por 64 chips de pesquisa Loihi, que por sua vez são inspirados em cérebros biológicos. Com isso, usuários conseguem processar informações até mil vezes mais rápido e de forma 10 mil vezes mais eficiente do que CPUS para aplicativos especializados. 

Isso representa um grande avanço para tecnologias futuras. A Intel alega que, com a introdução do Pohoiki Beach, pesquisadores podem escalonar eficientemente algoritmos inspirados em redes neurais. Isso significa que trabalhar com dados escassos, SLAM (Simultaneous Localization and Maping, ou localização e mapeamento simultâneos, na tradução literal) entre outros recursos ficará mais fácil.

 

O Pohoiki Beach é formado por 64 chips Loihi.
O Pohoiki Beach é formado por 64 chips Loihi.

"Estamos impressionados com os resultados demonstrados pelo Loihi até agora. O Pohoiki Beach estará disponível para mais de 60 parceiros do ecossistema, que usarão essa tecnologia especializada para resolver questões complexas e intensas de computação", disse Rich Uhlig, diretor administrativo da Intel Labs. 

Um desses parceiros elogiou o trabalho desenvolvido pela Intel. Segundo o Professor Chris Eliasmith da Universidade de Waterloo, "com o chip Loihi fomos capazes de reduzir o consumo de energia em 109 vezes quando comparado com um GPU normal, isso rodando um benchmark de deep learning em tempo real. Pudemos também reduzir em cinco vezes o consumo de processamento quando comparado às atuais inferências de hardware em Internet das Coisas".

Por fim, a Intel diz que o objetivo é aumentar a arquitetura da tecnologia para 100 milhões de neurônios ainda em 2019.

Fonte: Intel

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