Review Moto G7 Plus e Moto G7 Power: O que diferem e qual você deve escolher

Analisamos em simultâneo dois Moto G da sétima geração. O G7 Power com características para quem precisa de bateria, e o G7 Plus para quem precisa de desempenho. Confira o nosso review, também em vídeo.

Por | @nmuller99 Reviews de smartphones Pular para comentários

Esse aqui é o primeiro review 2 em 1 que trazemos ao canal. Sim, a ideia aqui é mudar um pouco o formato de conteúdos que apresentamos, fazer algo diferente dos demais canais que vocês já assistem, trazer outra perspectiva sobre os produtos analisados.

No review, vamos comparar os dois Moto G7 que recebemos para testes, mostrar a diferença em questão de hardware, e similaridade no software e design. Por este motivo que pensamos em um único review, para evitar duplicidade de conteúdo, mas vamos lá.

Os dois telefones foram lançados em conjunto com mais dois modelos de Moto G7, eles foram designados para ser a nova versão do aparelho mais vendido pela Motorola, será que a diferença entre a sexta geração é tão grande a ponto de você precisar trocar de smartphone? De cara eu digo que não, mas ao longo do conteúdo eu explico.

Moto G7 Power e Moto G7 PlusMoto G7 Power e Moto G7 Plus

O Moto G7 Power - ficha técnica veio para completar uma lacuna de pessoas que necessitam por mais tempo de bateria, por isso que ele carrega 5000 mAh, contra apenas 3000 mAh do G7 Plus. Sinceramente, quem sou eu para julgar o modo de comercialização da Motorola, mas na minha opinião o G7 Power sequer existiria. É um smartphone inferior ao G7 normal. Esses 5000 mAh cairiam muito bem no G7 Plus, trazendo algum diferencial para o telefone que não teve inovação em relação a sexta geração.

O Plus ficaria um pouco mais espesso e pesado é bem verdade, afinal, na tecnologia de hoje colocar mais bateria implica em precisar de mais espaço interno, porém, diminuiria a protuberância da câmera traseira.

Assista o review em vídeo: 

Hardware e performance

Em termos de performance, podemos destacar que no Moto G7 Plus - ficha técnica temos 4GB de memória RAM, contra 3GB no Power. O armazenamento também difere, 32GB para o Power, o que na atualidade considero o mínimo que você deve comprar. No Plus temos 64GB, suficiente para a maioria das pessoas. Se ainda não for, há slot para cartões microSD com capacidade de até 256GB, que não é híbrido em nenhum deles. Você pode usar dois cartões de operadora mais o microSD para armazenamento extra ao mesmo tempo.

Preço de lançamento R$ 1.899,00 R$ 1.399,00
Menor preço histórico R$ 1.157,95 R$ 879,20
Processador Qualcomm Snapdragon 636 Qualcomm Snapdragon 632
GPU Adreno 512 Adreno 506
Memória RAM 4 GB 3 GB
Armazenamento Interno 64 GB 32 GB
Armazenamento Extra 256 GB 256 GB
Câmera Frontal 12 MP 8 MP
Câmera Frontal - Abertura F/2.0 F/2.2
Câmera Traseira 16 MP e 5 MP 12MP
Câmera Traseira - Abertura F/2.2 e F/1.7 F/2.0
Display - Tamanho 6,24 6,2"
Display - Tecnologia IPS IPS
Display - Resolução 2270 x 1080 1520 x 720
Sistema operacional Android 9 Pie Android 9 Pie
Bateria 3000 mAh 5000 mAh
Peso 174 g 193 g
Câmera - HDR
Câmera - estabilização ótica
3G
4G
Bluetooth
GPS
Wi-Fi
DLNA
Rádio FM
Acelerômetro
Bússola
Flash
Giroscópio
Sensor de proximidade
Vibração
Viva Voz
Sensor de impressão digital

O processador do G7 Plus é um Snapdragon 636, contra um Snapdragon 632 do G7 Power. E tem diferença entre eles? Apesar do clock dos dois ser 1.8GHz, octa-core, eles diferem sim. A começar pelas velocidades de 4G, no 636 temos 600-150Mbps de download e upload enquanto no 632 as velocidades são de 300-150Mbps. Em WiFi ambos tem tecnologia para funcionar em redes 2.4 e 5GHz, atingem pico de 433Mbps no 636 e 364Mbps no 632.

Veja também os nossos testes de jogos nos aparelhos: 

Em termos de velocidades de redes você já pode perceber que o 636 é levemente melhor. Além disso, podemos destacar que o 636 tem capacidade de carregamento Quick Charge 4 da Qualcomm, o 632 apenas a 3. Além das memórias, o 636 temos capacidade de trabalhar com memórias DDR4, no 632 a DDR3.

Em resumo, além de proporcionar maior velocidade em redes móveis, o processador 636 leva uma pequena vantagem também na leitura e escrita de memória RAM. Mas será que isso resulta em um melhor desempenho? Testamos os dois aparelhos em benchmarks e os resultados são esses:

Desempenho Moto G7 Power:

 

Desempenho Moto G7 Plus: 

Pode ver que no AnTuTu benchmark, o G7 Plus venceu em quase tudo. Perdeu apenas na leitura de memória ROM.

Câmeras

Bem, sabendo que o processador do G7 Plus é levemente mais rápido que o do G7 Power e dos demais aparelhos da linha G7, que usam 632, podemos afirmar que faz sentido o melhor processador estar no melhor aparelho da linha, porém, concorrentes próximos ao G7, como até mesmo o Zenfone Max Pro M1, conta com mesmo processador e ainda com os 5000 mAh.

Além de performance e desempenho, um dos pontos que as pessoas mais me perguntam é: esse celular tem câmeras boas? Se você acompanha aqui o Oficina da Net, tanto no canal do Youtube ou no site, pode ver que todos smartphones que passam pela redação tem um teste de câmeras feito. Nele, nós usamos o smartphone como um usuário usaria, testamos a velocidade do foco, a qualidade de imagem, o trabalho da câmera para se adaptar em diferentes iluminações, além é claro das fotos. Geralmente o processo mais complexo é fotografia noturna, ou em locais com baixa luz. Nesses ambientes é que podemos ver uma câmera se sobressaindo a outra.

Veja também os testes de câmeras completo nos aparelhos: 

No caso dos dois Moto G7, é natural que o Plus tenha fotos melhores, afinal ele conta com sensor duplo na traseira de 16 + 5MP, enquanto o G7 Power apenas um de 12MP. Não que o tamanho da foto seja o principal influenciador na qualidade dela, ele ajuda, mas o que também ajuda é a abertura do diafragma. No G7 Plus temos o sensor de 16MP com abertura f/1.7, enquanto no Power o sensor de 12MP tem abertura f/2.0. Nesse caso, a grosso modo, o valor quanto menor, melhor. Essa abertura maior do Plus permite que mais luz entre no sensor da câmera na hora de capturar. Entenda, foto é luz, é a capacidade que a câmera tem de capturar o momento com a luz que foi sugerida. Levando em conta que o software de manipulação da câmera é o mesmo para os dois modelos, então, basicamente o aparelho que tem capacidade de capturar mais luz, ainda com mais megapixels, tornou o G7 Plus o telefone com melhor câmera, e você pode perceber isso nas fotos que fizemos com ele.

Galerias de fotos do Moto G7 Plus: 

 

Galeria de fotos do Moto G7 Power: 

 

Bateria

Em termos de bateria, bem, aí o Power foi designado para isso. Ele tem capacidade de 5000 mAh, segundo a fabricante, esse valor é suficiente para que você possa passar 55 horas longe das tomadas. Além disso, o carregamento rápido permite cerca de 8 horas de bateria em 15 minutos. Mas há um porém aí que me deixou encabulado. O Power, que tem mais bateria, vem com carregador de 18W. Apesar de já ser um Turbo Charger, ele é mais lento que o carregador do G7 Plus, com 27W. Mas amigos, eu não deixaria vocês sem uma explicação lógica do motivo do G7 Power vir com carregador, mais fraco, digamos assim. O Snapdragon 632 do G7 Power utiliza tecnologia QuickCharge 3.0 da Qualcomm, enquanto o 636, usa a QuickCharge 4.0. Em poucas palavras, a Qualcomm promete que com essa tecnologia 4.0, você carregue 20% mais rápido o smartphone. Esse é o motivo plausível para a Motorola enviar um carregador bastante potente no G7 Plus e não no G7 Power.

O G7 Plus carrega muito rápido, ele leva menos de 1 hora para completar a carga. Isso graças ao carregador de 27W que vem com um cabo controverso. Ele é no formato USB-C - USB-C. Esse formato de cabo até hoje não havia passado aqui pela redação, seria ideal você não perder o carregador, caso contrário o cabo seria inútil na grande maioria dos carregadores existentes.

 

Design

Passando agora mais para a parte de design dos aparelhos, podemos ver diferenças na tela. Ano passado a Motorola não se dobrou ao notch, pelo menos não nos Moto G. A pergunta é: Será que o projeto de notch e tela não ficaram prontos a tempo de lançar o aparelho, e ficou pronto depois para um Motorola One? Depois do One, review aqui nos cards, a fabricante passou a utilizar esse formato de tela para os novos smartphones, seguindo a tendência 2018.

Moto G7 Plus e Moto G7 Power telasMoto G7 Plus e Moto G7 Power telas

A Motorola montou para os Moto G7 três “moldes” de tela. Os aparelhos mais baratos ficaram com o notch em formato padrão, sendo o G7 Play com notch maior, enquanto nos mais caros, o notch é em formato gota. E não é só design que difere, as telas com notch HD+, enquanto as em formato gota são FULLHD+. Portanto a tela é um diferencial de vendas, além de ter mais resolução, ser maior em 0,04 polegadas, ela por ter notch menor, entrega mais tela. Esse entregar mais tela é o intuito do notch. Em termos de qualidade, podemos notar mais contraste no G7 Plus.

Moto G7 Plus

Voltando ao design, a característica linha da Motorola se manteve muito presente nos Moto G7. O Motorola One foi um aparelho que a identidade da fabricante não se fez tão presente, mas a nova linha G seguiu os padrões, o que me agrada. No momento em que a fabricante faz algo que os consumidores gostam, não vejo motivos para mudar. Apesar do design ser subjetivo, muitas pessoas não gostam do estilo dos telefones da Motorola, e gosto é gosto. Eu sinceramente acho que eles melhoraram bastante, principalmente depois de adotar um estilo mais premium, empregando vidro nas carcaças dos aparelhos. Um item que me incomoda é a protuberância traseira do conjunto de câmeras. No G7 Power ela é menos evidente por causa da bateria que tornou o aparelho mais espesso.

Há ainda diferença de posição do cabo P2, no G7 Power ele fica localizado na parte de cima do telefone, enquanto no G7 Plus na parte de baixo, junto com o cabo USB do tipo C. Certamente juntar todas as saídas de cabos no mesmo lado é benéfico, principalmente quando você precisa utilizar ambos ao mesmo tempo. Se você reparou, o G7 Power não tem saída de áudio na parte de baixo do telefone, e o motivo é por que não tem mesmo. No G7 Plus o áudio é estéreo, com saídas em baixo e no fone de chamadas, enquanto no Power apenas no fone de chamadas.

Os slots de cartão também mudam, no G7 Plus ele fica localizado na parte de cima, enquanto no Power, na lateral esquerda. O legal é que nos dois aparelhos os slots não são híbridos, ou seja, você pode usar dois chips de operadora mais o cartão microSD para armazenamento extra.

 

Software

Ah, não esquecendo do software. Ele roda Android Pie, com pouquíssimas modificações feitas por parte da Motorola. Podemos dizer que o recurso de gestos, já tradicional nos aparelhos da fabricante, é o principal extra do sistema. Todos as configurações de gestos podem ser ativadas pelo app MOTO. O software de câmera também é criado pela Motorola. De resto, o sistema é bastante fluido e não apresentou travamentos durante o uso cotidiano.

 

Veredicto

Eu pergunto para você amigo leitor/espectador: Teve o G7 Plus algo que pudéssemos chamar de inovador em relação ao G6 Plus? A resposta é NÃO.

G7 PlusG7 Plus

Então, o que mudou ou melhorou da versão 6? A Motorola fez o que todas fabricantes estão a fazer, melhorar o que já existe, sem inovar. As câmeras foram levemente melhoradas, principalmente a frontal. O aparelho tem performance pouco melhor que seu antecessor, ganhou o notch, que ano passado parecia ser desprezado pela Motorola, mas que no fim o que percebe-se foi apenas questão de tempo para enquadrar o projeto. Certamente a Motorola não estava pronta para lançar smartphones com notch na época de lançamento do G6. O som também passou a ser estéreo, o que é legal para quem consome conteúdo direto pelo celular.

G7 PowerG7 Power

Mas de fato a Motorola apenas virou o ano com o Moto G7 Plus, e sinceramente, na minha opinião o G7 Plus deveria ter os 5000 mAh, fazer esse Plus valer a pena comprar. Seria ótimo um aparelho custando um pouco mais que os outros da linha, afinal ele é melhor, com mais bateria. Como já me disseram, não sou eu quem planeja os smartphones lá, então, fica aí só a minha dica para o G8 Plus Motorola. Esqueçam o Power e invistam no G8 Plus como carro chefe dessa linha G.

Enquanto a minha dica não ressoa pelo QG da Motorola, vamos nós seguindo o rumo em busca de smartphones que façam a diferença, quem sabe nos próximos anos possamos ter um intermediário premium da Motorola fazendo tanto sucesso quanto o Moto G1 fez, ein?

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