Esse aqui é o melhor celular até R$ 1500 reais e eu vou te provar. Ele tem várias funcionalidades que os novos celulares da Motorola perderam, tem tela que bate o concorrente da Samsung, 256GB de armazenamento, bateria dura o dia inteiro, e melhor, o preço despencou muito.

Quando alguém me pergunta: Nicolas, qual celular eu compro, tenho R$ 1500 para gastar? Minha resposta é apenas uma: Moto G86.

Eu testo celular há mais de 10 anos, e quando testei a primeira vez o Moto G86, a minha resposta para o review foi a seguinte: Só vale a pena quando baixar de 2000 reais. Hoje é possível encontrar ele em oferta até por menos de R$ 1300, com preço geralmente na casa de 1400 a 1600 reais, e por tudo que ele oferece, não existe atualmente smartphone igual.

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Construção melhor que os novos

Moto G86 molhado, com proteção IP69

Isso aqui é o que segurou minha recomendação desde o começo. O Moto G86 tem certificação militar de resistência a temperatura e pressão, além de IP68 e IP69. Essa última garante proteção até contra jato de água de alta pressão, não só submersão. Pra efeito de comparação, os novos Moto G67, G77 não têm essas certificações contra água, apenas IP64, que garante proteção contra respingos.

A tela dele é reforçada com Gorilla Glass 7i, que garante mais resistência contra arranhões. Na prática, isso significa um celular que aguenta o tranco do dia a dia sem exigir capinha e película como questão de sobrevivência. Ah, ele ainda tem a gaveta pra cartão de memória de até 1 TB e suporte a eSIM.

Tela de 2026

Tela do Moto G86

As telas começaram a melhorar ano passado, essa do Moto G86 se fosse em um celular novo, a gente diria que é uma ótima tela, mas adicionada a um celular do ano passado, é pensar a frente do tempo. Tecnologia P-OLED de 6.67 polegadas, 120 Hz, e brilho de 4.500 nits. A resolução ótima de 1.5K. O resultado é uma tela nítida o suficiente pra rivalizar com celular topo de linha, não só com outro intermediário. Pra quem vai usar o celular na rua, sol forte, esse brilho de 4.500 nits faz diferença real, não é número decorativo.

Um concorrente direto de preço é o Galaxy A36, onde a Samsung é mestre em telas, pelo menos era, atualmente ela estagnou na resolução FULLHD e pico de brilho que não chega aos concorrentes. Então para mim, um celular que tem resolução e brilho maior, certamente entrega qualidade melhor.

Câmeras que me surpreenderam desde o início

O conjunto de câmeras é simples: 50 MP na principal, ultrawide de 8 MP e frontal de 32 MP. Ele não é o melhor celular pra fotos de 2026, mas, sendo repetitivo, pelo preço que você paga, é um dos melhores, senão o melhor, pra fotografar por R$ 1.500.

Imagem da galeria
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Na foto da fachada, o resultado tem bastante detalhe, céu azul saturado e as cores da casa saíram corretas, com uma nitidez levemente acima do necessário. Já a foto do carro reproduziu bem o azul da lataria, sem exagerar na saturação. Na selfie contra a luz, cenário difícil pra qualquer celular, o Moto G86 conseguiu iluminar meu rosto em vez de deixar escuro, com boa nitidez de pele, ainda que as selfies em geral saiam com um tom mais quente.

Comparando a ultrawide com a principal, tem uma leve diferença de cor, natural quando você compara um sensor de 50 MP com um de 8 MP. Isso já era um problema no ano passado e, como o hardware é o mesmo, continua neste ano, curiosamente só nas fotos externas, porque em ambiente interno essa diferença não apareceu.

À noite, o celular sofre um pouco mais pra segurar ruído e trazer detalhe, mas ainda entrega bons resultados. A dica, válida pra qualquer celular: posicione uma luz iluminando o rosto ou o objeto, e use sempre o modo noturno na câmera principal, ele demora um pouco mais, mas capta bem mais luz.

Em vídeo, testei ele ao lado do Edge 70 Fusion, celular de categoria acima, os dois gravando em 4K a 30 quadros com a câmera principal. O Moto G86 iluminou melhor as áreas escuras, ajudando o HDR a trabalhar melhor, e em alguns momentos até pareceu ter estabilidade levemente superior, o que, confesso, me surpreendeu.

Bateria: o ponto forte ficou ainda melhor

Moto G86 em teste de bateria

Com 5.200 mAh, o Moto G86 já tinha sobrado 22% depois de 8 horas de uso pesado no teste original. Bateu o Galaxy A56, que ficou com 17%. Agora, retestando com o celular atualizado no Stackball por 2 horas, o gasto de bateria caiu de 25% pra 20% em relação ao teste de 2025. Ou seja, a autonomia não regrediu: melhorou. E o carregador de 33W que vem na caixa enche o celular em 1h08min.

Performance: o que mudou (e o que não mudou) em jogos

Esse era o capítulo que eu mais queria revisitar, já que o Moto G86 tinha decepcionado em jogos pesados no lançamento. Retestando em 2026, o resultado é misto.

Hardware do Moto G86

Piorou em CarX Street, que caiu de 31 para 27 FPS no médio (19 FPS no máximo), e em Wuthering Waves, de 32 para 28 FPS, ambos perdendo o selo "Roda". Por outro lado, melhorou bastante em Minecraft, que foi de 65 para 74 FPS e virou o celular mais barato a conquistar o selo "Roda Competitivo" no game, e em Tower of Fantasy, que saltou de 30 para 58 FPS depois de corrigirem um bug de framerate. Asphalt, COD Mobile, Delta Force, Wild Rift e PUBG Mobile ficaram estáveis, com destaque pro COD Mobile rodando 89 FPS e 99% de estabilidade.

No ranking geral de performance, o Moto G86 ocupa hoje a 18ª posição, à frente do Galaxy A56 e do Edge 60, dois celulares mais caros. E no ranking de custo benefício, que é o que importa pra essa conversa, ele marca 30.4 pontos, empatando com o POCO F7 e batendo o POCO X6 Pro.

Ao meu ver, pra Genshin ou Wuthering no máximo, ele não é a melhor escolha. Mas pro resto, incluindo Minecraft pesado, entrega mais do que qualquer coisa nessa faixa de preço.

Os concorrentes que ficam pelo caminho

Comecei falando dos lançamentos recentes da Motorola, e chegou a hora de provar o que eu disse.

O Moto G67, lançado esse ano como sucessor mais barato, perde pro G86 em praticamente tudo que importa: processador mais fraco, o Dimensity 6300 contra o Dimensity 7300; metade da memória RAM, 4 GB contra os 8 GB do G86; e uma certificação de resistência que regrediu, IP64 aquela proteção que não pode deixar submergir.

Já o Galaxy A36 é outra história, mas o resultado é o mesmo. Confesso que ele é um adversário mais justo: tela boa, construção em vidro, seis anos de atualização, mais que o dobro do que a Motorola promete pro G86. Só que a versão mais barata dele vem com apenas 128 GB de armazenamento e custa em torno de R$ 1.400. Ou seja, quase o mesmo preço do Moto G86 na versão de 256 GB, 2x mais espaço. Fora que o carregador que vem na caixa do A36 é de só 15W, levando mais de 2 horas pra encher a bateria, contra 1h do G86. Se os dois saem pelo mesmo preço, ganha quem entrega mais. E aqui, é a Motorola.

Vale a pena por R$ 1.500?

  • R$ 1.461,16 Motorola Moto G86 5g - 256gb Ver oferta
  • R$ 1.592,23 Motorola Moto G86 5G Tela 6.7 pOLED 256GB 8GB RAM Câmera 50MP 4K IP69 Desbloqueado Ver oferta
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Sim. E aqui não é elogio fácil: no lançamento eu critiquei o preço abertamente e recomendei os concorrentes. Mas o que mudou não foi o celular, foi o preço. Construção com certificação militar e IP68/IP69, tela OLED de 4.500 nits com resolução 1.5K, câmera que segura bem a nitidez e o HDR até contra celular de categoria acima, bateria que melhorou depois de atualizado e uma performance de jogos que, mesmo com altos e baixos, ainda coloca ele no topo do custo benefício da categoria, tudo isso por R$ 1.500, às vezes menos.

Se você tem até R$ 1.500 pra gastar em celular em 2026, o Moto G86 é a recomendação. Por isso que eu sempre repito, acompanhar a queda de preços dos produtos só faz você economizar uma boa grana, comprar smartphone no lançamento, a maioria das vezes é rasgar dinheiro.

Eu testo tudo que te mostro aqui. É assim que garanto que o que eu indico vai funcionar pra ti. Não estou aqui pra vender pras marcas: quero te ajudar a achar o melhor aparelho pelo preço mais justo. Se você curte esse tipo de conteúdo, se inscreve. Aqui você encontra honestidade de quem testa de verdade.