NASA deve enviar helicóptero para Marte em 2020

O ponto favorável é a gravidade de Marte, que é cerca de 40% menor que da Terra.

Por Marte Pular para comentários
NASA deve enviar helicóptero para Marte em 2020

Nomeado de helicóptero de Marte, o pequeno drone autônomo será enviado a Marte em 2020, ou seja, daqui apenas dois anos. O envio ocorrerá juntamente com a missão já programada para o Planeta Vermelho.

A missão com o pequeno helicóptero é considerada de risco, justamente por ser inédita. Vale mencionar que fazer um helicóptero obter sustentação em uma atmosfera tão rarefeita quanto a de Marte é um desafio grande. O ponto favorável é a gravidade de Marte, que é cerca de 40% menor que da Terra.

"A altitude recorde para um helicóptero voando aqui na Terra é de cerca de 12.000 metros. A atmosfera de Marte equivale a apenas 1% da atmosfera da Terra, de forma que, quando nosso helicóptero estiver na superfície marciana, ele já estará no equivalente a 30.000 metros de altitude da Terra," disse Mimi Aung, líder do projeto.

NASA deve enviar helicóptero para Marte em 2020.
NASA deve enviar helicóptero para Marte em 2020.

Por conta disso, o equipamento será enviado como sendo um adicional da missão, assim, não irá interferir nos demais aspectos do robô Marte 2020. Um dos principais objetivos da missão é a produção de oxigênio em Marte, visando uma futura exploração. Para completar, a missão contará ainda com um sistema de monitoramento climático mais avançado e irá usar um radar para analisar abaixo da superfície marciana.

O helicóptero de Marte começou a ser fabricado em 2013. Com isso, um helicóptero fazendo voos rasantes poderá obter um mapa detalhado em alta resolução da região, o que irá colaborar para traçar uma melhor rota.

O veículo pesa apenas 1,8 quilogramas e possui 60 centímetros de altura. Para completar, ele usa asas duplas contra-rotativas de 1,1 metro de circunferência.

No primeiro voo o helicóptero irá fazer uma breve subida vertical até 3 metros de altitude, em que ficará por 30 segundos.

"Nós não temos um piloto e a Terra estará a vários minutos-luz de distância, então não há como controlar esta missão em tempo real. Em vez disso, temos uma capacidade autônoma, que será capaz de receber e interpretar comandos e depois voar por conta própria," disse Aung.

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