Quais as diferenças entre o LG G6 e o LG G7 ThinQ?

Veja o que mudou do LG G6 e o LG G7 ThinQ. O que a LG trouxe de novo para a nova geração da família G.

Por | @nmuller99 LG G7

A LG acabou de lançar o seu novo flagship, batizado de ThinQ, por empregar inteligência artificial em seu DNA, o G7 traz um hardware de peso para competir forte no mercado dos topo de linha.

Vou chamar o LG G7 ThinQ apenas de LG G7, nesse texto e provavelmente para todos os próximos conteúdos que venha criar sobre ele.

Lembra ainda do lançamento do G6, ele foi apresentado na MWC 2017, ele foi pioneiro em trazer proporção de tela 18:9 aos smartphones. Virou tendência, tanto que, agora praticamente todos os novos lançamentos vem com essa tela.

Diferente do G6, o G7 não deu as caras no MWC 2018, pelo contrário, vazou um protótipo do aparelho no final do congresso. E esse ano, a única novidade encontrada no smartphone, foi o botão extra para chamar o Google Assistente. É um botão similar (igual) ao Bixby da Samsung. A única diferença entre eles é que o Google Assistente já funciona, enquanto a Bixby engatinha para se tornar algo útil nos próximos anos. Eu usei no S8, tentei no A8, e estou dando outra chance agora ao testar o Note 8, mas está difícil de tirar algum proveito dela (papo para outra hora).

Eu disse que o botão era a única novidade em se tratando de inovação, pois ele é o primeiro smartphone a vir com um botão exclusivo para o Google Assistente. Mas, por mais que tenhamos essa novidade, vimos já pessoas pedindo para poder personalizar a ação do botão.

Bem, e de fato o que mudou entre as gerações do LG Gx:

Design

Carregando a personalidade da LG, traz um smartphone mais estreito, com altura padrão aos demais concorrentes, 15 cm de altura. O G7 é uma clara continuação de evolução do LG V30, mas com herança de 2017, do seu antecessor.

Deixando 2017 de lado, empregando características de 2018. Notch. Sim, ele está lá, o que para mim não fez tanto sentido assim. Veja a borda inferior do telefone. Ela é tão grande quanto o notch. Ou faz a tela com notch e sem borda nenhuma, ou deixa uma delas e não usa notch. Enfim, obviamente essas conversas que estamos tendo aqui, os engenheiros devem ter passado a exaustão. O que interessa é que o notch está lá, quer as pessoas gostem ou não. Como vai ser uma prática comum em 2018, vamos nos acostumar. Veja abaixo o comparativo dos dois:

LG G6 comparado com LG G7 ThinQLG G6 comparado com LG G7 ThinQ

💡 Veja também as diferenças entre o Moto G5 e o Moto G6.

O notch para quem não sabe, é uma necessidade tecnológica. Ainda os engenheiros não conseguiram criar uma tela que pudesse absorver o sensor da câmera, alto-falante de chamadas e outros sensores que ficam presentes nessa faixa do smartphone. Então, por questões técnicas, eles criaram esse entalhe para acoplar tudo que fosse necessário. Quem sabe 2019.

Veja na imagem acima o comparativo da tela, ela ganhou mais área. Essa área maior, também aumentou a proporção de tela. Passando de 18:9 para 19,5:9. Ambas usam tecnologia IPS, um ponto negativo comparado com seu principal concorrente, o S9. A LG faz muito bem telas, vide as suas Tvs, mas no smartphone poupou nesse quesito. Mesmo assim, usando uma tecnologia considerada inferior, a qualidade das imagens é boa, tanto que a densidade de pixels, de 564ppi se manteve igual em ambos aparelhos.

O corpo dos dois é revestido em vidro e metal. Ambos contam com certificação IP68, significa que ao cair na água, o smartphone não vai parar de funcionar. Ele pode ficar submerso até 1m de fundura por 15 minutos.

Um aspecto particular que gostava mais no G6, era o posicionamento dos itens da câmera. Era tudo dentro do retângulo arredondado. Dois sensores da câmera e o flash. Agora, no G7, a LG deixou os dois sensores, mas moveu para o lado o flash e conta com um sensor infravermelho para melhorar a velocidade do foco. Sei que pode ser bobagem, mas ficaria mais clean a visão do smartphone.

Uma novidade presente no G7 é o botão exclusivo para o Google Assistente. Ele fica posicionado na face esquerda, logo abaixo dos botões de volume. O botão é o primeiro a vir com exclusividade para o assistente.

Hardware

No quesito de hardware tivemos algumas melhorias significantes. A começar pelo update de processador, passou do Snapdragon 821 para o 845, até aí era o esperado, mas a LG fez bem em melhorar o armazenamento interno. Passando de 32GB para 64GB. Hoje 32 já não são mais suficientes para usuários normais, visto que o próprio Android Oreo come uns 10 a 12GB. E por falar em memória, a RAM manteve os mesmos 4GB no G7, ok.

Preço R$ 1.935,12
Marca LG LG
Processador Qualcomm Snapdragon 821 Qualcomm Snapdragon 845
GPU Adreno 530 Adreno 630
Câmera Frontal 5 MP 8 MP
Câmera - Abertura F/1.8 F/1.6 e F/1.9
Câmera Traseira 13 MP e 13 MP (Dulpa) 16 MP e 16 MP (Dulpa)
Vídeo 4K - 30 fps 4K - 30 fps
Memória RAM 4 GB 4 GB
Display - Tamanho 5,7" 6.1
Display - Tecnologia IPS IPS
Display - Proteção Corning Gorilla Glass 3 Corning Gorilla Glass 5
Display - Resolução 2880 x 1440 3120 × 1440
Armazenamento Interno 32 GB 64 GB
Armazenamento Extra 2 TB 2 TB
Sistema operacional Android 7.0 Android 8.0 Oreo
Bateria 3230 mAh 3000 mAh
AnTuTu 141991
Peso 163 g 162 g
Câmera - HDR
Câmera - estabilização ótica
3G
4G
Bluetooth
GPS
NFC
Wi-Fi
DLNA
Rádio FM
TV Digital
Acelerômetro
Bússola
Flash
Giroscópio
Sensor de proximidade
Vibração
Viva Voz
Sensor de impressão digital
Detecção facial
Barômetro

Processador

Como já dito, o processador ganhou a versão mais atual dos top de linha da Qualcomm. O 845 tem clock em 4 núcleos de 2.8GHz e 4 núcelos de 1.77 GHz. 4 para atividades pesadas, outros 4 para tarefas que exigem menos. Ao usar esses quatro núcleos “mais fracos”, o processador economiza energia. Já o 821 contava apenas com 2 núcleos 2.4GHz e 2 1.6GHz. O tamanho dos semicondutores também já é diferente, na grande maioria dos novos processadores (2016-2017) trabalhamos com 14 nanômetros, já o 845 foi mais além, operando com 10 nanômetros. Significa que cabem mais transistores no mesmo tamanho de processador.

Em termos mais simples, o processador é mais rápido, e consegue otimizar melhor o uso de bateria.

Tela

A tela como já mencionada, foi melhorada. Agora com 6.1” em um corpo de 15,3cm de altura por 7,1cm de largura, a LG conseguiu. Tela grande é legal, telefone grande, nem tanto. Mas uma tela grande em um smartphone com tamanho tradicional é fantástico. O único problema é o conteúdo atual. Vídeos no Youtube não possuem proporção 18:9, mais encontrada nos novos smartphones, o que dirá 19,5:9.

Certamente as bordas pretas nas laterais estarão presentes para assistir algum conteúdo atual. Mesmo que você espiche o vídeo para completar a área, vai perder conteúdo na horizontal.

Câmeras

A câmera traseira do G7 foi incrementada com 3MP a mais, passando de 13 para 16MP. Ainda contando com dois sensores, uma lente objetiva de 71º com abertura f/1.6 outra grande angular de 120º com abertura f/1.9. Outra novidade em relação a câmeras é o uso de inteligência artificial para identificar objetos. O que estiver no plano de captura, será identificado. E por enquanto a câmera para por aí no uso de inteligência artificial.

LG G7 - Inteligência artificial da câmeraLG G7 - Inteligência artificial da câmera

Ela até indica alguns filtros para usar conforme o objeto, horário e mais alguns aspectos. Mas sinceramente, nunca vi alguém capturar a imagem com filtro, sempre vi as pessoas adicionando os filtros depois nos aplicativos. Mas enfim, não entendi ainda muito bem o motivo das fabricantes colocarem isso nos aplicativos das câmeras.

A LG criou um modo chamado Super Bright Camera, que segundo a própria fabricante, faz imagens até quatro vezes mais vivas do que as câmeras anteriores da marca. Bem, só poderemos saber se realmente funciona quando fizermos o review do aparelho.

Ah, o modo bokeh chegou agora no G7. Somente na câmera traseira que usa ambas as lentes para criar a foto com fundo desfocado. E, você pode criar a foto usando tanto a lente padrão ou a grande angular.

Bateria

Eis um ponto que precisamos testar para ter a certeza. A LG diminuiu de 3230 mAh para 3000 mAh. Esses 3000 é um número padronizado já pelas fabricantes. A bateria certamente terá um dia de vida em uso normal. Apesar do processador economizar mais bateria, a tela é maior, e deve consumir mais. Enfim, a bateria é um problema físico. As fabricantes não querem engordar ou criar um phablet.

Para quem já abriu um smartphone ou mesmo viu um aberto, sabe que espaço é complicado. Todos os componentes estão colados uns aos outros. O trabalho de engenharia para construir um produto assim é grande. Eles precisam pensar em ocupar bem o espaço, mas alguns componentes têm o seu lugar definido, como os sensores de câmera. Ainda existe o problema de aquecimento que precisa ser corrigido com boa dissipação de calor. Realmente é complicado.

Vale a pena migrar do LG G6 para o G7?

A minha resposta imediata é não. Primeiro, pois não sabemos ainda o preço do aparelho no Brasil. As mudanças que chegaram não foram tão drásticas. Há um ganho em desempenho, tela e câmeras. Mas mesmo assim, somente poderemos dizer se vale a pena quando o preço for divulgado. E vamos atualizar esse post assim que lançarem o produto no Brasil.

Essas foram as mudanças dos aparelhos. O que você achou da nova versão de smartphones da LG? Comente.

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