Tim vai testar interferência de sinal 5G nas TVs por assinatura de satélite

A faixa que ocupa o espectro de 3,4 GHz a 3,6 GHz, que está sendo apontada como mais uma a ser ocupada pela telefonia celular e pelo IMT (tecnologia 5G).

Por | @oficinadanet Internet

A Anatel já está preparando o lançamento do 5G no Brasil, novas faixas deverão ser usadas pela tecnologia. A INATEL (Instituto Nacional de Telecomunicações), por sua vez, apresentou recentemente um transmissor e ainda um receptor 5G que é capaz de cobrir áreas 10 vezes maiores.

A operadora TIM, que possui sinal 4G em 1.800 cidades, começa a avaliar se o sinal de celular é capaz de interferir na faixa de 3,5 GHz da antena de TV via satélite. De acordo com Silmar Palmeira, CTO da operadora, a empresa aguarda iniciar os testes a partir de outubro, para poder constatar se há interferência entre a tecnologia do celular e a tecnologia da TV aberta via satélite. A ideia é iniciar por uma cidade do interior do Rio de Janeiro.

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“A 5G vai levar um tempo para acontecer. Os primeiros releases 3GPP só estarão disponíveis em março do próximo ano. Depois, a indústria precisa de 20 meses para desenvolver os equipamentos. Ou seja, só em 2022 começará a aparecer a tecnologia de quinta geração. Mas podemos explorar melhor esse espectro já, com a 4G”, diz o CTO.

A faixa que ocupa o espectro de 3,4 GHz a 3,6 GHz, que está sendo apontada como mais uma a ser ocupada pela telefonia celular e pelo IMT (tecnologia 5G). No Brasil, a faixa já é ocupada pelas 20 milhões de antenas parabólicas (número mencionado pelo mercado, sem fonte que comprove) que costuma receber os sinais da TV aberta. Deste modo, as duas últimas tentativas da Anatel para vender esta faixa precisaram ser canceladas, sobretudo pela grande pressão dos radiofusores e também pelas empresas de satélite.

Mesmo levando em consideração o fato, a TIM pretende realizar os testes nos 200 MHz que estão disponíveis. De acordo com Tarcísio Barkaus, os estudos que estão sendo feitos pela Anatel, mostram dois sistemas que podem conviver de forma harmoniosa e segura. Deste modo, a agência está realizando uma análise de outras alternativas, incluindo a diminuição da potência de alguns transmissores.

Barkaus cita ainda que, dependendo do cenário, as operadoras de celular poderão demandar entre 70 MHz ou 400 MHz  a mais de frequência para conseguir fornecer o serviço da 5G (IMT-Advanced). A Anatel, por isso, começa a buscar por faixas mais altas, como as de 33 e 24 GHz para destiná-las à 5G.

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