Durante anos, a evolução da tecnologia foi medida pela potência das máquinas. Processadores mais rápidos, memória, telas melhores e dispositivos cada vez menores ditavam o ritmo da inovação. Mas, enquanto a atenção do mercado estava voltada para o que acontecia dentro dos computadores, uma transformação igualmente importante acontecia do lado de fora deles.

O computador continua sendo a principal ferramenta de trabalho, criação e comunicação para milhões de pessoas. O que mudou radicalmente foi a forma como interagimos com ele.

Hoje, a produtividade não depende apenas do desempenho da máquina. Ela está diretamente ligada à experiência. A maneira como digitamos, navegamos, participamos de reuniões, alternamos entre dispositivos, organizamos tarefas e até mantemos o foco passou a ter impacto direto nos resultados que alcançamos ao longo do dia.

Essa mudança acompanha uma transformação mais ampla no mundo do trabalho. O modelo híbrido consolidou uma realidade em que profissionais transitam constantemente entre casa, escritório e diferentes ambientes. Nesse contexto, a tecnologia deixou de ser apenas uma ferramenta de execução para se tornar um facilitador da experiência. Não basta funcionar. É preciso oferecer conforto, flexibilidade e adaptação às diferentes rotinas. Não por acaso, a flexibilidade passou a ser um fator estratégico para as organizações. Pesquisa da Korn Ferry mostra que 52% das empresas brasileiras afirmam que a ampliação da presença física ou a adoção do modelo totalmente presencial tem dificultado a atração de novos talentos, especialmente em áreas mais competitivas do mercado.

É por isso que periféricos e softwares ganharam uma relevância que talvez não tivessem há alguns anos. Eles passaram a ocupar uma posição estratégica na jornada digital das pessoas. Recursos de personalização permitem automatizar tarefas repetitivas, criar atalhos para atividades frequentes e adaptar ferramentas às necessidades individuais de cada usuário. O resultado é uma experiência mais fluida e eficiente, que reduz barreiras entre a intenção e a ação.

Mouse MX Vertical, sem fio e ergonômico
Mouse MX Vertical, sem fio e ergonômico

Ao mesmo tempo, cresce a percepção de que produtividade e bem-estar caminham juntos. Quanto mais tempo passamos diante das telas, maior se torna a importância da ergonomia. Estudos conduzidos pelo Ergo Lab da Logitech mostram que usuários frequentes de mouse podem percorrer até 42 quilômetros por ano apenas realizando movimentos de navegação. Mesmo usuários moderados chegam a percorrer cerca de 24 quilômetros nesse mesmo período. Esses números ajudam a ilustrar como pequenas interações repetidas milhares de vezes ao longo do dia podem impactar diretamente a experiência de uso.

Outra mudança importante é a liberdade proporcionada pela conectividade sem fio. Houve um tempo em que a ausência de cabos era vista como uma conveniência. Hoje, ela se tornou parte fundamental da experiência digital moderna. A própria evolução do mercado mostra essa transformação. O segmento migrou fortemente para soluções sem fio, impulsionado pela busca por mais mobilidade, organização e praticidade no dia a dia.

A inteligência artificial também começa a ocupar um papel cada vez mais relevante nesse cenário. Muito além dos debates sobre geração de conteúdo, ela vem sendo aplicada para simplificar tarefas, personalizar experiências e tornar a interação entre pessoas e tecnologia mais intuitiva. O objetivo não é substituir o usuário, mas reduzir atritos e permitir que ele concentre sua energia no que realmente importa.

No fim das contas, a próxima grande evolução da tecnologia não será necessariamente medida em gigahertz, capacidade de armazenamento ou velocidade de processamento. Ela será medida pela capacidade de criar experiências naturais, inteligentes e humanas. Porque o computador pode continuar o mesmo. Mas a forma como nos relacionamos com ele mudou para sempre.

Jairo Rozenblit
Jairo Rozenblit é Cluster Head da Logitech,multinacional Suíça de tecnologia que atua com periféricos, games, videoconferências e música no Brasil e no México. Com a marca desde 2012, quando entrou em território nacional, o executivo é heavy user de soluções tecnológicas e contribui ativamente para a atual liderança de mercado em periféricos.