Editoração Eletrônica - Processo Gráfico, Edição e Diagramação

Aqui veremos uma descrição de como era montado um jornal antes do aparecimento dos softwares de editoração eletrônica. Uma descrição de como era montado um jornal antes do aparecimento dos softwares de editoração eletrônica.

Por | @DanielPaulinoS Softwares

A Editoração Tradicional

Uma descrição de como era montado um jornal antes do aparecimento dos softwares de editoração eletrônica.

Processo Gráfico

Desde o momento em que as matérias, o material fotográfico e a publicidade eram confeccionados, até o momento em que a publicação saia da rotativa, ocorria uma série de modificações que transformavam o produto inicial dando-lhe uma feição mais adequada à linguagem de editoração. Essa série de transformações constituíram o processo gráfico.

Num grande jornal esse processo tinha início a partir do momento em que o jornalista terminava a sua matéria e ela passava às mãos do copy-desk. O copy-desk tinha por função (dependendo da linha editorial de cada jornal) corrigir o texto e suas imperfeições, dando-lhe uma linguagem mais jornalística. A ligação do copy-desk com a parte gráfica do jornal acontecia na medida que ele assinalava quais os trechos da matéria que deveriam entrar em negrito ou itálico.

Edição

Tendo em mãos as matérias, o material publicitário e as fotos, o editor do jornal cuidava de distribuir esse material pelas páginas. O editor tinha que ter em mente o espaço que cada página lhe proporciona para ser coberto com as partes do texto, foto e publicidade e assim determinava em primeira instância o que a página iria conter.

Diagramação

Terminado o trabalho de edição do jornal, cada página, com o material correspondente era passado para o diagramador. A tarefa do diagramador consistia em desenhar previamente a disposição de todos os elementos que integravam cada página do jornal, ordenar conforme uma orientação pré-determinada, como ficariam, depois de montados e impressos, os títulos, os textos, as fotografias, os anúncios etc, indicando o número de colunas das matérias e outras especificações complementares.

Existiam algumas etapas que o diagramador executava antes de enviar o material para a oficina. a primeira etapa, a diagramação propriamente dita, o diagramador desenhava a futura página sobre um papel de tamanho reduzido (tamanho ofício), dando idéia, com o emprego de traços e signos, de como ela ficaria depois de impressa. Esse papel tinha o nome de raf e continha o mesmo número de colunas do jornal e a indicação da página em centímetros, com algarismos a esquerda e a direita, dispostos em ordem ascendente e descendente em cada margem. O trabalho quando pronto tinha o nome de boneco ou espelho.

A seguir o diagramador iniciava o processo de confecção do diagrama. De posse do boneco da página ele passava os dados para um diagrama (o raf ampliado na medida exata em que o jornal seria impresso). Tal passagem obedecia a cálculos que convertiam o texto em centímetros, de acordo com a escolha determinada pelo diagramador. Da mesma forma as fotos e a publicidade nem sempre conservavam seu tamanho original sujeitando-se a reduções ou ampliações de acordo com o espaço que lhes tinha sido reservado na página.

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