A Black Friday 2021 acontece na última sexta-feira do mês de novembro, dia 26, e pretende agitar o comércio. Na teoria, tudo fica mais barato durante a Black Friday, mas na prática, isso nem sempre acontece. Algumas pessoas têm desconfiado dos comerciantes que costumam inflar os preços dos produtos pouco antes da "sexta-feira negra", para depois baixar e dar a entender que se trata de uma promoção queima de estoque da Black Friday.

Nesse vídeo, nós analisamos a movimentação de preços de vários smartphones e vamos te mostrar que isso realmente acontece.

Black Friday: celulares com falsas promoções

Moto G30

O Moto G30, modelo mais básico dessa família mais recente de smartphones da Motorola, chegou no Brasil em março custando R$ 1.899. Com a depreciação natural dos produtos logo após o período de lançamento, ele chegou a custar R$ 1.192 no final de setembro. O gráfico abaixo mostra que seu preço tem oscilado muito durante os últimos três meses, mas com destaque para o crescimento repentino nesses últimos dias, chegando a custar R$ 1.350 e podendo subir ainda mais.

Moto G60

O mesmo se aplica aos modelos Moto G60 e Moto G100. O Moto G60, por exemplo, teve o seu menor preço no dia 7 de outubro, quando custava R$ 1.699. Doze dias mais tarde, o preço já tinha subido mais R$ 300.

Moto G100

O gráfico do Moto G100 deixa claro uma oscilação ainda maior, mas em especial durante os últimos dias. Até o dia 14 de setembro, os preços se mantinham no mesmo padrão, com poucas variações. Hoje em dia ele já está mais próximo do preço de lançamento, quando custava R$ 3.999.

Moto Edge 20 Lite

A família Edge da Motorola também deixa evidente que as movimentações de preços estão se elevando ao passo que a Black Friday se aproxima. O Edge 20 Lite, por exemplo, sofreu uma queda considerável de preço na virada do mês de setembro para outubro. Entretanto, já voltou a subir novamente para R$ 2.700, enquanto seu preço original é apenas R$ 300 mais caro. Na Black Friday ele deve cair, mas manter-se nos mesmos valores de meses anteriores.

Moto Edge

O caso do Moto Edge é ainda mais grave, porque deixa claro que a intenção é subir para depois baixar na Black Friday. Com mais de um ano no mercado, o aparelho é ainda um dos modelos mais procurados pelo público, que geralmente, se encontra na faixa de R$ 2.400. Com o potencial de obter novos compradores em novembro, o aparelho subiu para R$ 3.300 nesse fim de outubro.

Moto Edge Plus

O mesmo acontece com o Edge Plus, porém de forma mais consistente. Entre agosto e setembro, ele podia ser encontrado nas lojas na faixa de R$ 3.600 mas subiu para R$ 4.300 no último mês.

Xiaomi POCO X3 Pro

Quando chegou ao Brasil, o POCO X3 Pro custava R$ 3.199 — um verdadeiro absurdo! Mas depois disso, os preços diminuíram bastante, o que contribuiu para sua popularização. Em agosto, por exemplo, você poderia encontrá-lo por R$ 1.500 — menos da metade do preço. Entretanto, de lá para cá, seu preço só aumentou e hoje, a oferta mais em conta gira em torno de R$ 1.720, mas existem lojas que já estão cobrando R$ 2.300.

Samsung Galaxy A02s

Com foco na categoria de entrada, o Galaxy A02s foi lançado no início do ano por R$ 1.319. No decorrer dos meses, o gráfico abaixo mostra que os preços sofreram oscilações, mas se mantiveram dentro do mesmo quadrante, com exceção do mês de outubro que chegou a atingir a maior alta, custando agora R$ 819.

Samsung Galaxy A52 4G

No caso do Galaxy A52 4G, percebemos que também aconteceram muitas oscilações nos últimos meses, mas com o preço subindo novamente neste período mais recente, que inclui as últimas semanas de outubro. Atualmente ele está custando algo próximo de R$ 2.000, a maior alta desde agosto quando custava R$ 2.050. A tendência é subir ainda mais.

Samsung Galaxy A52 5G

O mesmo acontece com o A52 5G, que teve uma alta significativa na virada do mês de agosto para setembro, aumentando o preço em mais de R$ 700. Dali para frente, notamos que o preço só tem diminuído, salvo para a última semana de outubro, quando o preço voltou a subir, para possivelmente despencar de novo na época da Black Friday.

Apple iPhone SE (2020)

Os aparelhos da Apple são os que menos sofrem depreciação no mercado brasileiro. O iPhone SE 2020 foi anunciado em abril do ano passado por R$ 3.699. De lá para cá, a oferta mais baixa detectada pelo nosso monitor de preços foi de R$ 2.151, mas isso já tem muito tempo. Nos últimos 90 dias, a menor oferta do SE 2020 foi em meados de setembro e outubro, quando chegou à R$ 2.500. Agora mais próximo da Black Friday, seu preço voltou a subir, chegando à mais de R$ 2.600.

  • Processador: Apple A13 Bionic
  • Sistema operacional: iOS 13
  • Memória RAM: 3 GB
  • Armazenamento Interno: 64 GB, 128 GB e 256 GB
  • Tela - Tipo: Retina IPS
  • Tela - Tamanho: 4.7
  • Tela - Resolução: 1334 x 750
  • Tela - Densidade: 326 ppi
  • Tela - Proteção: Ion-strengthened glass
  • Tela - Extras: Wide color gamut, 625 nits e True-tone
  • Câmera principal: 12 MP, f/1.8
  • Câmera Frontal: 7 MP, f/2.2
  • Bateria: 1821 mAh
  • Carregador: 18W
  • 5G: Não
  • NFC: Sim
  • Som: Loudspeaker
  • Apple iPhone SE (2020) - Ficha técnica completa

Apple iPhone 11

O gráfico do iPhone 11 deixa isso mais evidente. O seu preço vinha sofrendo oscilações semanais, até estabilizar em R$ 3.590 no fim de setembro. Daí para frente, o preço só subiu, chegando atualmente a R$ 4.000. Lembrando que o iPhone 11 foi lançado em 2019 por R$ 5.000. Isso significa que provavelmente seu preço vai subir ainda mais, pelo menos até chegar na Black Friday, ainda mais por conta da alta procura do aparelho em meio aos preços exorbitantes do iPhone 12 e 13.

Apple iPhone 11 Pro Max

Já o preço do iPhone 11 Pro Max fica em um sobe e desce constante. Nos últimos três meses, ele foi de R$ 8.000 para R$ 6.640, registrado em agosto como a maior baixa do aparelho. Entretanto, ele continua subindo e já se encontra em R$ 7.900. Vale lembrar que na Black Friday do ano passado, o iPhone 11 Pro Max foi oferecido em ofertas de até R$ 6.000. Possivelmente, esse pode ser o seu preço de novo em 2021, ou quem sabe um pouco mais além.