Google contará com bloqueador de publicidade

Usuários poderão optar pel pagamento de uma taxa para se livrarem das propagandas.

Por | @RafaelaPozzebon Internet

O Google confirmou recentemente que está mesmo desenvolvendo um bloqueador de publicidade para o Chrome. Vale lembrar que, atualmente, o único navegador que oferece algo semelhante é o Opera.

Na última quinta-feira (1), em um comunicado divulgado pelo Google, a empresa disse que o recurso irá entrar em funcionamento “no começo de 2018” e será capaz de bloquear até mesmo anúncios desenvolvidos com as suas ferramentas.

Google contará com bloqueador de publicidade

A intenção do Google não é bloquear tudo, mas sim, apenas propagandas que são consideradas “irritantes”. O Google, para reconhecer tais propagandas, optou por seguir diretrizes da Coalition for Better Ads, um grupo formado com vários atores que se dizem dedicados a melhorar a experiência publicitária na internet.

Assim sendo, eles desenvolveram documentos que determinam o que são anúncios bons e ruins. Os considerados bons irão permanecer visíveis no Chrome, já os outros serão banidos.

O vice-presidente sênior de publicidade e comércio do Google, Sridhar Ramaswamy, disse que a companhia optou pela iniciativa por observar uma alta no uso de ferramentas que bloqueiam todas as publicidades. Levando em consideração que isso acaba prejudicando todo o setor, já que a maioria dos sites depende das propagandas para sobreviver, a companhia tentou encontrar um meio termo.

Já os internautas que insistirem no uso de bloqueadores poderão ser impactados por outra ferramenta do Google, a Funding Choices. A plataforma, que ainda está sendo testada, permite que os sites exibam uma mensagem personalizada para tais visitantes propondo que eles desabilitem o bloqueador ou que paguem para poder ter acesso livre de publicidade.

"Acreditamos que essas mudanças vão garantir que todos os criadores de conteúdo, grandes e pequenos, possam continuar a ter uma forma sustentável de financiar seu trabalho com publicidade online", disse Ramaswamy.

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