Correios encerram e-Sedex; fretes de compras online devem ficar mais altos

O serviço, exclusivo para o comércio eletrônico, oferece preço semelhante às encomendas convencionais, porém, possui os mesmos prazos de entrega do Sedex normal.

Por | @RafaelaPozzebon Internet

Nesta quarta-feira (30), os Correios revelaram que o e-Sedex deverá ser descontinuado. A modalidade de entrega rápida era destinada ao comércio eletrônico, sendo um dos principais produtos da empresa.

Correios encerram e-Sedex; fretes de compras online devem ficar mais altos
Serviço será encerrado em razão da crise.

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O serviço, exclusivo para o comércio eletrônico, oferece preço semelhante às encomendas convencionais, porém, possui os mesmos prazos de entrega do Sedex normal. O diferencial é que ele é restrito para algumas cidades e o limite de peso dos objetos postados é de até 15 quilos.

De acordo com a Associação Brasileira de Franquias Postais (Abrapost), a modalidade responde por 30% do faturamento das lojas franqueadas.

"O que está deixando a gente assustado é que recebemos centenas de ligações de associados querendo saber o porquê de os Correios terem decidido acabar com o e-Sedex. Não sei responder", disse Chamoun Hanna Joukeh, presidente da Abrapost,. "A gente está muito preocupado com a possibilidade de o cliente ir para a concorrência".


Os Correios confirmaram através de comunicado que o fim do e-Sedex começa a entrar em vigor a partir de 1º de janeiro de 2017.

“Com a evolução do e-commerce brasileiro, todos os serviços de encomendas — PAC, Sedex, Sedex 12, Sedex 10, Sedex Hoje e Logística Reversa — passaram a ser utilizados pelos clientes para a entrega dos produtos adquiridos via web”, diz nota.
De acordo com Guilherme Campos Junior, presidente dos Correios, alegou que a decisão está relacionada com o corte de custos. "O e-Sedex tem preço de PAC e qualidade de Sedex. Isso é ter a liberdade de ser solteiro com o conforto de casado". 

A companhia enfrenta a maior crise financeira da história. No ano passado, os Correios registraram prejuízo de R$ 2,1 bilhões.

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