Em quatro anos, catálogo da Netflix diminuiu pela metade

Conforme o blog Extreamist, que cobre a área de streaming, em 2012 eram cerca de 11 mil títulos disponíveis, enquanto que em 2016 o catálogo dos EUA diminuiu para cerca de 5.300 títulos.

Por | @oficinadanet Entretenimento

Todos os dias diversas novidades chegam ao catálogo da Netflix e outras tantas saem. Aqui no Oficina da Net, acompanhamos esta movimentação por meio do nosso Especial Netflix. Se você ainda não conhece, não deixe de conferir para ficar sempre informado sobre os títulos que entram e deixam a plataforma.

Mensalmente fizemos um compilado com as principais remoções do mês do serviço de streaming e as reclamações dos leitores são constantes. A pergunta é sempre a mesma: Por que a Netflix remove filmes e séries do catálogo? Já fizemos um artigo com a resposta para esta famosa pergunta. Clique aqui para ler. Mas, resumindo, é por questões contratuais. Quando o contrato acaba e empresa não renova, eles devem ser retirados do catálogo. Contudo, uma observação dos leitores é verídica. O número de remoções está bem expressivo. Muito mais do que podíamos imaginar.

Em quatro anos, catálogo da Netflix diminuiu pela metade

Conforme o blog Extreamist, que cobre a área de streaming, a Netflix diminuiu pela metade o número de filmes e séries disponíveis em sua biblioteca, nos últimos quatro anos. O site conversou com ex-funcionários da empresa que afirmaram quem em 2012 o catálogo da gigante de streaming possuía em torno de 11 mil títulos, entre filmes e programas de TV. Atualmente, existem cerca de 5.302 produções disponíveis na biblioteca da plataforma nos Estados Unidos.

A Netflix vem diminuindo seus gastos com conteúdo de terceiros e investindo cada vez mais em produções próprias, o que explica a redução no número de produções. Ao invés de renegociar direitos de streaming repetidamente pelo conteúdo de terceiros, a empresa tem optado por dar mais foco em seus filmes e programas originais, movimentento que tem sido percebido nos últimos dois anos. O que é visto por muitos como uma aposta perigosa. Embora a plataforma tenha conseguindo bons resultados com produções como House of Cards, Orange is the New Black, Narcos, Stranger Things, entre outros, a criação de conteúdo original é bem cara e não se equipara ao volume da aquisição de terceiros.

Mesmo que tenha apresentado menos títulos, a qualidade das produções tem se mantido forte ou até superior. As produções originais são reconhecidas, sendo que alguns filmes da marca já foram indicados ao Óscar, como por exemplo os documentários "What Happened, Miss Simone?", "Winter On Fire", "Virunga" e "The Square".

Séries da Netflix também foram parar no Globo de Ouro com Wagner Moura, por seu papel em "Narcos", e, por diversas vezes com "House of Cards" e "Orange Is The New Black".

A premissa de que a empresa deve investir cada vez mais em conteúdo próprio já foi confirmada pelo CFO da marca, David Wells. Ele disse em entrevistas que o futuro da marca é 50/50, ou seja, metade conteúdo licenciado e metade original. Só em 2016 já são 600 horas de produções originais.

Por que diminuir conteúdo de terceiros?

Os motivos para a diminuição de conteúdo na Netflix, podem ser resumidos em:

1º - é caro para a marca manter os títulos de terceiros, ainda mais no momento atual, quando o serviço de streaming chegou quase ao mundo todo. É caro e trabalhoso um contrato que engloba dezenas e dezenas de países, com suas diferentes exigências e leis.

2º -  o conteúdo original, apesar do alto investimento, traz um retorno (financeiro e simbólico) para a própria marca enquanto "produtora de conteúdo".

E você, o que acha das remoções do serviço de streaming? Concorda que o catálogo deve ficar em 50/50? Conte para gente nos comentários!

Fontes: Extreamist e Exame.com

Mais sobre: Netflix2016 séries filmes
Share Tweet
Comentários
Carregar comentários
Destaquesver tudo