Review Moto Maxx

O top de linha da Motorola é o mais robusto smartphone Android do mercado atual com preço competitivo. Mas será que vale a pena adquirir um?

Por | @marciobohrer Smartphones

Dos smartphones lançados em 2014 o Moto Maxx é, seguramente, o aparelho Android mais potente do mercado. Uma aposta acertada da empresa que já tinha em sua grade um ótimo representante, o Moto X 2ª. Na época em que fiz o review do Moto X 2° geração, assumi que aquele era o melhor smartphone que já tinha passado aqui pela redação do Oficina da Net. Já o Moto Maxx tem o melhor hardware, maior bateria da categoria, tudo mais para superar não só o Moto X como qualquer outro aparelho lançado no início de 2015.

A caixa que acompanha o produto é bastante resistente e bonita e elegante (até os detalhes internos da caixa são estilizados), dentro dela os utensílios padrão, cabo USB para recarregar a bateria e fazer transferência de dados, carregador Turbo da Motorola (vamos falar mais dele depois), fones de ouvido intra auriculares de boa qualidade, além dos manuais e certificados de garantia.

Se você já manuseou um Moto X da segunda geração e posteriormente recebe um Moto Maxx nas mãos, vai notar o peso, as dimensões e os botões capacitivos que praticamente foram extintos dos smartphones. Na primeira olhada o Moto Maxx parece um telefone de 2013, com pouca tecnologia aplicada na sua confecção externa. Os botões capacitivos, por exemplo, poderiam ter dado espaço para os comandos digitais, a tampa traseira não removível possui um acabamento em nylon balístico. Eu gostei da inovação, mas o acabamento exige mais cuidados, afinal, por se tratar de um tecido, está sujeito a desfiar (existem casos documentados na internet).

A parte traseira ainda reserva espaço para a mais potente câmera que a Motorola já usou em seus aparelhos, entre dois LEDs de flash.

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Nas laterais a Motorola soube economizar muito bem seu espaço, colocando apenas dois botões externos, o de ligar e o controle de volumes. Some isso à entrada USB e à entrada para fones de ouvido e às superfícies laterais que são lisas.

Aí você me pergunta onde fica a entrada para o cartão SIM e o cartão de memória, certo? Bom. A entrada para cartão de memória é inexistente, você terá de se contentar com 64 GB de memória interna que a Motorola disponibiliza. Já o cartão SIM eu prefiro mostrar com uma imagem.

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Na parte da frente, um dos pontos altos do Moto Maxx (e olha que tem muitos pontos altos), o display OLED de 5,2 polegadas e resolução quadHD. Os ultrapassados botões capacitivos, a câmera frontal de 2.0 megapixels e o alto-falante único.

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Dimensões

No geral as medidas seguem o padrão para este tamanho de tela, são 143,5mm de altura, 73,3mm de largura e 8,3mm de espessura. O aparelho tem uma pegada grande, mas agradável. O nylon balístico reforça a resistência com o aparelho no bolso, por exemplo, mas pode se tornar liso sobre a mesa.

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O Moto Maxx está um pouco a cima do peso, fato que reforça aquela ideia de ele parecer ser mais antigo. Portanto podemos afirmar que ele não é um smartphone perfeito.

Já estamos em 2015, e a Samsung já lançou o Galaxy S6, a LG o G4, mas o Moto Maxx ainda pode ser considerado um dos melhores aparelhos para se comprar. Muito por conta do poderoso chipset Qualcomm Snapdragon 805 – quad-core Krait 450 de 2,7 GHz, aliado à GPU Adreno 420. Tanto o processador como a placa gráfica estão entre os hardwares mobile mais poderosos do planeta. Para levar informações do armazenamento interno para o processador e vice-versa, o Moto Maxx tem 3 GB de memória RAM.

Nem preciso dizer que o Moto Maxx é capaz de rodar tudo de mais pesado sa store sem esforço e com folgas. Na prática você dificilmente notará engasgos e dificuldades em alternar os aplicativos.

[SPEC]14608,13704[/SPEC]

Benchmarks

Nos testes de benchmarks o Moto Maxx comprovou que a poderosa combinação rende um desempenho bem acima da média. No Antutu por exemplo, o aparelho teve pontuação inferior apenas ao Galaxy Note 4 (dentre os aparelhos que já testamos aqui no site).

Antutu

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Vellamo

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3D Mark

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Display

Um dos pontos mais poderosos do Moto Maxx é certamente a sua tela OLED de resolução quadHD 1440 x 2560 pixels. São 5,2 polegadas para distribuir incríveis 565 pixels por polegada. Para proteger a tela, uma película de vidro Corning Gorilla Glass 3 impede que pequenos riscos e arranhões surjam no seu display.

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A luminosidade é também outro ponto acertado da Motorola, já em brilho no máximo o aparelho fica espetacular.

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Som

Apesar do bom volume dos alto-falantes externos, o Moto Maxx possui apenas uma saída de áudio, que pela posição, pode ser abafada quando se está jogando ou assistindo a um filme com o aparelho em mãos.

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Em compensação, os fones intra-auriculares, apensar de não ser de meu gosto, fornecem um som limpo e agradável. O microfone embutido também funciona perfeitamente bem.

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Armazenamento

A versão brasileira do Moto Maxx vem com 64 GB de memória interna, sem a possibilidade de inserir cartões de memória. Mas também não vejo a necessidade. Se você não for um usuário compulsivo de apps, dificilmente vai conseguir zerar a capacidade do smartphone.

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Bateria

Um dos pontos mais divulfados pela Motorola é de que a bateria do Moto Maxx poderia suportar pelo menos 40 horas de trabalho sem a necessidade de pendurar o aparelho à tomada. E mais, também anunciou o carregador turbo para recarregar a bateria em pouco tempo.

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Bom, o carregador ganhou peso também, em função da saída de 12 volts (semelhante à de um notebook). Por isso é que ele consegue render uma carga boa com pouco tempo de tomada. Uma hora na energia elétrica é suficiente para garantir mais 15 horas de "vida".

Sobre as 40 horas, a Motorola acertou mesmo. Fiquei por dois dias tranquilos com a bateria em bom estado. Claro que se exigida, ela vai descarregar mais rapidamente, ainda assim, os 3.900 mAh estão acima da média e o Moto Maxx tem o maior tempo de bateria em smartphones lançados em 2014.

Câmera

A Câmera é outro hardware em que a Motorola caprichou. Colocou um sensor de 21 megapixels em sua câmera, com abertura f 2.0. O sistema da câmera, entretanto, é igual ao do Moto X 2ª.

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Você pode alternar entre fotos com HDR, Flash, toque na tela para definir o foco e luminosidade, modos de vídeo (FullHD, Câmera lenta 720p e 4K), o tamanho do quadro (tela cheia 15,5 megapixels ou o padrão de 21 megapixels), entre outras funções.

Na prática as fotos do Moto Maxx são superiores às do Moto X, por exemplo. Embora o foco automático esteja meio perdido e você, talvez, tenha que tirar mais de uma foto para conseguir a imagem perfeita. Mesmo assim é uma melhora e tanto.

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Selfie!

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Mais uma com a câmera frontal.

É notório que os vídeos em 4K estão se popularizando com o tempo e a tecnologia está melhorando, também, para os dispositivos móveis. Nota-se que o Moto Maxx não esquenta tanto quando seus concorrentes na hora de fazer uma gravação. Todavia, não creio que seja necessário ter uma porção de vídeos em 4K quando nem no próprio aparelho você consegue visualizar tanta qualidade.

Conectividade

O Moto Maxx também tem todos os mais variados tipos de conectividades disponível como Wifi (802.11 a/b/g/n/ac dual-band), NFC, HSPA+ (3G), LTE (4G), Bluetooth 4.0 e USB 2.0.

Como em muitas coisas, o software apresentado no Moto Maxx é o mesmo do Moto X 2ª. O aparelho que nós recebemos para testar veio com Android 4.4 KitKat e o Lollipop esperando para ser instalado. A Motorola segue com a ideia de modificar ao mínimo a interface a fim de oferecer ao usuário a experiência de um Android quase puro. E eu gosto muito, apesar de gostar muito da interface utilizada pela LG.

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A Motorola usa sim de suas ferramentas para melhorar a experiência e usabilidade do usuário e nada melhor para expressar uma destas ferramentas que os apps Moto. Voz, Ações, Assist e Tela são utilidades que podem, com o perdão da redundância, ser muito úteis. O Moto Tela, por exemplo, mostra notificações sem ligar o display todo, economizando bateria.

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Além das utilidades do "Moto", você tem o Migração Motorola, Spotlight e Conect.

Quando lançado, o Moto Maxx tinha um preço alto, mas ainda dentro da média para a categoria. Hoje, o aparelho pode ser encontrado na loja oficial da Motorola por R$ 2.399. Entretanto, na Cissa Magazine o Moto Maxx sai por R$ 1899,99.

Fato é que temos em mãos um dos melhores smartphones do mercado brasileiro, com destaque para muitas coisas como a bateria potente – capaz de aguentar dois dias com muita naturalidade.

A câmera é capaz de render excelente fotos. Ele sofre um pouco em ambientes de menos luminosidade, mas isso é quase normal. O Moto Maxx tem também a deslumbrante tela qHD (2K) com iluminação incrível e definição de cores espetaculares.

Fica a ressalta quando ao design menos tecnológico, ainda que o nylon balístico seja uma inovação bem interessante.

Por se tratar de um aparelho top e com preço em conta, favorecendo muito o seu custo benefício, o Moto Maxx é uma excelente opção de compra e mesmo que este ano sejam lançados novos aparelhos - e até o rumor de um novo Moto X -, se você comprar um Moto Maxx, terá um excelente aparelho por anos.

O Moto Maxx ficou aqui na redação do Oficina da Net graças ao empréstimo da Cissa Magazine.

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[relatorio]

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