Relatório diz que liberdade na Internet continua em queda

A liberdade na internet, em 2018, registrou queda nos Estados Unidos devido à revogação das regras de neutralidade da rede pela Federal Communications Commission.

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De acordo com um novo relatório de um grupo responsável pelo monitoramento da liberdade na internet, o Freedom House, os governos estão em busca de um maior controle sobre os dados dos usuários, ao mesmo tempo em que utilizam leis nominalmente destinadas a como lidar com as notícias falsas. Este foi o oitavo ano consecutivo em que a Freedom House detectou um declínio nas liberdades online no mundo todo.

"O claro tema emergente neste relatório é o crescente reconhecimento de que a internet, antes vista como uma tecnologia libertadora, está sendo usada cada vez mais para desestruturar democracias em oposição a ditaduras desestabilizadoras", disse Mike Abramowitz, presidente da Freedom House. repórteres. "A propaganda e a desinformação estão cada vez mais envenenando a esfera digital, e autoritários e populistas estão usando a luta contra notícias falsas como pretexto para prender jornalistas proeminentes e críticos de mídia social, muitas vezes por meio de leis que criminalizam a disseminação de informações falsas."

Relatório diz que liberdade na Internet continua em queda.Relatório diz que liberdade na Internet continua em queda.

A liberdade na internet, em 2018, registrou queda nos Estados Unidos devido à revogação das regras de neutralidade da rede pela Federal Communications Commission. Outros países ainda tiveram uma pior situação. Dos 65 países analisados, 17 deles adoraram leis que restringiram a mídia online. No total, 13 cidadãos foram processados por espalhar notícias falsas. Além disso, mais países estão aceitando treinamento e tecnologia da China, o que a Freedom House observa como um modo de exportar um sistema de censura e vigilância em todo o país.

O relatório faz críticas ao Sri Lanka e a Índia, que limitam ou mesmo encerram o acesso à internet em resposta à eclosão de conflitos étnicos e religiosos. Nos dois casos tiveram registros de pessoas que foram mortas por informações falsas espalhadas na rede.

"Cortar o serviço de internet é uma resposta draconiana, particularmente em um momento em que os cidadãos precisam mais, seja para dissipar rumores, fazer check-in com entes queridos ou evitar áreas perigosas", disse Adrian Shahbaz, diretor de pesquisa de tecnologia e democracia. "Embora o conteúdo deliberadamente falsificado seja um problema genuíno, alguns governos estão usando cada vez mais 'notícias falsas' como uma pretensão de consolidar seu controle sobre a informação e suprimir a dissidência."

Fonte: The Verge

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Rafaela Pozzebom
Rafaela Pozzebom Graduada em Letras pela UFSM e especialista em Tecnologias da Informação e da Comunicação aplicadas à educação
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