Review Motospeed CK104 ABNT2 | Será que os problemas foram corrigidos?

A Motospeed veio oficialmente ao Brasil, e hoje ela lança oficialmente o CK104 com layout true ABNT2, nada de enter pequeno ou Ç em fonte diferente.

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SORTEIO MOTOSPEED CK104 ABNT2

A Motospeed já é uma marca bem famosa que ganhou bastante espaço no mercado gamer com o seu teclado mecânico CK104, que na época de seu lançamento tinha um preço extremamente baixo e trazia vários fatores de alta qualidade para época, muitas das quais raramente se encontravam até em teclados de alto nível.

Seus pontos fortes eram muitos: keycaps Double-shot, iluminação RGB por LEDs SMD, bom trabalho interno de soldas, switches Outemu que na época eram bem feitos e tinham boa qualidade e o mais importante: custava apenas R$150, preço surreal e que ainda hoje é extremamente baixo para um teclado mecânico.

Passaram-se alguns anos e a Motospeed veio oficialmente ao Brasil, e hoje, dia 03 de Março de 2020 ela lança oficialmente o CK104 com layout true ABNT2, nada de enter pequeno ou Ç em fonte diferente. Vamos ver se junto com o novo layout a marca aproveitou e melhorou outros aspectos ou se o teclado ainda apresenta os mesmos problemas que modelos mais recentes da marca tem apresentado.

Construção Externa

O design externo não mudou em nada, continua exatamente igual a primeira versão. Temos os parafusos Torx nos mesmos locais da chapa de metal superior, assim como as barras verticais em azul logo acima do numpad que sinalizam o Capslock, Scroll Lock e NumLock.

O CK104 não mudou quase nada
O CK104 não mudou quase nada

Seguindo a "trend" da parte superior, na parte inferior temos os mesmos pés de elevação e borrachas para manter o teclado no lugar, assim como o mesmo erro da primeira versão: não há borrachas na parte traseira, somente se você usar os pés de elevação - que tem 1 estágio.

Parte traseira do teclado continua idêntica
Parte traseira do teclado continua idêntica

O cabo é o mesmo de borracha também, ele tem um acabamento glossy e é maleável o suficiente para um teclado. A ponta USB é no exato mesmo formato do Cougar Vantar MX, o que significa que não é no formato padrão e sim mais larga, o que pode atrapalhar na hora de conectar outros dispositivos em portas vizinhas.

Cabo tem revestimento de borracha de ponta a ponta
Cabo tem revestimento de borracha de ponta a ponta

Junto com o design exatamente igual ao primeiro também vem as suas vantagens, como por exemplo o baixo perfil do teclado, fazendo com que ele seja relativamente baixo e mais parecido com um modelo comum de membrana. Além da baixa altura, as suas bordas laterais não são grandes, tendo apenas alguns milímetros entre as keycaps e a ponta.

Teclado é em geral bem compacto
Teclado é em geral bem compacto

A placa superior é de alumínio escovado com basicamente nenhuma textura, ela conta com bastante reflexos porém bem refratados, então nada de ficar cheio de marcas de dedo por tudo que é lugar, ponto positivo.

Em ambientes pouco iluminados há um realce de cores
Em ambientes pouco iluminados há um realce de cores

Como já devem estar cansados de ouvir, o teclado é basicamente o mesmo que vimos há 3 anos atrás por fora, e isso não é ruim, afinal este nunca foi um ponto fraco do teclado. Vamos agora seguir adiante falando sobre as suas keycaps, essas que são diferentes.

Keycaps

As keycaps foram um dos pontos de mudança para o teclado, e neste caso em ótimo sentido. A fonte extremamente gamer e "agressiva" dá lugar a algo bem mais simples e que agrada a muito mais gente, deixando o teclado um pouco mais elegante também.

Considero a nova fonte uma ótima evolução do teclado
Considero a nova fonte uma ótima evolução do teclado

Os indicativos de funções secundárias também receberam uma grande diminuição de tamanho, sendo muito mais sutís e não vejo eles como um empecilho no teclado, somente como um indicativo de uma nova função.

Elas ainda são de plástico ABS, mas o acabamento superior mais ríspido e texturizado fica bem mais confortável ao toque, ficando bem confortável ao digitar.

Acabamento texturizado deu uma suavidade maior ao toque
Acabamento texturizado deu uma suavidade maior ao toque

Infelizmente, o pino interno de suporte não é tão bem reforçado e por isso algumas keycaps já apareceram com rachaduras logo na primeira retirada de keycaps do teclado, e tenho medo que aconteça o mesmo que aconteceu com o espaço do Tecware Phantom Elite, que quebrou o pino de suporte e por causa disso os estabilizadores não funcionavam mais corretamente, sendo necessário trocar a keycap.

O revestimento interno necessita de reforço para garantir que teclas não irão simplesmente quebrar
O revestimento interno necessita de reforço para garantir que teclas não irão simplesmente quebrar

Então aqui vai mais um feedback a empresa, é necessário reforçar esse pino pois ele está claramente frágil demais, possívelmente apresentado problemas precocemente.

Construção Interna

Para abrir o teclado é primeiramente necessário remover todas as keycaps pois há vários parafusos "escondidos" por baixo delas além dos óbvios parafusos Torx que estão visíveis todo o tempo. Após remover os parafusos basta puxar a placa superior para cima, tomando cuidando com o cabo que ainda está conectado a PCB do teclado.

Foto mostrando os parafusos por baixo das keycaps
Foto mostrando os parafusos por baixo das keycaps

Agora que temos ele aberto em nossas mãos, vamos análisar e ver se houve alguma modificação na parte interna do mesmo.

Pelo que podemos ver não houveram grandes modificações na PCB, somente adaptações para que o layout ABNT2 com 107 teclas seja utilizado.

A controladora é a BYK816, a mesma encontrada em teclados como o Habit KB366L e no Cougar Vantar MX, teclado fizemos review aqui no Oficina da Net em Janeiro. Essa controladora é sem dúvidas um upgrade em comparação a BYK870 que é a controladora do teclado original. O modelo equipado no CK104 ABNT2 já tem suporte a software e a efeitos mais avançados, além de conseguir guardar perfis diretamente no teclado.

O conector USB é removível, assim como já vimos em vários outros teclados e que como sempre falo é um positivo pois facilita muito trocar os cabos caso o original sofra algum dano.

Já as soldas não apresentam o mesmo nível de qualidade do teclado original, há bastante inconsistência de solda para solda, há vários pontos com o pino de solda bem torto e também alguns lugares com solda de menos, quase faltando. Apesar de não estarem perfeitas, elas ainda conseguem oferecer o mínimo de qualidade necessário para serem aprovadas nos testes.

O CK104 ABNT2 não é um teclado super elaborado, mas ele também não tenta ser. Sua PCB e controladoras são bem simples porém fazem o necessário e o que o teclado promete também. O controle de qualidade das soldas necessitam de um pouquinho mais de atenção para garantir que o teclado não venha a apresentar falhas por causa disso.

Como de costume, deixo aqui a galeria de fotos da parte interna do teclado, assim fica mais fácil de visualizar tudo que falei acima além de ter as fotos em maior resolução.

Switches

Os switches também se mantém da mesma marca do teclado original, o que significa que são da Outemu. Já perdi a conta de quantas vezes representantes de marcas que utilizam switches da empresa me dizem que é uma versão revisada, que os problemas foram corrigidos dentre outras coisas.

Mas a verdade é que exatamente os mesmos problemas que venho reclamando há quase um ano ainda estão presentes: tirei o teclado do plástico protetor interno e a primeira coisa que eu vi foi uma das keycaps torta em uns 5-6º, e o resto ficam tão torto quanto.

Switches Outemu Blue fazem mais uma aparição
Switches Outemu Blue fazem mais uma aparição

Então de cara já temos um teclado com um problêma crônico que não tem como ser arrumado sem ter todos os switches, ou o teclado completo, substituído. Além disso, por causa da folgas no switches, a infiltração de poeira e umidade de dias quentes fica ainda mais facilitada - o que é bem recorrente aqui no Brasil.

Switches do teclado
Switches do teclado

Todo o resto também fica na mesma, com estes modelos de Switches Blue sendo um dos mais barulhentos e que ninguém queria sentar perto de mim aqui no escritório do Oficina enquanto eu utilizava o teclado, tudo por causa da barulheira que os mesmos fazem, pelo menos isso é algo pessoal.

Por favor, arrumem estes switches ou troquem logo de OEM, porque ver tantos teclados com o mesmo problema por tanto tempo não é legal e só vai trazer cada vez mais uma má fama para a marca, algo que é difícil de tirar.

Iluminação

A iluminação é RGB, algo que mencionei lá na introdução do review. A mesma não é tão forte quanto a do HyperX Alloy Origins que acabei de fazer review, mas também ele se sai como o melhor da categoria neste aspecto e custa no mínimo o dobro, então não é correto comparar.

Há alguns efeitos de iluminação já inclusos no teclado, você pode trocar os modos pressionando FN + Insert / Delete. Meu modo favorito acabou ficando no famoso efeito "Wave", que faz uma onda de cores.

Há vários efeitos de iluminação disponíveis
Há vários efeitos de iluminação disponíveis

Sua iluminação é simples, assim como o resto do teclado. Seus LEDs são do tipo SMD, o que deve garantir boa durabilidade. É verdade que falta brilho? Sim, é verdade, mas também não estamos falando de um teclado caro, então não vejo como um problema.

Iluminação é melhor que a do CK99
Iluminação é melhor que a do CK99

De fato, sua iluminação é muito melhor que a do seu irmão, o CK99 que fica na mesma faixa de preço deste CK104.

Conclusão

O CK104 foi sem sombra de dúvidas um dos teclados mais importantes do mercado nos últimos anos, ele trouxe vários pontos só vistos em teclados de alto nível para os modelos mais acessíveis, além de fazer com que estes aspectos ganhassem grande espaço no mercado de teclados como um geral.

Seu preço baixíssimo também era uma grande evolução, sendo quase que único em um mercado estagnado nos meados de 2017. O agito foi tanto que em muitos momentos o estoque do teclado simplesmente acabou pelo grande volume de compras e fama que o mesmo ganhou.

Logo da Motospeed no teclado
Logo da Motospeed no teclado

Mas infelizmente nem tudo são flores, ele começou a receber downgrades em forma de grande piora no controle de qualidade da Motospeed e começou a apresentar cada vez mais problemas nos switches e nas soldas do mesmo.

Infelizmente o CK104 ABNT2 não é diferente, e apresenta as mesmas falhas dos últimos modelos vistos, problemas que estão presentes em quase todos os teclados que utilizam switches Outemu. Além disso, o mercado evoluiu em muitos aspectos por causa do mesmo, e ele acabou ficando pra trás. Nem o fato de ser um verdadeiro ABNT2 o salva, afinal o Pichau P631K é ABNT2 também e apresenta várias outras vantagens sobre o CK104, e é exatamente este teclado que vamos recomendar ao invés deste daqui.

Por R$250-300, não vemos vantagem em comprá-lo, visto que sua competição é melhor em vários aspectos e custa exatamente a mesma coisa. Como falei acima, a principal recomendação fica no Pichau P631K RGB, e em segundo lugar vem outro teclado da marca, o Motospeed CK99 que iremos fazer review aqui no site nas próximas semanas.

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