Já são 7.910 os casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19) no Brasil. Até ontem eram 6.836, acréscimo de 1.074. As informações oficiais foram divulgadas pelo Ministério da Saúde que anunciou no fim desta quinta-feira, 2 de abril, que 299 mortes já estão confirmadas - eram 240 até ontem, sendo 60% delas só no estado de São Paulo (188). Há registro de óbitos ainda em outros 20 estados. Apenas Acre, Amapá, Mato Grosso, Roraima e Tocantins não registram mortes até o momento.

A pandemia vem afetando fortememte a Europa - só na Itália já são quase 14 mil mortes - e agora também aparenta estar num nível avançado de contaminação nos Estados Unidos onde já são mais de 2300 mil casos, uma vez que a China conseguiu controlar provisoriamente a disseminação do vírus após o fechamento de fronteiras. Ainda assim, por lá o número vem crescendo.

Aqui no Brasil, TODOS os estados registraram casos da doença, mas em algumas localidades o nível de transmissão ainda é baixo. A região norte, por exemplo, tem 5% do total de casos do Brasil. Já no Sudeste são 63% de todos os casos confirmados no país, muito devido ao alto índice populacional. Sul (10%), Nordeste (15%) e Centro-Oeste (7%) também apresentaram crescimento nos casos.

O primeiro caso confirmado da doença aqui no país ocorreu em 26 de fevereiro e a primeira morte foi registrada no dia 17 de março, ambos no estado de SP.

Veja abaixo o quadro de infecção no Brasil - atualizado em 2 de abril, 17h. Lembrando que estes são os dados oficiais do Ministério da Saúde, recebidos das Secretarias Estaduais de Saúde. Os números sempre são atualizados no fim do dia pelo governo federal. Acompanhe a página e adicione a seus favoritos, que será atualizada todos os dias pelas próximas semanas.

Quadro de casos do Coronavírus no Brasil - atualizado em 02/04

Região Estado Casos confirmados Só ontem Mortes Confirmadas Só ontem
Sudeste RJ 992 160 41 13
SP 3506 1.167 188 24
ES 120 24 1 1
MG 370 56 4 1
Centro-Oeste DF 370 15 4 1
GO 73 2 1 0
MS 53 2 1 0
MT 36 9 0 0
Sul RS 334 32 5 1
SC 247 12 2 0
PR 252 28 4 1
Norte AC 43 0 0 0
AM 229 29 3 0
AP 11 0 0 0
PA 46 6 1 1
RO 10 1 1 0
RR 26 4 0 0
TO 12 0 0 0
Nordeste AL 18 0 1 0
BA 267 21 3 1
CE 550 106 20 12
MA 71 17 1 0
PB 21 1 1 0
PE 106 11 9 1
PI 19 1 4 0
RN 105 13 2 0
SE 23 2 2 2

Já em relação a progressão dos contaminados no Brasil, a curva ascendente mostra que o surto por aqui ainda deve demorar a estabilizar. O Ministro da Saúde, Henrique Mandetta, afirmou que o pico da doença por aqui será atingido somente entre 60 e 90 dias, lá nos meses de maio e junho. Os casos seguirão subindo e deverão ser controlados somente em agosto.

"Nós estamos trabalhando com números crescentes de abril a junho, sendo julho o mês do platô da doença por aqui. A partir de agosto, poderemos estar controlando a disseminação do vírus, desde que a gente construa a chamada imunidade em mais de 50% das pessoas. Por isso é tão importante agora ficarmos resguardados e não a mercê do vírus. As medidas de contenção são de suma importãncia neste momento para que o sistema de saúde pública não colapse, como está acontecendo na Europa", disse Mandetta.

Veja o quadro de progressão do Coronavírus COVID-19 no Brasil, desde a primeira contaminação, descoberta em 16 de fevereiro:

Progressão do Coronavírus no Brasil desde o primeiro caso - Fonte: Ministério da Saúde

O que é o Coronavírus COVID-19?

O coronavírus que muitos falam não é o tipo específico do vírus em si, mas sim uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus, descoberto ainda em dezembro na China e que vem causando temor em todo o mundo é o COVID-19.

A família de coronavírus não é nova e já acomete humanos desde 1937, quando do primeiro caso. O nome dado ao vírus é em virtude de análise microscópica, que parece uma coroa.

A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, no entanto o COVID-19 vem tendo um contágio muito acima da média e a causa das mortes em grande parte dos casos não se dá pelos problemas graves causados no organismo, mas pela falta ou deficiência no tratamento, visto que se espalha muito rápido e acaba sobrecarregando os sistemas de saúde. Assim, pessoas debilitadas ou idosos têm um potencial maior de gravidade nos casos, ocasionando as mortes.

Quarentena - o que segue funcionando?

O presidente da República, Jair Bolsonaro, assinou na semana passada uma Medida Provisória que permite que alguns nichos de mercado sigam funcionando, casos da aquisição de bens, serviços e insumos destinados ao enfrentamento da emergência de saúde pública, assistência à saúde, atividades de segurança, transporte e telecomunicações.

Veja, segundo o Decreto Nº 10.282 de 20 de março os serviços públicos e as atividades essenciais que não serão paralisadas.

  • I - assistência à saúde, incluídos os serviços médicos e hospitalares;
  • II - assistência social e atendimento à população em estado de vulnerabilidade;
  • III - atividades de segurança pública e privada, incluídas a vigilância, a guarda e a custódia de presos;
  • IV - atividades de defesa nacional e de defesa civil;
  • V - transporte intermunicipal, interestadual e internacional de passageiros e o transporte de passageiros por táxi ou aplicativo;
  • VI - telecomunicações e internet;
  • VII - captação, tratamento e distribuição de água;
  • VIII - captação e tratamento de esgoto e lixo;
  • IX - geração, transmissão e distribuição de energia elétrica e de gás;
  • X - iluminação pública;
  • XI - produção, distribuição, comercialização e entrega, realizadas presencialmente ou por meio do comércio eletrônico, de produtos de saúde, higiene, alimentos e bebidas;
  • XII - serviços funerários;
  • XIII - guarda, uso e controle de substâncias radioativas, de equipamentos e de materiais nucleares;
  • XIV - vigilância e certificações sanitárias e fitossanitárias;
  • XV - prevenção, controle e erradicação de pragas dos vegetais e de doença dos animais;
  • XVI - vigilância agropecuária internacional;
  • XVII - controle de tráfego aéreo, aquático ou terrestre;
  • XVIII - compensação bancária, redes de cartões de crédito e débito, caixas bancários eletrônicos e outros serviços não presenciais de instituições financeiras;
  • XIX - serviços postais;
  • XX - transporte e entrega de cargas em geral;
  • XXI - serviço relacionados à tecnologia da informação e de processamento de dados (data center) para suporte de outras atividades previstas neste Decreto;
  • XXII - fiscalização tributária e aduaneira;
  • XXIII - transporte de numerário;
  • XXIV - fiscalização ambiental;
  • XXV - produção, distribuição e comercialização de combustíveis e derivados;
  • XXVI - monitoramento de construções e barragens que possam acarretar risco à segurança;
  • XXVII - levantamento e análise de dados geológicos com vistas à garantia da segurança coletiva, notadamente por meio de alerta de riscos naturais e de cheias e inundações;
  • XXVIII - mercado de capitais e seguros;
  • XXIX - cuidados com animais em cativeiro;
  • XXX - atividade de assessoramento em resposta às demandas que continuem em andamento e às urgentes;
  • XXXI - atividades médico-periciais relacionadas com o regime geral de previdência social e assistência social;
  • XXXII - atividades médico-periciais relacionadas com a caracterização do impedimento físico, mental, intelectual ou sensorial da pessoa com deficiência, por meio da integração de equipes multiprofissionais e interdisciplinares, para fins de reconhecimento de direitos previstos em lei, em especial na Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015 - Estatuto da Pessoa com Deficiência; e
  • XXXIII - outras prestações médico-periciais da carreira de Perito Médico Federal indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade.