A informação de que uma vacina está em fase avançada de desenvolvimento animou a população mundial que ainda vê os números trágicos do novo coronavírus crescerem. A triste marca de 710 mil mortes pela Covid-19 será alcançada nesta quinta-feira de 06 de agosto. A pandemia já atinge 196 países em todos os continentes segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e registra 708.469 mortes até esta quinta, 6. São 18.847.261 os casos de pessoas infectadas no mundo.

A América é o continente com maior número de casos registrados em agosto, com destaque negativo para Brasil, México e Estados Unidos, países que juntos somam mais de 3 mil mortes diárias. A preocupação se intensifica pelo ressurgimento de casos, após vários meses de queda no número de novas infecções. Pelo menos 30 países europeus registraram uma alta das infecções nas últimas duas semanas de julho, sinais de um novo surto, o que seria terrível para as pretensões de controle da doença.

A Alemanha registrou na quinta (06/08) 1.045 novos casos, o maior número diário em três meses. O país já se prepara para passar por uma segunda onda da epidemia.

Vacina está em fase avançada de testes

O Brasil e outros países iniciaram em julho os testes de uma vacina contra o novo coronavírus - aqui são 9 mil voluntários. São profissionais de saúde que trabalham no atendimento a pacientes com Covid-19 de cinco estados brasileiros e do DF.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o Instituto Butantan, em parceria com a chinesa Sinovac Biotech, a iniciar a fase três dos ensaios clínicos para testar a eficácia e a segurança da vacina chamada Coronavac. Este é o segundo teste da vacina contra o novo coronavírus autorizado pela Anvisa. O primeiro ensaio clínico da vacina foi desenvolvido pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, que teve boa resposta e aparece ser a mais promissora.

Ainda assim a expectativa é de que uma vacina aqui no Brasil esteja disponível só no início de 2021. O Instituto Butantan já trabalha na adaptação de uma fábrica para produzir a vacina em larga escala após eficácia comprovada, cerca de 100 milhões de doses.

Só na quarta-feira de 05 de agosto foram mais 1.437 mortes no Brasil. O boletim diário do Ministério da Saúde que traz todas as informações sobre a disseminação da doença no país já registra 97 mil óbitos.

País mais infectado do mundo, os Estados Unidos registram agora mais de 4,8 milhões de casos da doença com mais de 158 mil mortes. O Brasil já é o 2º país onde mais morrem vítimas do novo Coronavírus, 97.256 até aqui e também o 2º em número de casos confirmados, com 2,8 milhões. Os dados são da Universidade Johns Hopkins (EUA).

Ainda segundo a Universidade, desde que a doença surgiu na China no final de dezembro, foram três meses até atingir um milhão de casos. Depois, em apenas quatro dias o número passou de 15 para 16 milhões de casos confirmados e mais 4 para chegarmos a 17 milhões. Agora, em 6 dias foram dois milhões de novos casos, na casa de 19 milhões já confirmados.

Na China, onde a COVID-19 iniciou, o temor do governo é também por um novo surto. Foram detectados mais de 200 novos casos da doença nos últimos dias, depois de dois meses sem novos registros. O ressurgimento do coronavírus gerou uma nova onda de incertezas sobre a cidade e no mundo. O número de mortos está em 4.678 (26 novas nos últimos 7 dias) e o total de casos subiu agora para 88.423.

Na Europa, que registra já mais de 200 mil mortes, as fronteiras da União Europeia (UE) foram reabertas em junho após três meses de fechamentos forçados pela pandemia em março. Ainda assim, segue proibida a entrada de brasileiros, russos e norte-americanos onde a doença segue espalhando sem controle.

O Reino Unido é agora o quarto país com mais mortes (46.295), a frente da Itália que soma 35.181. Espanha (28.499) e França (30.297) são outros países com alto número de óbitos. O diretor para Europa da Organização Mundial de Saúde (OMS), Hans Kluge, disse ao jornal britânico 'The Telegraph' que o continente europeu pode enfrentar uma segunda onda de covid-19 no inverno. Apesar de os países estarem começando a flexibilizar as restrições, o momento é de preparação para que as capacidades dos hospitais sejam aumentadas e sistemas públicos de saúde, fortalecidos.

A "quarentena" imposta por vários países ainda envolve mais de 3 bilhões de pessoas em todo o mundo. O confinamento era justamente para evitar a propagação da doença, única medida vista atualmente pelos governos como eficaz, enquanto vacinas e medicamentos são testados mundo afora. Mais de 10 milhões de pessoas já se recuperaram da doença, grande parte nos EUA, Brasil e Alemanha, trazendo um alento. A maioria dos governos fechou fronteiras e lançou fundos de emergência financeira para apoiar a economia e evitar um colapso ainda maior.

Casos de Coronavírus no mundo

A mortalidade maior registrada é nos Estados Unidos, onde 158 mil já morreram. Na Europa, somente Itália, França e Reino Unido somam 110 mil óbitos, num número que agora parece controlado e não cresce muito. Até então, poucos dados foram divulgados em relação a África. Informações preliminares dão conta de que o continente já tem mais de 1 milhão de casos até agora, devendo a pandemia se alastrar muito nos próximos meses.

Ásia

China - Após novos casos encontrados, o governo de Pequim informou que vai testar toda a população da capital. Dados oficiais da China estão sendo contestados em diversos países do mundo e o presidente americano, Donald Trump, já disse numa rede social que certamente há mais mortos na China do que nos EUA, e que o governo está tentando esconder estes dados.

Índia - O segundo país mais populoso do mundo, justamente atrás da China, vai enfrentar um quadro grave de disseminação da doença agora em agosto. A Índia ultrapassou a Rússia e agora é o 3º país mais infectado do mundo. O premiê Narendra Modi decretou a reabertura do país em 08 de junho, reabrindo shoppings, hotéis e espaços religiosos após dez semanas de confinamento. Na Índia, são 1.964.577 casos confirmados e já 40.69 mortes, 6 mil delas só nos últimos 7 dias.

Rússia - Agora o 4º país com maior número de infectados no mundo - 870 mil, por lá são 14.579 óbitos segundo o governo local. O presidente Vladimir Putin disse que o país está se recuperando com perdas mínimas e aproveitou para 'alfinetar' os Estados Unidos. "Estamos trabalhando com tranqüilidade e nos recuperando dessa situação do coronavírus com confiança e com perdas mínimas, mas nos Estados Unidos isso não está acontecendo", disse Putin.

Europa

Itália - O número de mortos na Itália desacelerou e dados bem melhores já estão sendo registrados desde o início da pandemia. Ao todo, o surto já deixou 35.181 mortos no país, 50 nos últimos 7 dias. O governo destacou que o número de novos contágios e de pessoas hospitalizadas está em forte declínio. Em meio à queda na taxa de contágios, a Itália vem liberando gradualmente sua quarentena que durou 10 semanas.

Espanha - A Espanha também registrou um forte aumento de novos casos nos últimos dias. O Ministério da Saúde espanhol divulgou que são 305 mil o número de infectados e 28.499 mortes. Nos últimos 7 dias foram 60 mortes registradas, dado que preocupa, pois na semana anterior foram apenas 10.

O país deu início à reabertura de locais e a liga espanhola de futebol retornou em junho. A Espanha é o quarto país com maior número de mortos da Europa, atrás de Reino Unido, Itália e França.

Inglaterra - O Reino Unido ainda sofre com a doença e tem 46.295 mortes e 307 mil casos confirmados. Em média, o país ainda soma 50 mortes diárias pela doença na primeira semana de agosto. No dia 26 de julho, o governo excluiu a Espanha da lista de países seguros e isentos de quarentena no contexto da pandemia do coronavírus. Assim, os viajantes procedentes de lá deverão se isolar durante 14 dias após chegar ao território britânico, comunicou o governo.

França - A França atingiu a marca de 30 mil mortes no dia 12 de julho - já são 30.297. Por lá, escolas foram reabertas após a quarentena de quase dois meses. O ministro da Educação, Jean-Michel Blanquer, disse que após registrados 70 novos casos de Covid o governo decidiu fechar as escolas onde os casos foram identificados. Nos últimos 7 dias, foram 50 mortes.

Alemanha - A Alemanha talvez seja o país que melhor tenha enfrentado o Coronavírus. Com testes em massa, por lá são 215 mil contaminados mas somente 9.180 mortes registradas.

Os jogos da Bundesliga retornaram há quase dois meses (16 de maio) com portões fechados. Sob condições estritas de higiene, foi o primeiro campeonato de futebol europeu a retornar. Dirigentes da Bundesliga já cogitam até jogos om torcida a partir de outubro deste ano.

Na Bélgica são 9.836 óbitos e a Holanda soma 6.166. O número de novas infecções pelo coronavírus ainda cresce a cada dia nestes países, mas em ritmo controlado. Na Turquia, outro país com alto número de infectados, são 229 mil casos e 5.659 mortes.

Estados Unidos

O país com maior número de contaminações - 4,8 milhões de registros, os Estados Unidos contabiliza 158.300 mortes até 06/08 e segundo especialistas do governo, a projeção do número de mortes causadas pelo vírus no país pode chegar a 240.000.

Anthony Fauci, especialista em doenças infecciosas, e Deborah L. Birx, que coordena as respostas do governo para a pandemia, disseram que o número de 240 mil mortes é "o nosso número real, mas faremos o possível para reduzi-lo". O imunologista alertou ainda para o aumento alarmante de infecções nos estados de Flórida, Texas e Arizona, acrescentando que as próximas duas semanas serão cruciais no combate à covid-19 no país. O presidente Donald Trump disse em rede social estar "muito confiante" de que haverá uma vacina contra o Sars-cov-2 até o fim deste ano.

Panamá - No Panamá, onde são 63.296 casos e 1.374 mortes, homens e mulheres só poderiam sair de casa durante a quarentena em dias alternados, conforme medida de controle da doença imposta pelo governo federal do país. Mulheres poderiam sair às segundas, quartas e sextas-feiras, e homens, às terças, quintas e sábados. Aos domingos, ambos deveriam ficar em casa.

México - Outro destaque negativo é o México, que atingiu a marca de 35 mil mortes por Covid-19 na segunda de 13 de julho e nesta 06 de agosto já soma 45.361, já o 3º com mais mortes no mundo. O país soma 457 mil casos e a Secretaria de Saúde já adiantou que a partir de agosto deve haver um aumento rápido e exponencial no número de contágios e internações. Lá, as medidas de distanciamento físico continuam vigentes, disse o governo. Foram mais de 5 mil mortes nos últimos 7 dias.

África

Ainda são poucos os dados vindos de países da África sobre a disseminação do Coronavírus por lá. O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que teme milhões de casos de Covid-19 no continente africano. "A África tem necessidade urgente de kits, máscaras, ventiladores, equipamentos de proteção para profissionais de saúde", disse. "Ainda podemos evitar o pior na África, mas, sem uma mobilização massiva, teremos milhões e milhões de pessoas contaminadas, o que significa milhões de mortes", alertou. Até o momento, veja um raio-x dos países mais infectados, segundo os dados oficiais divulgados - até o dia 06 de agosto:

  • África do Sul - 529.877 casos e 9.298 mortes; 1.800 só nos últimos 7 dias
  • Argélia - 32.055 casos e 1.261 mortes
  • Egito - 94.875 casos e 4.930 mortes
  • Marrocos - 28.500 casos e 435 mortes
  • Nigéria - 44.890 casos e 927 mortes
  • Camarões - 17.718 casos e 391 mortes

Brasil

Atualizado 06/08 12:00h

O Brasil registra até agora 2.859.073 casos confirmados em todos os estados do país e é o 2º país com mais infectados pelo novo coronavírus. São 97.256 mortes confirmadas em todos os estados, também o 2º com maior mortalidade pela Covid-19 - Tocantins foi o último a registrar óbitos no dia 14 de abril. A maioria das mortes está concentrada em São Paulo (24,1 mil), Rio de Janeiro (13,8 mil), Pernambuco (6,7 mil) e Ceará (7,8 mil).

Todos os estados, por meio dos governos locais, estão tomando medidas para conter a propagação do vírus. Medidas para limitar a circulação e a concentração de pessoas, como aulas e eventos públicos estão suspensos em milhares de cidades. Ainda assim, algumas cidades estão afrouxando o isolamento social.

Veja ainda como o novo coronavírus COVID-19 age no organismo: