A Microsoft já começou a dar sinais claros de qual vai ser o próximo passo do Windows, e agora não restam muitas dúvidas: o Windows 11 26H2 é real e já está em testes internos. Se você usa hoje o Windows 11 24H2 ou 25H2, a boa notícia é que vai receber essa atualização ainda em 2026, com previsão de liberação por volta de outubro, seguindo o calendário tradicional da empresa.
Mas e o Windows 11 26H1?
Antes de falarmos sobre o 26H2, vale esclarecer uma confusão que vem surgindo nos últimos meses. Existe sim o Windows 11 26H1, mas ele não é uma atualização comum. Essa versão é focada apenas em novos processadores ARM, como o Snapdragon X2, trazendo ajustes de plataforma e otimizações específicas para esse tipo de hardware.
A própria Microsoft já deixou claro que o 26H1 não traz novos recursos para quem está no Windows 11 atual e não exige nenhuma ação do usuário. Para a maioria das pessoas, o caminho segue sendo o 25H2 agora e o 26H2 mais adiante.
A confirmação do Windows 11 26H2 veio com o lançamento da Build 26300.7674, liberada no fim de janeiro de 2026 para usuários do programa Windows Insider. Essa build chamou atenção por marcar um salto grande na numeração e, principalmente, por trazer referências diretas ao "pacote de habilitação do Windows 11 26H2" dentro do histórico de atualizações.
Essa é a primeira vez que o nome 26H2 aparece oficialmente em builds do sistema, o que indica que a Microsoft realmente já está preparando o terreno para a próxima grande atualização anual.
O que esperar do Windows 11 26H2
Apesar de ainda ser cedo para cravar tudo que vai chegar, uma das mudanças mais comentadas envolve o Copilot integrado ao Explorador de Arquivos. A ideia é permitir que o usuário interaja com a IA da Microsoft diretamente em um painel lateral, sem precisar sair do File Explorer. Esse recurso deve ser opcional, então quem não quiser usar pode simplesmente ignorar.
Outra novidade em testes é o "Ask Copilot" na busca do Windows, uma experiência mais limpa e inteligente que substitui a busca tradicional quando ativada. Na prática, ele usa o mesmo índice do sistema, mas com uma interface mais fluida e respostas mais diretas, algo que muita gente sente falta hoje.
O Centro de Notificações também vai ganhar melhorias, com a volta da visualização de Agenda, semelhante ao que existia no Windows 10. Agora, ela aparece integrada ao Windows 11, com suporte ao Outlook e conexão com o Copilot. Por outro lado, essa implementação usa o WebView2, o que pode aumentar um pouco o consumo de memória, algo que a Microsoft ainda precisa ajustar.
Por fim, o sistema também testa um novo "Executar" moderno, com visual atualizado, efeito Mica e integração com o design atual do Windows 11. Ele será opcional e ativado apenas para quem quiser, indicando que a empresa está experimentando novos caminhos sem forçar mudanças bruscas.
Quando chega?
Se os testes avançarem como esperado, a versão final deve chegar para o público geral no segundo semestre de 2026, mantendo a estratégia anual da Microsoft para o sistema operacional. Mais informações sobre isso devem surgir ao longo das próximas semanas.
Atualização KB5074105 causa falha na limpeza de arquivos
A atualização opcional KB5074105 do Windows 11, lançada no dia 29 de janeiro de 2026, trouxe uma mudança que passou quase despercebida, mas que já está chamando atenção dos usuários. A partir desse build, o sistema passou a exigir permissão de administrador para acessar as configurações de Armazenamento, algo que antes acontecia de formanatural, sem qualquer topo de aviso.
Depois de instalar o KB5074105 (Build 26200.7705), ao acessar Configurações > Sistema > Armazenamento, o Windows exibe um aviso do Controle de Conta de Usuário (UAC). Só após conceder permissão de administrador é que a página carrega corretamente.
A Microsoft confirmou ao site Windows Latest que a mudança é intencional e não se trata de um bug. Segundo a empresa, foi feita essa mudança para antender as medidas de segurança e impedir que contas padrão, processos em segundo plano ou até ações mal-intencionadas tenham acesso direto a áreas sensíveis do sistema, como seus arquivos pessoais.
Na teoria, faz sentido. Na prática, porém, a implementação parece incompleta e acabou afetando um recurso bastante usado: a limpeza de arquivos temporários.






