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Uber é investigada pelo Ministério Público Federal pelo vazamento de dados de 196 mil brasileiros

Uber terá que dar explicações ao Ministério Público Federal sobre o vazamento de dados, informando o total de pessoas afetadas, as localidades e os tipos de dados pessoais que foram comprometidos.

Por | @fsbeling Uber Pular para comentários

Em 2017, a companhia teria pagado um determinado valor para que os hackers não divulgassem o vazamento de dados de aproximadamente 57 milhões de usuários. Outra polêmica que envolveu a empresa no ano passado se refere a acusação de um ex-funcionário da Uber que acusa a companhia de ter um departamento de espionagem.

Com isso, o ano de 2017 foi bastante conturbado para a companhia que se envolveu em diversos escândalos que foram divulgados na mídia internacional. No entanto, o ano de 2018 acaba de iniciar e a Uber já está envolvida em mais um caso de vazamentos de dados, isso mesmo, desta vez o Ministério Público Federal (MPF) está solicitando a Uber explicações sobre um vazamento de dados de aproximadamente 196 mil usuários brasileiros.

MPF solicita explicações sobre o vazamento de dados de usuário brasileirosMPF solicita explicações sobre o vazamento de dados de usuário brasileiros

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A informação foi divulgada pelo próprio site da Uber, no qual a empresa pede o prazo de 15 dias para apresentar as suas explicações. Entretanto, a Uber informa que este número de usuários afetados não é exato nem definitivo.

O coordenador da comissão de Proteção dos Dados Pessoais do Ministério Público, Frederico Meinberg, ressaltou a importância sobre a atuação do MPF e também determinou que se houver alguma investigação interna da companhia sobre o acontecimento que as informações sejam compartilhadas com o órgão, ele diz “Diante da gravidade dos fatos, nos Estados Unidos e em países da Europa foram abertas investigações contra a Uber, porém na América Latina, não”. Completou dizendo “é preciso descrever em detalhes o caso, o total de pessoas afetadas, as localidades e os tipos de dados pessoais que foram comprometidos”.

A mesma atitude foi tomada pela comissão do Ministério Público Federal quando a empresa Netshoes deixou vazar os dados de cerca de 1 milhão de clientes.

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