Como não cair em golpes do Coronavirus (COVID-19) em três passos

Veja, em três passos, o que fazer para evitar cair em golpes relacionados ao Coronavirus (COVID-19) e não ter seus dados pessoais roubados.

Imagem ilustrativa do Coronavirus e informação maliciosa. Fonte: BBC
Imagem ilustrativa do Coronavirus e informação maliciosa. Fonte: BBC

Devido aos surtos cada vez maiores de Coronavirus (COVID-19) no país, a TV, as redes sociais, os jornais, os sites de notícias, as rádios, entre outros meios de comunicação, estão fervendo de informações sobre a pandemia que está ocorrendo. Mas como saber o que é real e o que é falso? E o pior, como evitar golpes de pessoas que estão se aproveitando da situação para coletar dados pessoais através de aplicativos e links maliciosos? Neste artigo daremos dicas sobre o que fazer para evitar estes problemas de informações causando desinformação.

Primeiro passo: Duvide sempre de tudo

Ao receber uma informação, seja pela TV, por uma mensagem encaminhada no Whatsapp ou por um vídeo no YouTube, duvide se aquilo é realmente verídico e se não está sendo distorcido pela mídia. Para isso, busque informações oficiais através de canais do Ministério da Sáude, da OMS, da ANVISA, e do CDC (Centers for Disease Control and Prevention ou Centros de Controle e Prevenção de Doenças). Você pode também procurar por estudos que comprovem algo que está sendo afirmado, através de artigos acadêmicos em português ou inglês (língua que se encontra o maior número de informações) pesquisando no Google Scholar.

Imagem ilustrativa. Fonte: information age
Imagem ilustrativa. Fonte: information age

Segundo passo: Nunca forneça informações pessoais facilmente

Desconfie sempre quando alguém lhe pedir por e-mail, site (links), whatsapp, informações como número de documento e conta bancária. Na maioria das vezes os responsáveis por este tipo de golpe tentam se passar por empresas, órgãos do governo ou por promoções de serviços, que está havendo com mais frequência devido a quarentena forçada pelo Coronavirus. Para evitar isso, consulte os canais oficiais da instituição citada (redes sociais, telefone, e-mail) ou outras fontes de informação (diferentes sites de notícia, por exemplo).

Terceiro passo: Saiba como analisar as informações e onde realizar sua pesquisa

Devido a enxurrada de informações, é importante que a pessoa tenha consciência ao ler um conteúdo acessado, pois dependendo da maneira como o texto foi escrito, poderá trazer algum mal a você e a outras pessoas também (ao compartilhar a informação). A informação pode estar incompleta, distorcida, de difícil compreensão e até maliciosa. Para evitar isto, devemos nos atentar para alguns aspectos como:

  • Aprenda a analisar mensagens encaminhadas: Verifique os fatos quando você não tiver certeza de quem escreveu a mensagem original. Exemplo: Nomes (pessoas, objetos, substâncias), instituições, autores de pesquisas (números, gráficos, efeitos de aplicações etc.)
  • Analisar imagens, vídeos e áudios com cautela: Estes formados de mídia podem ser facilmente editados para enganar você. Para evitar isto, procure fontes de notícia adicionais e de preferência confiáveis, como foi dito acima.
  • Erros de português: Muitas textos ou links para sites que contêm informações falsas, fake, costumam apresentar erros de gramática e ortografia.
  • Questione opiniões que levem você a crer somente em um ponto ao invés de vários: confira se aquilo que você leu realmente é real antes de compartilhar informações que confirmam seus pensamentos e conceitos que você já possui. Textos sensacionalistas, otimistas em excesso, que parece até difícil de acreditar, na maioria das vezes, são falsos.
  • Desconfie de textos que você perceba que está sendo compartilhado por muitos: notícias virais costumam conter alguma mensagem falsa em meio ao texto. Por isso, sempre leia com cautela e sempre confira os fatos em canais oficiais e em artigos acadêmicos.
  • Sempre verifique outras fontes de informação: Caso não tenha certeza se a informação que você leu é verídica, tente pesquisar sobre esse mesmo assunto em outras fontes (sites de notícias na internet, por exemplo).

Exemplos de canais oficiais com informações confiáveis

Além dos artigos acadêmicos, o Ministério da Saúde, a OMS (Organização Mundial da Saúde) e "AFP Checamos", poderão lhe ajudar a tirar as suas dúvidas com relação ao Coronavirus (COVID-19)

Ministério da Saúde no Whatsapp:

Através de uma parceria com o Ministério da Saúde, o Whatsapp disponibilizou um canal de informações automáticas desenvolvido pela organização nacional de saúde para evitar que informações falsas ou dúvidas prevaleçam na população brasileira. De acordo com a instituição em uma postagem no Twitter, basta adicionar o número (61) 9938-0031 em sua agenda do celular ou acessar este link e mandar um "oi".

Confira abaixo o vídeo publicado pelo Ministério da Saúde falando sobre a sua ação:

OMS (Organização Mundial da Saúde) no Whatsapp:

No mês passado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) inaugurou seu serviço de atendimento dedicado ao Coronavirus no Whatsapp através de uma parceria. Assim como no caso do Ministério da Saúde, haverá um "robô" (bot) que responderá a todas as suas dúvidas com informações atualizadas sobre a situação e como se provenir com relação ao Coronavirus. Para entrar em contato, basta salvar o número "+41 22 501 75 96" em sua agenda ou acessar este link e mandar um "oi".

Mensagem da OMS (Organização Mundial da Saúde) no Whatsapp
Mensagem da OMS (Organização Mundial da Saúde) no Whatsapp

AFP Checamos no Whatsapp:

A organização responsável pela verificação da veracidade das informações no Brasil é a AFP Checamos. Caso queira salvar o nº para tirar futuras dúvidas: +55 21982 172344 (acesse a lista completa de organizações no site oficial do Whatsapp aqui)

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