Recebeu no Whats? Veja as melhores maneiras e plataformas para checagem de notícias

É responsabilidade social de todos não compartilhar informações falsas, enquanto é responsabilidade de nós, jornalistas, orientar nossos leitores em como fazê-lo:

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Recebeu no Whats? Veja as melhores maneiras e plataformas para checagem de notícias

As Fake News foram um dos principais assuntos no ano passado devido a eleição presidencial. Inclusive, hoje se investiga o papel que essa difusão de fake news por partidos políticos tiveram no resultado da eleição, para isso se criou a CPI das fake News e o WhatsApp já baniu milhões de contas até agora por difusão em massa de notícias falsas e contas automatizadas para fazê-lo.

Por isso, todos temos responsabilidade de ao menos confirmar a notícia e informação que estamos repassando. Nós como jornalistas temos a responsabilidade de publicar a verdade, enquanto o leitor tem a responsabilidade de sempre duvidar. Portanto, o intuito deste artigo é apresentar formas para se checar a veracidade daquilo que recebemos, vimos nas redes sociais ou escutamos por aí.

Um passo a passo do mais básico para a checagem de notícias:

Sempre pergunte a fonte

A fonte é o mais essencial para atribuir credibilidade a uma informação. Fontes originais são sempre preferenciais. Por exemplo, se você recebeu um dado sobre alguma medida que o governo tomou, o ideal seria ter acesso à publicação original no Diário da União. Porém, isso ainda é muito pouco acessível e compreensível para grande parte dos brasileiros. Por isso, sempre procure notícias que citem a fonte original.

A fonte é conhecida? Conhece o site, jornal ou blog?

As vezes a fonte da informação pode ser completamente desconhecida ou sem credibilidade. Por isso, veja de onde vem a informação. É um jornal? Portal? Blog? Cita a fonte original? Caso uma publicação simplesmente jogue informações sem citar a procedência delas, é mais do que digna de dúvidas.

Diferencie opinião de dados

É comum usar opiniões como argumentos. Não importa o status de alguém e tampouco a posição que ocupa, mesmo o presidente (e principalmente) pode afirmar coisas publicamente sem pé nem cabeça. Por isso, se qualquer pessoa divulgar alguma informação sem procedência de fonte, essa pessoa por si só não pode ser usada como fonte de informação. Mesmo opiniões de profissionais são postas em dúvida. A credibilidade da fala de alguém é proporcional a sua formação, enquanto dados são dados. Uma criança pode apresentar uma fala mais correta do que um profissional se ela se embasar em dados concretos e o profissional se embasar em sua mera opinião.

Cheque duas ou mais vezes

Conseguiu a fonte? Tem credibilidade? É baseada em fatos? Então agora é hora de ver se algum outro lugar também está falando do assunto. Se sim, pode compartilhar! Tenha em mente que mesmo um jornal prestigiado e uma matéria bem embasada podem ter erros. Por isso checar mais de uma fonte é essencial.

Ilustração - ceek.comIlustração - ceek.com

Agora, para facilitar um pouco sua vida, aqui estão alguns projetos que fazem tudo isso por tudo isso por você!

1. Fato ou Fake

O Fato ou Fake (g1.globo.com/fato-ou-fake). A apuração é feita em conjunto por jornalistas da CBN, Época, Extra, G1, TV Globo, GloboNews, Jornal O Globo e Valor Econômico. O projeto verifica notícias duvidosas e suspeitas que estão circulando. Então, para temas populares, é um ótimo lugar para checar!

2. Comprova

O Comprova (projetocomprova.com.br) é um projeto de checagem de fatos que conta com o trabalho em equipe de jornalistas de 24 diferentes veículos. O foco aqui está nas eleições de 2018 e tudo que se inventou e divulgou deliberadamente para enganar eleitores. Se apuram no projeto todo tipo de mídia e você mesmo pode enviar para eles algo que gostaria que fosse checado por Facebook, Twitter ou pelo número (11) 97795-0022 no WhatsApp.

3. Agência Pública - Truco

A Agência Pública (apublica.org), é uma agência de jornalismo investigativo e independente, ou seja, não são financiados por publicidade ou por empresas, tendo plena liberdade de falar bem ou mal de qualquer um. E a iniciativa Truco é um projeto específico para checar declarações de políticos em toda e qualquer circunstância. Então se um ministro, prefeito, deputado apresentou alguns "dados" ou "fatos", o Truco está aqui para checar se é verdade ou não! Além disso, a agência não tem fins lucrativos, se mantém por doações e fundações e o trabalho central é focado nos direitos humanos.

4. Fake Check - Detector de Fake News

O Fake Check - Detector de Fake News (nilc-fakenews.herokuapp.com) é uma plataforma criada por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) para checar notícias falsas. Diferente dos projetos acima, o trabalho aqui é feito de maneira digital a partir de características da escrita. O sistema funciona na web e em um bot do WhatsApp no número (16) 98112-8986.

5. Aos fatos

A Aos Fatos (aosfatos.org) é uma agência especializada na checagem de fatos também membro da IFCN e contratada pelo Facebook. Trata-se de outro projeto que aceita denúncias no Facebook e Twitter por meios de posts marcados com a hashtag #vamosaosfatos. É possível também enviar matérias diretamente pelo site ou pelo WhatsApp, no telefone (21) 99956-5882. A equipe de jornalistas verifica as fontes originais de informações denunciadas ou suspeitas e assim as classificam como verdadeiro, impreciso, exagerado, distorcido, contraditório, insustentável e falso.

6. Lupa

A agência Lupa do jornal Folha de S. Paulo, foi a primeira do Brasil dedicada estritamente ao que se chama de fact checking. Também voltada e muito para as eleições de 2018, a equipe classifica notícias como "verdadeiro", "verdadeiro, mas", "ainda é cedo para dizer", "exagerado", "contraditório", "subestimado", "insustentável", "falso" e "de olho". A Lupa aceita sugestões de notícias falsas pelo site e Facebook e possui também um bot no Messenger que ajuda a verificar se uma informação é verdadeira ou não.

Mais sobre: Fake, News, checagem, notícias
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Bruno Ignacio de Lima
Bruno Ignacio de Lima Jornalista, gamer e geek. Louco por tecnologia. Redator de smartphones e novidades tecnológicas aqui no Oficina da Net
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