Depois de testar dezenas de smartphones aqui no Oficina da Net, uma coisa ficou clara para mim: o preço muda completamente o valor de um celular. Um modelo que parecia difícil de recomendar no lançamento pode se tornar uma das melhores compras poucos meses depois. Da mesma forma, alguns aparelhos simplesmente envelhecem mal e deixam de valer o investimento.
Foi exatamente isso que aconteceu com alguns celulares da Motorola em julho de 2026. A marca tem hoje opções muito interessantes em praticamente todas as faixas de preço, desde quem quer gastar pouco mais de R$ 1 mil até quem procura um verdadeiro topo de linha.
Se eu fosse comprar um celular Motorola hoje, estes seriam os quatro modelos que entrariam na minha lista sem pensar duas vezes.
4. Moto G67
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R$ 1.169,84
G67 6.8 256GB 5G Cmera Dupla 50MP Artic Seal
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R$ 1.349,00
Motorola Moto G67 5G 128GB
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R$ 1.699,00
Motorola Moto G67 5G - 256GB 12GB (4GB RAM + 8GB RAM Boost) camera 50MP Sony Lytia 600, tela 1.5K extreme Amoled 120hz, ultrarresistente - Chumbo
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Se alguém me perguntasse qual Motorola comprar gastando pouco, minha resposta seria o Moto G67. Esse é aquele celular que mostra como a linha Moto G evoluiu nos últimos anos. Mesmo custando pouco mais de R$ 1.100, ele entrega uma experiência muito acima do que normalmente esperamos nessa faixa de preço.
O primeiro destaque é a tela. A Motorola equipou o aparelho com um painel AMOLED de 6,78 polegadas, resolução elevada e taxa de atualização de 120 Hz. Isso significa que ele tem imagens bem definidas, cores vibrantes e uma navegação extremamente fluida. O brilho de pico de até 5.000 nits é outro detalhe que vai garantir uma ótima visibilidade ao ar livre, algo que ainda faz diferença hoje em dia.
Outro ponto que me agradou foi a construção. Apesar de utilizar estrutura plástica, o acabamento em polímero de silicone transmite uma sensação mais premium do que muitos concorrentes. O aparelho também recebeu certificação IP64 e padrão militar MIL-STD-810H, oferecendo uma tranquilidade extra contra respingos, poeira e os pequenos acidentes do cotidiano.
No desempenho, o Dimensity 6300 não impressiona pelos números, mas faz exatamente aquilo que a maioria das pessoas espera. Redes sociais, WhatsApp, vídeos, aplicativos bancários, navegação e multitarefa funcionam com boa fluidez, especialmente na versão com 8 GB de RAM. Estamos falando de um celular barato, então jogos de alto desempenho não vão ser o forte dele.
As câmeras também surpreendem dentro da categoria. O sensor principal de 50 MP com estabilização óptica ajuda bastante em fotos noturnas e reduz tremidos durante duas fotos, o que também é ótimo. A ultrawide de 8 MP amplia as possibilidades, enquanto a câmera frontal de 32 MP entrega selfies acima da média para um celular desse preço.
Outro detalhe que merece elogios é a autonomia. A bateria de 5.200 mAh aguenta facilmente um dia inteiro de uso intenso e, quando chega a hora de carregar, é só usar o carregador de 30 W.
Claro que existem limitações. O Moto G67 não é um celular pensado para jogos pesados nem para quem busca desempenho de intermediário premium. Mas essa nunca foi sua proposta. Tela excelente, boa bateria, construção acima da média, câmera competente e Android atualizado são os pontos que fazem ele ser minha principal indicação para quem procura algo bom e barato.
3. Moto G86
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R$ 1.334,43
Motorola Moto G86 5G 8GB/256GB
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R$ 1.799,00
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R$ 1.799,10
Motorola G86 256GB Vermelho 5G 8GB
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Se eu tivesse que escolher apenas um Motorola para recomendar para a maioria das pessoas, provavelmente seria o Moto G86. A Motorola conseguiu corrigir praticamente tudo o que incomodava nas gerações anteriores, começando pela construção, que agora conta com certificações IP68, IP69 e resistência militar, algo raro até mesmo entre intermediários mais caros.
A tela também merece destaque. Ele tem um painel P-OLED de 6,67 polegadas rque ecebeu resolução 1,5K e brilho que chega a 4.500 nits. Durante os testes, ela se mostrou extremamente nítida, com excelente contraste e ótima reprodução de cores. Honestamente, é uma qualidade de imagem que já começa a competir com aparelhos considerados premium.
Mas o maior salto aconteceu onde eu mais esperava: desempenho. O Moto G85 deixava a sensação de que a Motorola havia parado no tempo. Já o G86 finalmente deu o salto que a linha precisava. O Dimensity 7300 coloca o aparelho no mesmo nível de intermediários fortes do mercado, entregando cerca de 30% mais desempenho que seu antecessor.
Porém, faço uma ressalva importante. Durante nossos testes, o Moto G86 ainda mostrou limitações em títulos muito pesados como Genshin Impact e CarX Street. Jogos mais leves, como Call of Duty Mobile e Asphalt, rodam tranquilamente, mas quem pretende jogar os títulos mais exigentes talvez encontre opções melhores na mesma faixa de preço.
As câmeras foram outra surpresa. Mesmo utilizando praticamente o mesmo conjunto do Moto G85, a Motorola conseguiu evoluir bastante o processamento de imagem. Comparando diretamente com o Galaxy A36, o G86 produziu fotos com mais detalhes, melhor HDR e selfies noturnas superiores em várias situações. Foi uma evolução que eu sinceramente não esperava.
A bateria continua sendo um dos pontos fortes. Depois do nosso teste padronizado de uso intenso, o Moto G86 terminou o dia com 22% de carga restante, superando inclusive o Galaxy A56 nas mesmas condições.
Some tudo isso ao Android praticamente puro, uma boa política de atualizações (raro em Moto G's) e ao preço atual na faixa de R$ 1.500, e fica fácil entender por que ele ocupa este lugar na lista. Hoje, na minha opinião, o Moto G86 é o melhor custo-benefício Motorola em julho de 2026.
2. Edge 70 Fusion+
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R$ 2.989,08
Motorola Edge 70 Fusion + 5G 256GB - Verde Claro, 24GB (12GB RAM + 12GB RAM Boost), Câmera 50MP, Tela 6,8
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Se o Moto G86 é a recomendação mais fácil para quem busca custo-benefício, o Edge 70 Fusion+ é aquele celular que eu estu esperando há tempos para entrar em promoção para começar a indicar aqui para vocês.
No lançamento, ele chegou custando R$ 3.299. Não era um preço absurdo para o que entregava, mas também não o colocava em vantagem frente à concorrência. Felizmente, a história mudou completamente em julho de 2026, quando o aparelho passou a aparecer por R$ 2.989, o menor preço desde que chegou ao mercado.
Se quer saber se compensa, o Edge 70 Fusion+ é aquele smartphone que entrega uma experiência claramente mais refinada do que a linha Moto G. Basta alguns minutos usando o aparelho para perceber isso. A construção é mais elegante, o corpo é fino, pesa apenas 177 gramas e ainda traz certificações IP68 e IP69, que a gente valoriza muito por aqui.
A tela é um painel P-OLED de 6,78 polegadas que reúne praticamente tudo o que eu gosto de encontrar nessa categoria: resolução 1,5K, taxa de atualização de 144 Hz, suporte a HDR10+ e brilho que chega a impressionantes 5.200 nits em pico.
No desempenho, o Snapdragon 7s Gen 4 faz exatamente o que se espera de um intermediário premium. Não é um chip pensado para disputar os primeiros lugares em benchmarks, mas sobra potência para multitarefa, edição de fotos, vídeos, redes sociais e praticamente qualquer aplicativo disponível hoje.
Outro ponto que me agrada bastante é o conjunto de câmeras. O sensor principal de 50 MP com estabilização óptica entrega boas fotos em praticamente qualquer situação, enquanto a ultrawide de 13 MP amplia a versatilidade do aparelho. A câmera frontal de 50 MP é capaz de gravar vídeos em 4K, o que também coloca o Fusion+ acima da média para quem produz conteúdo ou faz muitas videochamadas.
A bateria de 5.200 mAh mantém a boa tradição da Motorola em autonomia, enquanto o carregador de 68 W permite recuperar boa parte da carga em poucos minutos. É claro que existem smartphones mais potentes por valores próximos, principalmente para quem prioriza jogos. Mas, quando analiso o conjunto da obra, fica difícil não recomendar o Edge 70 Fusion+.
1. Motorola Signature
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Motorola Signature 5G - 512GB 24GB (12GB RAM + 12GB RAM Boost), 3 cameras 50MP Sony Lytia e Zoom 100x, Tela 1.5K extreme Amoled 165hz - Verde Oliva
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R$ 8.089,00
Motorola Signature 5G 512GB
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R$ 8.099,10
Motorola Signature 512GB
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Se dinheiro não fosse problema, eu continuaria dizendo que o Motorola Signature é o melhor smartphone que a marca já produziu. O grande X da questão, porém, é que ele chegou ao Brasil custando quase R$ 9 mil, e aí eu confesso que tive dificuldades para recomendá-lo. Não porque o aparelho fosse ruim, muito pelo contrário, mas não tem como indicar alguém comprar um celular que custe cinco salários mínimos.
Só que hoje isso já mudou bastante. Em junho e esse começo de julho, quem acompanhou o grupo de ofertas do Oficina da Net encontrou o Signature aparecendo diversas vezes entre R$ 4.900 e R$ 5.400. Por esse valor, ele deixa de ser um celular caro para se tornar um dos melhores negócios entre os topos de linha Android.
A primeira impressão já é excelente. O Signature passa aquela sensação de produto premium desde o momento em que sai da caixa. O corpo tem menos de 7 milímetros de espessura, estrutura em alumínio, proteção Gorilla Glass Victus 2 e certificações IP68, IP69 e MIL-STD-810H. É um aparelho bonito, sofisticado e extremamente bem construído.
A tela está facilmente entre as melhores que já passaram pela bancada do Oficina da Net. São 6,8 polegadas, tecnologia LTPO AMOLED, resolução 1,5K e taxa de atualização que pode chegar a 165 Hz em aplicações compatíveis. Tudo parece muito bem encaixado, extremamente fluido, com cores vibrantes, contraste excelente e ótima visibilidade em qualquer lugar que você esteja, seja na rua, na chuva, na fazenda... ou numa casinha de sapê.
Na parte de desempenho existe uma curiosidade interessante. Muita gente criticou a Motorola por optar pelo Snapdragon 8 Gen 5 em vez da versão mais poderosa da Qualcomm utilizada por alguns rivais. Faz sentido questionar essa escolha olhando apenas a ficha técnica.
Mas, durante os testes, deu pra ver que não dá para reclamar. Em jogos extremamente pesados, como Wuthering Waves, o Signature apresentou estabilidade impressionante e, em alguns cenários, conseguiu entregar uma experiência até melhor que aparelhos equipados com chips teoricamente superiores. Ou seja, os números contam apenas parte da história.
Nas câmeras, a Motorola também acertou. O conjunto formado por três sensores de 50 MP entrega fotos excelentes, principalmente na câmera principal e na teleobjetiva periscópio com zoom óptico de 3x. As imagens têm ótimo nível de detalhes, boa captação de luz e cores muito, muito agradáveis.
A bateria de 5.200 mAh também impressiona quando lembramos que estamos falando de um aparelho extremamente fino. Nos nossos testes, ele terminou o uso intenso praticamente empatado com o Galaxy S26 Ultra, mas com uma vantagem enorme no carregamento: 51 minutos para ir de 0 a 100% usando o carregador de 90 W que já acompanha o produto.
E tem mais. Pela primeira vez, a Motorola promete sete anos de atualizações do Android, colocando o Signature no mesmo patamar de Samsung e Google nesse aspecto. Ou seja, se tu tiver como desembolsar essa grana, mesmo que parceladinho no cartão, vai que é sucesso: o Signature é o melhor Motorola até hoje.





