YouTube deixará de monetizar canais com menos de 10.000 visualizações

A mudança tem o intuito de evitar criadores mal-intencionados.

Por | @grasiel_grasel Internet

O YouTube anunciou nesta quinta-feira que estará deixando de monetizar vídeos de canais da plataforma que não tiverem um número mínimo de 10.000 visualizações em sua soma total. De acordo com a nota publicada no “YouTube Creator Blog”, a decisão foi tomada como uma forma de tentar garantir que canais mal-intencionados se aproveitem da remuneração gerada pelas visualizações em vídeos que vão contra as políticas da empresa.

Nos últimos meses o YouTube vinha recebendo fortes pressões de seus criadores de conteúdo, que cobravam mudanças na plataforma por seu sistema de segurança de conteúdo ser extremamente falho, pois canais estavam utilizando brechas no código do site para ganhar mais visualizações e até mesmo conteúdos pornográficos estavam sendo destacados na home do site enquanto também monetizados. Estes problemas fizeram diversos anunciantes se afastarem da plataforma.

No pronunciamento publicado no blog pelo Vice Presidente de Gestão de Produtos do YouTube, Ariel Bardin, a plataforma explica que esta nova limiar dará mais informações sobre a validade de um canal, juntando dados suficiente para ter certeza de que o YouTube não estará tendo o conteúdo de seus anunciantes vinculado a canais mal-intencionados. A nota também garante que o impacto será mínimo aos usuários que estão buscando iniciar uma carreira no YouTube e, para os que já haviam feito alguma receita com menos de 10k de views, a mudança não terá efeito sobre o que já foi arrecadado.

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Um processo de revisão mais rigoroso também será implementado na hora de decidir quais canais poderão fazer parte do Programa de Parceiros do YouTube. Depois de atingir a marca de 10k visualizações, uma nova análise será feita sobre o conteúdo do criador antes que ele seja aceito, dessa maneira, as chances de usuários conseguirem uma remuneração enquanto quebram as políticas da plataforma devem diminuir.

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