Pesquisa aponta que brasileiros não aprovam nova política de privacidade do WhatsApp

Dos entrevistados, 63% disseram que os termos de uso do aplicativo são injustos, já que o “WhatsApp protegia a privacidade” e não há “como escolher o que quero compartilhar com o Facebook”.

Por | @oficinadanet Internet

Na quinta-feira (22), o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) divulgou os resultados da enquete sobre os novos termos de uso do WhatsApp, e ao que mostra, os brasileiros são estão satisfeitos com a nova política adotada pelo mensageiro.

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Dos entrevistados, 63% disseram que os termos de uso do aplicativo são injustos, já que o “WhatsApp protegia a privacidade” e não há “como escolher o que quero compartilhar com o Facebook”.

Além disso, o levantamento também revela desconfiança em relação à criptografia ponta-aponta. Quase metade dos internautas (48%) acreditam que o conteúdo das conversas é compartilhado com empresas e anunciantes.

Veja como não compartilhar dados com o Facebook!

“As pessoas acham que a única mudança que está acontecendo é o compartilhamento dos dados da agenda telefônica do WhatsApp com o Facebook. Há muito mais por trás da mudança dos termos de uso e o WhatsApp falhou em garantir o consentimento livre para todas essas escolhas, desrespeitando o Marco Civil da Internet”, disse um representante do órgão.

Entre os usuários que participaram da pesquisa, 25,7% deles alegaram que os termos usados são confusos, indicando que a empresa não soube explicar de forma didática e clara o que realmente será compartilhado.

O levantamento, nomeado de “Consentimento Forçado?” foi realizado com 2.463 pessoas através de um formulário online.

De acordo com o relatório do Idec, o WhatsApp não está sendo suficientemente transparente em relação ao uso de dados de conexão, geolocalização, interação do usuário com as demais pessoas e ainda aparelho telefônico usado.

O Idec defende também uma instauração de inquérito civil para que seja averiguada a violação de direitos coletivos e cooperação, através da Secretaria Nacional do Consumidor.

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