Oficina da Net Logo

Serviço norte-americano de banda larga desembarca no Brasil. Veja as vantagens

Inicialmente, a HughesNet chega para os estados de São Paulo e Minas Gerais. A intenção é cobrir 21 estados até setembro.

Por | @oficinadanet Internet 5 comentários

Na sexta-feira, 1º de julho, chega ao Brasil o serviço de internet banda larga para uso residencial da norte-americana Hughes. O serviço está em primeiro lugar no relatório Measuring Broad America 2015 e ainda recebe o título de melhor serviço em velocidade prometida. A companhia diz que irá cobrir 100% da área do Brasil e que irá focar principalmente nas pessoas que não contam com acesso à internet com boa velocidade.

Inicialmente, a HughesNet chega para os estados de São Paulo e Minas Gerais. A intenção é cobrir 21 estados até setembro. Após isso, em 2018 a companhia irá cobrir 90% do país, e em 2020 a meta é chegar para 100% do Brasil.

Serviço norte-americano de banda larga desembarca no Brasil. Veja as vantagens

Leia também: Leia em destaque: Os 10 maiores canais do YouTube.

“Existem dois eixos da exclusão digital”, comenta Rafael Guimarães, presidente da Hughes Brasil. “Algumas pessoas não têm acesso por falta de renda, independente da área em que vivem; mas outras vivem em áreas que oferecem uma infraestrutura de conexão precária, com qualidade muito inferior à que vemos aqui em Pinheiros, por exemplo”, disse ainda, em um evento de lançamento no Instituto Tomie Ohtake.

De acordo com Guimarães, a possibilidade de disponibilizar banda larga via satélite com preços acessíveis para locais mais difíceis só é possível através da tecnologia de banda ka, que possui faixa de operação de menor custo.

Usuários

A Hughes, em uma pesquisada feira pela Ipsos, encomendada pela empresa, revelou que 54% das pessoas em áreas onde a companhia irá disponibilizar o serviço contam com conexões abaixo às prometidas pelo satélite da HughesNet. Além disso, 43% das pessoas destes locais não possuem acesso à internet.

Quanto aos preços, os valores não são dos mais leves, mesmo assim, Rafael acredita que são compatíveis com o público-alvo. Os planos residenciais sairão por R$ 249,90 na versão de 10 Mega, R$ 349 para 15 Mega e R$ 449 para 20 Mega.

“Verificamos na prática que há milhões de pontos de acesso onde as pessoas instalam tecnologia de rádio e têm custos muito mais altos, tanto de instalação como de mensalidade. Vimos pessoas pagarem 500 reais por mês por conexões de 1 Mps ou 500 Kps”, disse Guimarães.

A Hughes não está focada nos grandes centros. “Não faremos marketing ativo para clientes que podem ter acesso à internet de qualidade de outras empresas. Vocês não vão ver propaganda nossa na televisão”, disse o executivo.

A empresa norte-americana, apesar de muitas controvérsias, irá trabalhar com sistema de limite de dados. “Trabalhamos de uma forma que fica impossível sem colocar limite de franquias: o excesso de uso de um cliente literalmente prejudica os demais usuários da mesma conexão”, disse o presidente da empresa no Brasil. “Vamos educar os clientes a trabalhar com a redução para continuar entregando a velocidade prometida”, disse ainda.

Vale notar que o Brasil é o primeiro país a receber o serviço de banda larga da Hughes fora dos Estados Unidos. Até então, a empresa trabalhava no país apenas com comunicação por satélite, vendendo seus serviços para empresas, governos e também outras operadoras.

Você tem Telegram? Então inscreva-se grátis aqui no canal do Oficina da Net e recebe todas as notícias pelo mensageiro.

MAIS SOBRE: #internet  #brasil  #hughes  #rafaelapozzebon
Comentários
Carregar comentários