Pai de vítima do Estado Islâmico processa grandes redes sociais

O pai alega que as empresas permitiram que o grupo extremista Estado Islâmico, o autor dos atentados, usasse as ferramentas para propagar sua intenção.

Por | @oficinadanet Redes sociais

A dor de perder um filho deve realmente ser a maior de todas. Principalmente quando tal perda poderia ter sido evitada. Levando em consideração o fato, um pai de uma das vítimas dos ataques terroristas que deixaram 129 mortos em Paris, entrou com um processo contra o Google, Facebook e Twitter.

O pai alega que as empresas permitiram que o grupo extremista Estado Islâmico, o autor dos atentados, usasse as ferramentas para propagar sua intenção, bem como arrecadar fundos e ainda recrutar novos colaboradores.

Pai de vítima do Estado Islâmico processa grandes redes sociais
A jovem tinha apenas 23 anos quando foi morta no atentando em Paris.

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A ação na justiça foi aberta na terça-feira (14) em um tribunal da Califórnia, nos Estados Unidos, por Reynaldo Gonzales. A sua filha, vítima do atentado, Nohemi Gonzales, foi a primeira norte-americana a ter a morte confirmada.

A jovem, de apenas 23 anos, estava em um restaurante que foi totalmente alvejado no ataque do ano passado. Ela estava na Europa pela primeira vez, em um intercâmbio de design industrial em Paris.

“Por anos, os réus tiveram conscientemente permitido o grupo terrorista Estado Islâmico usar suas redes sociais como ferramentas para espalhar propaganda extremista, levantar fundos e atrair novos recrutas”, diz o texto da ação.

“Sem Twitter, Facebook e Google (YouTube), o crescimento explosivo do EI nos últimos anos e que permitiu ao grupo se transformar no grupo terrorista mais temido no mundo não teria sido possível.”

Vale notar que nos Estados Unidos, existe uma lei que isenta as empresas de internet da responsabilidade sobre o conteúdo publicado nas plataformas pelos usuários.

Gonzales, na ação, não prioriza as mensagens publicadas pela ação terrorista, mas sim pelo fato das empresas terem “permitido” o avanço da organização.

“Essa acusação não se trata do que as mensagens do Em dizem”. “É sobre Google, Twitter e Facebook permitirem que o EI usasse suas redes sociais para recrutamento e operações”, disse Ari Kresch, advogado de Gonzalez.

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