10 gifs para entender melhor a ciência

Gravidade, inércia, órbitas e outras coisas que sempre parecerão tão distantes, agora de uma maneira simples e fácil

Por | @Evilmaax Ciência

Gifs são uma das coisas mais bacanas que a internet já criou, principalmente se for de gatinhos. Mas, nem só de gifs fofos que a internet é feita.

Aqui no Oficina mesmo você já conferiu os melhores gifs sobre matemática em 3 partes:

Depois os gifs mais legais de reações químicas, também em 3 partes.

E agora chegou o momento de conferirmos os gifs mais legais sobre a ciência de uma maneira geral, seja envolvendo o universo, a física, astronomia, biologia, etc. Confira e depois nos conte nos comentários qual o seu preferido.

Lei da Inércia

Para começar nada melhor do que a imagem do maior cientista vivo da atualidade: Neil deGrasse Tyson explicando a 1ª Lei de Newton, a lei da Inércia. Segundo essa lei, todo corpo em movimento tende a continuar em movimento até que se depare com uma ação de força contrária que o impeça de continuar seu movimento.

Sabendo também que nenhum corpo “ganha” velocidade do nada, Neil pode largar a bola de boliche sem medo de que ela volte em seu rosto. Isso acontece porque a corda que segura a bola e faz o movimento de pêndulo não irá ficar mais potente do nada, pelo contrário: a Lei da Inércia diz que com o atrito do ar e ação da gravidade, a bola irá chegar cada vez menos perto dele.

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Lei da Gravidade

E por falar em gravidade, o próximo exemplo é dela.

Segundo explicações e teorias que dão conta de explicar o universo, a gravidade é uma das 4 forças fundamentais que fazem as coisas funcionarem do jeito que são. E isso vai muito além de tocar uma maçã para cima e esperar ela cair. É por causa dela que as coisas têm peso aqui na Terra. Veja bem, aqui na Terra. É por isso que no espaço, as coisas funcionam da seguinte forma:

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Uma das primeiras descrições bem-fundamentadas da gravidade foi de Newton, quando ele explicou que a força da gravidade é diretamente proporcional às massas dos corpos envolvidos e inversamente proporcional ao quadrado da distância entre eles. Entendeu? Nem eu. De lá para cá, a descrição mais precisa da gravidade foi dada há pouco mais de 100 anos, em 1915 por Einstein explicando um fenômeno complicado que envolve a consequência da curvatura espaço-tempo e a regulação do movimento de objetos inertes.

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Do ponto de vista da cosmologia a gravidade tem o importante papel de fazer com a massa dispersa por algum ponto desse universo se aglomere em pequenos pontos conhecidos como planetas, meteoros, estrelas, etc. Ela ainda tem a importante função de manter os planetas em suas devidas órbitas.

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Júpiter e suas luas

E por falar em órbita e tudo mais, olha só como são as órbitas de algumas das (PASMEM) 67 luas de Júpiter, o planeta gasoso. Sim, o maior planeta do nosso sistema solar (tem 2,5 vezes a massa de todos os outros juntos) e quinto em proximidade do sol possui no mínimo 67 satélites naturais, sendo alguns deles conhecidos e descritos há centenas de anos por Galileu Galilei, como Ganimedes, o maior satélite do sistema natural (maior, inclusive, do que o planeta Mercúrio).

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Júpiter é composto principalmente de hidrogênio e hélio, por isso é chamado de planeta gasoso. Os cientistas suspeitam que no seu núcleo até pode ter elementos mais pesados, porém tudo o que vemos é ventos, tempestades e mais ventos. A Grande Mancha Vermelha, que você poderá ver no centro do planeta no gif abaixo, possui ventos de até 600 km/h, já teve diâmetro suficiente para acomodar 2 planetas Terra e existe, pelo menos, desde o século XVII, quando foi registrada pela primeira vez.

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O Sol

Mesmo sendo tão gigantesco, Júpiter possui menos de 1 milésimo da massa do sol, nosso próximo personagem. Personagem principal, aliás, pois se não fosse ele nós não estaríamos aqui. O sol é nossa estrela e aquela que permite que haja desenvolvimento de vida aqui na Terra. Ele também possui 99,86% da massa do nosso sistema solar. Sim, o restante de planetas, estrelas, etc. soma pouco mais de 1%.

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Só que o sol pode ser meio malvado às vezes. Tudo por causa das explosões que acontecem a todo instante e que de vez em quando podem destruir todo nosso sistema de linhas que compõem o sistema de telefonia, os satélites, etc. A última grande explosão que ocorreu e causou danos foi no século XIX e foi responsável por deixar os Estados Unidos sem comunicação com a europa por semanas. A Nasa temia uma grande explosão em 2015, mas para a nossa sorte não aconteceu nada demais.

Os gases que emergem nessas erupções atingem mais de 1,5 mihão de graus centígrados e formam laços que chegam a centenas de vezes o tamanho da Terra. Esses laços contém tanta massa expelida que pesam algo em torno de 10 bilhões de toneladas. O último estágio é quando o material expelido volta ao sol numa velocidade de 100 quilômetros por segundo.

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Tamanho do universo

Mas mesmo assim o sol nem parece tão grande quando a gente começa a ver o restante das coisas que existem pelo universo afora. Abaixo podemos ver uma comparação que mostra, na seguinte ordem:

Terra – Massa de 5,972x10^24, ou seja, 5.972.000.000.000.000.000.000.000 (quase 6 septilhões de quilos);

 Sol – Possui a massa de 332.900 planetas Terra e diâmetro de 1.5 milhão de quilômetros (dentro do sol cabem mais de 1 milhão de Terras);

Eta carinae – A estrela mais “massuda” que conhecemos, tem entre 100 e 150 vezes a massa do sol, além de mais de 5 milhões de vezes o seu tamanho do sol;

Betelgeuse – Com a massa de 20 vezes o sol, é 300 vezes maior que a Eta Cinae;

VY Canis Majoris – Tem o tamanho de mais de 1 BILHÃO de sóis e 17 vezes a sua massa. É a maior estrela conhecida. Achou pequena? Imagine que um avião comercial, a uma média de 900 km/h, levaria míseros 1100 anos para circundar a estrela.

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Planeta Terra

E por fim, faltou só falarmos sobre nossa casa, a Terra, nosso grande planeta redondo e azul. Só que na verdade, ela não é tão redonda assim. Ela tem a forma de um geoide e nós nos engamos pensando que ela é redonda por causa do grande volume de água distribuído por quase toda nossa superfície.

O raio é maior na Linha do Equador do que nos pólos por causa dos efeitos de rotação da Terra no longo prazo. Além disso, como as montanhas têm mais massa do que um vale, por exemplo, essas deformações fazem com que a gravidade seja mais forte perto das montanhas, o que altera a forma final do nosso planeta.

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E por falar em Terra, só queria deixar o gif abaixo que mostra a dança das estrelas e planetas no nosso horizonte graças ao movimento de rotação. E só para lembrar, este é o movimento que a Terra faz em seu próprio eixo (cada volta é 1 dias). Não confundir com a translação, que é o movimento em torno do sol (cada volta é 1 ano).

10 gifs para entender melhor a ciência

E aí, gostaram dos gifs? Não são tão legais quanto os de gatinho, é claro, mas dá pra ter uma noção de coisas que até então pareciam muito distantes para nós, concorda? Deixe sua opinião nos comentários.

Mais sobre: Ciência astronomia espaço
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