Conhecendo o Raspberry Pi - Parte I

Um pequeno computador de baixo custo, desenvolvido pela The Raspberry Pi Fundation, uma instituição sem fins lucrativos, com a intenção de fornecer aos estudantes um computador com software livre para educação e promoção da ciência da computação.

Por | @oficinadanet Hardware

Um pouco sobre suas origens

A história começa a ser contada em 2005, momento em que um professor de universidade passou a perceber que os novos alunos ingressavam na universidade sem conhecimento em programação e os poucos que tinham conhecimento, era este em programação para web. Enquanto em anos anteriores os conhecimentos eram maiores e até em linguagens de baixo nível (linguagens mais próximas do hardware).

Surge então a ideia de um computador que pudesse solucionar esta lacuna, sendo fornecido aos estudantes que ingressarem na universidade como uma ferramenta de aprendizado. Então a The Raspberry Pi Fundation tem seu início, mas foram utilizados outros nomes até chegar a este, em um curto espaço de tempo o mini computador passou a ganhar força e seu leque de público alvo foi ampliado, contribuindo ao aprendizado no mundo todo e utilizado em projetos profissionais.

Especificações técnicas e modelos

A família Raspberry Pi possui diversos modelos, desde modelos simples em controlador de ethernet até modelos mais completos, veja abaixo uma imagem da família reunida:

Conhecendo o Raspberry Pi - Parte I

Para entender melhor a diferença das versões atuais veja a tabela abaixo:

 

Modelo A

Modelo A+

Modelo B

Preço alvo:

US$25

US$20

US$35

SoC:

Broadcom BCM2835 (CPU, GPU, DSP, SDRAM e uma porta USB)

CPU:

700 MHz ARM1176JZF-S core (ARM11 family, ARMv6 instruction set)

GPU:

Chipset: Broadcom VideoCore IV @ 250 MHz API de renderização: OpenGL ES 2.0 (24 GFLOPS)

Descodificador e codificador de alto-perfil: 1080p30 h.264/MPEG-4 AVC, (com licença: MPEG-2 e VC-1)

Memória (SDRAM):

256 MB (compartilhada com GPU)

512 MB (compartilhada com GPU) a partir de 15 Outubro 2012

Portas USB 2.0:

1 (diretamente do chip BCM2835)

2 (via USB hub integrado)

Saídas de vídeo:

RCA Composto (PAL & NTSC), HDMI (revisão 1.3 & 1.4), Painéis LCD via DSI

14 resoluções HDMI de 640×350 à 1920×1200 mais diversos padrões PAL e NTSC.

HDMI (revisão 1.3 & 1.4) resoluções HDMI (640×350 a 1920×1200) mais os vários padrões PAL e NTSC

Video composto (PAL e NTSC) via conector TRS3.5 mm junto com o audio

 

Saídas de áudio:

Conector de 3.5 mm, HDMI

Armazenamento onboard:

SD / MMC / slot para cartão SDIO

Rede onboard:

Nenhuma

10/100 Mbit/s Ethernet (RJ45)

Periféricos de baixo nível:

8 × GPIO, UART, I²C, SPI com dois seletores de chip, +3.3 V, +5 V, terra

Consumos de energia:

300 mA (1.5 W)

200 mA (1 W)

700 mA (3.5 W)

Fonte de energia:

5 V via MicroUSB ou header GPIO

Tamanho:

85,60 mm × 53,98 mm

Créditos da Tabela: Wikipédia

 


Temos ainda, como novidade, o Raspberry Pi 2 (model B) com duas melhorias:

  1. SoC – Broadcom BCM2836 quad core Cortex A7 processor @ 900MHz;
  2. Memória do Sistema – 1GB SDRAM.

Acessórios

Como este computador trata-se de um objeto voltado ao público estudante, podemos encontrar diversos acessórios, oficiais ou não para os mais diversos fins. Fonte de alimentação específica, dongle usb wifi, cases, telas LCD, câmeras e muitos outros, dentre todos estes o acessório oficial lançado recentemente é o Sense Hat, um acessório que irá levar o Raspberry Pi até o espaço. Ao contrário do que muitos pensam, nosso conhecido Arduíno não é um acessório, trata-se de um projeto independente, porém muito utilizado juntamente com o Raspberry Pi, tornando-se um de seus fiéis escudeiros (você pode encontrar artigos sobre o Arduíno aqui no Oficina da Net).

Sistemas operacionais

Como trata-se de um projeto voltado ao software livre, existem diversos sistemas operacionais disponíveis para serem utilizados, Linux, BSD, Android, Windows entre outros, como são muitos vou explicar apenas sobre os sistemas operacionais disponíveis no portal oficial do fabricante, são elas:

  • RASPBIAN Debian Wheezy: Derivada do Debian e otimizada para o processador da família ARM, contém milhares de pacotes deb de software, possui a interface gráfica de desktop LXDE;
  • UBUNTU MATE: Derivado do ubuntu 15.04 com a interface gráfica Mate Desktop, com todos os pacotes apt-get do ubuntu clássico;
  • UBUNTU SNAPPY CORE: Novidade no mundo do Ubuntu, não ficou de fora do Raspberry, distribuição do Ubuntu com os pacotes “snappy”;
  • WINDOWS 10 IOT: Versão do Windows lançada para a “internet das coisas”, trata-se de uma versão do Windows para desenvolvedores;
  • OSMC: Sucessor do RASPBMC, um sistema operacional “media center” que transforma sua TV em uma SmartTV e conta com uma AppStore;
  • OPEN ELEC: Versão mais conhecida de todos os media center, cheio de recursos, tais como buscar informações de seus filmes na internet e organizar como uma locadora virtual”;
  • PI NET: Sistema operacional de código aberto, muito leve e simples, utilizado para fins educativos em escolas do mundo tudo;
  • RISC OS: Sistema operacional desktop completo e com diversos aplicativos, personalizado para dispositivos ARM.

O que esperar de um Raspberry Pi?

Ao analisar e realizar testes com benchmarks deve-se levar em consideração que o Raspberry Pi trata-se de um dispositivo para educação e pequenos projetos embarcados, não espere altos desempenhos com ele, inclusive para sistemas desktop, está não é a sua finalidade. Mesmo um cluster com diversos Raspberry interligados perderia facilmente em “custo x benefício” para um único desktop dos modelos utilizado hoje em dia.

Este artigo é o primeiro de uma sequência de três artigos, que serão publicados em partes, na proxima parte irei apresentar e explicar dez projetos interessantes que fazem uso do Raspberry Pi como unidade principal.

Conhecendo o Raspberry Pi - Parte I

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