Xiaomi quer conquistar o público jovem brasileiro

Com apenas cinco anos de existência, a "Apple Chinesa", já comercializou mais de 61 milhões de aparelhos, sendo avaliada hoje em US$ 45 bilhões.

Por | @oficinadanet Smartphones

Durante a apresentação da marca no Brasil, o vice-presidente de expansão internacional da Xiaomi, o brasileiro, Hugo Barra, disse que a companhia não irá divulgar pelo menos por ora, seus produtos na mídia comum, ou seja, rádios, TVs e banners usados em portais de grande circulação: "Nossa aposta nas redes sociais já funcionou em nossas operações, principalmente na Índia, onde acabou se tornando uma febre entre os "Mi Fãs" chineses (Mi é a designação dada a empresa). Em Cingapura, mal divulgamos a nossa chegada e um batalhão de clientes ansiosos por nosso produtos correram para adquiri-los na estreia do e-commerce no referido país".

Xiaomi quer conquistar o público jovem brasileiro

Aqui não foi diferente (fazendo referência à chegada da marca no Brasil), pois a "Mi" foi muito bem representada pelos fãs brasileiros, com uma expectativa nas redes sociais, maior do que em países que já atuamos. Em nossa apresentação tivemos Mi Fãs presentes que vieram de todas as partes do país, vindos de Porto Alegre, Salvador, Brasília, Campo Grande e até mesmo do interior de alguns estados, só para presenciar o lançamento da Xiaomi em nosso país, isso é fantástico".

A apresentação da chegada da Xiaomi em terras brasileiras foi realizada no Theatro Net, no Shopping Vila Olímpica, em São Paulo, na última terça-feira e teve um público acima do esperado, uma vez que parte dos presentes no andar superior do Shopping, tinham convites confirmados para a apresentação. Com uma aglomeração acima do esperado, a direção da Xiaomi decidiu então realizar uma "segunda sessão" de apresentação de seus produtos, o que agradou os "Mi Fãs" presentes e que não tinham os seus convites confirmados. O fato desagradou tantos outros que esperaram por horas na fila e já tinha seus convites confirmados; obviamente que não dá pra agrador todos e a iniciativa tomada pela direção da empresa, foi uma jogada de marketing.

Como foi possível perceber, a procura ou a curiosidade de ver a chegada de uma nova marca de dispositivos móveis em nosso país, despertou a curiosidade de muitos, entre eles os jovens, e é em cima desses que a Xiaomi quer começar trabalhando no Brasil. De acordo com Barra, a companhia quer ver seus celulares nos bolsos desses jovens, por isso que a marca se utiliza muito da força das redes sociais, sem medo de virar "piada", pois é bom salientar que muito "memes" em relação à marca rolaram durante a semana, onde Hugo Barra destaca dizendo o seguinte: "Meme em geral, é uma coisa boa se você analisar profundamente, pois quer dizer que você acertou no alvo".

Barra faz referência a algumas brincadeiras que rolaram nas redes sociais e nas filas imensas durante a espera para a apresentação de chegada; brincadeiras como essas: "xô homi", "mi chame", "Mi casa, su casa" e por ai vai.

Além da marca focar o início de suas vendas no público jovem, o preço dos produtos anunciados também irão ajudar e muito, uma vez que o Redmi 2, smartphone intermediário da Xiaomi, será comercializado em solo brasileiro por R$ 499. Preço bem em conta se comparar com concorrentes diretos de outras marcas, como a LG, Motorola e Asus.

Xiaomi quer conquistar o público jovem brasileiro

Os produtos anunciados pela Xiaomi na última terça serão comercializado diretamente no site da empresa; as vendas começam a partir da próxima terça-feira, 07 de julho e as primeiras unidades comercializadas por aqui, serão importadas, mas a Xiaomi anunciou que o Redmi 2 será fabricado no Brasil, na fábrica da Foxconn, na cidade Jundiaí, em São Paulo.

Mais sobre: Xiaomi, Brasil, Mercado
Share Tweet
DESTAQUESRecomendado
Mais compartilhados
Comentários