Próteses sensíveis: A cura para a dor fantasma

Há tempo já tem se ouvido falar sobre o avanço tecnológico no que diz respeito às próteses para membros que tiveram que ser amputados, seja em casos de acidentes ou por motivo de alguma doença.

Por | @oficinadanet Programação

O fato é que apesar da grande ajuda que as próteses robóticas dão ao paciente, ainda havia o desafio de dar a elas o tato e a sensibilidade, fazendo das mesmas muito mais semelhantes aos antigos membros e ao mesmo tempo, facilitando a adaptação do paciente.

Um dos problemas vivenciados por pacientes que tiveram uma parte do corpo amputada é a dor fantasma. Ela é sentida na parte do corpo que não existe mais, dando a sensação ao paciente de que ela continua lá. A dor pode ocorrer após a retirada de um dente, por exemplo. Normalmente começa após o processo cirúrgico como também ao decorrer de um tempo.

A explicação se deve pelo fato do cérebro não saber que uma parte do corpo não está mais no seu devido lugar e continua a mandar os impulsos. Isso pode gerar sensações de coceira e até mesmo uma dor acima do normal, pois no local amputado, parte da transmissão nervosa é alterada, então quando o cérebro manda estímulos ao corpo não e recebe de volta o movimento da parte que não existe, manda contrair ainda mais, causando assim, a forte sensação de dor.

Próteses sensíveis: A cura para a dor fantasma

Pensando nestes pacientes, o professor Hubert Egger da Universade de Linz, na Áustria, criou a prótese sensível, pensando justamente na eliminação da dor além de dar ao paciente a capacidade de interpretar as diferentes texturas do chão.

Processo da Prótese Sensível com paciente que perdeu a perna:

  • Primeiramente, pegaram as terminações nervosas ainda existentes próximas da parte central em que foi feito o corte transferindo as terminações que faziam ligação com o pé amputado e conduzindo-as na coxa com a parte superior da prótese;
  • Sensores na pele realizaram a comunicação por sinal através de um painel na altura da panturrilha;
  • Foram inseridos na prótese sensores ligados às células que entraram em contato com a parte inexistente, simulando, assim, a sensibilidade, fazendo com que cada movimento com a prótese mandasse uma resposta ao cérebro.
  • O outro pé também emitiu sinais que faziam comparações com a prótese.

O desafio é na parte da tradução dos sensores para realizar os sinais neurais mandando as informações para o cérebro.

Próteses sensíveis: A cura para a dor fantasma

O paciente que fez parte do teste sofria com a dor fantasma e inclusive fazia uso de morfina na tentativa de eliminá-la, conseguiu dar um fim a esta sensação terrível de sofrimento com a dor.

As próteses sensíveis são o começo de uma nova e mais eficiente forma de reabilitação já que as sensações auxiliam na questão do equilíbrio e facilitam o processo do paciente recomeçar as suas atividades. Além disso, poder dar ao paciente a capacidade de sentir a diferença das texturas de onde está pisando ajuda principalmente para evitar quedas e outros tipos de acidentes, proporcionando assim, uma maior qualidade no dia a dia dessas pessoas.

Mais sobre: tecnologia medicina proteses sensiveis
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