Biohackers injetam substância que faz humanos enxergar no escuro

Estudo mostra que humanos podem enxergar também no escuro com a ajudinha de Chlorin e6.

Por | @oficinadanet Ciência

Já imaginou poder enxergar no escuro? O que é possível há muito tempo em filmes de ficção científica está cada vez mais perto de ser usado pelos homens. Um grupo de biohackers americanos diz ter descoberto um meio de fazer com que o olho humano possa ver no escuro, proporcionando uma visão noturna natural.

O grupo Science for the Masses utilizou uma espécie de substância análoga à clorofila chamada de Chlorin e6 (ou Ce6), que pode ser encontrada em peixes que habitam as profundezas abissais. A substância costuma ser usada para tratar a cegueira e também a dificuldade que algumas pessoas apresentam em enxergar em locais com luminosidade reduzida.

A substância também costuma ser usada de forma intravenosa desde os anos 60 para tratar alguns tipos de câncer. Além disso, estudiosos já utilizaram o Ce6 injetável para avaliar o efeito na visão de ratos.

Há vários estudos científicos que citam a injeção da substância em ratos, e ela é usada de maneira intravenosa desde os anos 1960 no tratamento de diferentes tipos de câncer. Depois de fazer a pesquisa, você precisa dar o próximo passo", disse Jeffrey Tibbetts, médico do Science for the Masses.

Além disso, para uma avaliação mais precisa, um dos pesquisadores serviu de cobaia para o experimento. Gabriel Licina recebeu 50 ml de Ce6 no seu saco conjuntival, que fica localizado na parte inferior dos olhos. Tal bolsa fica responsável por carregar a substância química até a retina.

O efeito começou a surgir após uma hora da aplicação. Ao ser colocado em um campo escuro, Licina começou, inicialmente, a reconhecer formas e símbolos que estavam a 10 metros. Porém, com o passar do tempo, foi possível ver pessoas que estavam a 50 metros de distância, bem como algumas árvores.

Biohackers injetam substância que faz humanos enxergar no escuro

Licina conseguiu acertar 100% das perguntas no teste, ou seja, em todos os casos ele conseguiu decifrar o objeto que estava a sua frente. O grupo de controle, por sua vez, que não recebeu a substância, acertou somente um terço das vezes. Após 20 dias do experimento não foi registrado qualquer efeito colateral grave. A visão de Licina voltou ao normal no outro dia.

O experimento está longe de ser concluído e ser considerado um sucesso, ele precisa ser testado em mais cobaias em testes científicos mais rigorosos.

"Mostramos que isso pode ser feito. Se conseguimos fazer isso em nossa garagem, outras pessoas podem fazer também", afirma Jeffrey Tibbets, diretor médico do grupo.

Mais sobre: biohacking visao noturna
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