Comércio eletrônico fatura R$ 16 bilhões no 1º semestre

Até o final do ano, comércio eletrônico deverá ganhar mais 11,6 milhões de consumidores.

Por | @oficinadanet Negócios

O comércio eletrônico está em alta, e no Brasil não poderia ser diferente. Comprar pela internet é uma ótima opção para quem não gosta, ou não tem tempo de percorrer várias lojas. Além disso, na internet é possível encontrar uma variedade de produtos, e com valores mais atrativos ao consumidor.

De acordo com dados divulgados na quarta-feira (30), através do relatório WebShoppers 2014, divulgado pela E-bit, com apoio da Câmara-e.net, no primeiro semestre do ano, o comércio eletrônico faturou R$ 16,06 bilhões no Brasil, superando o valor registrado no mesmo período de 2013, de R$ 12,74 bilhões.

“O e-commerce está conseguindo atrair cada vez mais o consumidor brasileiro, que se mostra mais e mais interessado em aproveitar as facilidades e os atrativos oferecidos por este canal”, afirma o diretor executivo da E-bit, Pedro Guasti. “Promoções, variedade de produtos, entrega em casa e com frete grátis, além do poder de decisão da compra pela pesquisa em diversas lojas virtuais e a mobilidade são alguns dos fatores que vêm contribuindo para que o consumidor feche a compra pela Internet”, acrescenta.

O relatório diz ainda que no primeiro semestre do ano, o número de pedidos foi de R$ 48,17 milhões, um aumento de 36% em relação ao mesmo período de 2013.

O E-bit diz que “o faturamento do ano de 2014 deve chegar a R$ 35 milhões. O valor representa um crescimento nominal de 21% ante 2013, e alcançando 104 milhões de pedidos no comércio eletrônico brasileiro.”

O relatório também afirma que o comércio eletrônico ganhou 5,06 milhões de novos consumidores no primeiro semestre deste ano, com crescimento de 27% em relação ao mesmo período do ano anterior.  Estima-se que até o final do ano o número de novos consumidores aumente mais 11.6 milhões. Com isso, o comércio eletrônico chegará a 63 milhões de consumidores únicos ao total.

Os consumidores virtuais não cansam de expor as vantagens desse tipo de compra. Conforme Ana Taveira, de 23 anos, que realiza compras pela internet desde os 17 anos, “é muito mais cômodo e sai mais barato. Quando encontro promoções com o frete grátis, então, é uma alegria. Além de não me estressar em filas de pagamento, recebo a mercadoria sem sair de casa”.

“É preciso ter alguns cuidados para não cair em emboscadas. Mas raramente ouço falar sobre alguém que se deu mal fazendo compras online. Hoje em dia é bem mais seguro. É só ler tudo direitinho. Se for comprar pela primeira vez, é só pedir ajuda a algum amigo. Com certeza deve ter alguém que já comprou pela internet”, salienta o universitário Igor Santos, 21.

Os dispositivos móveis, podemos dizer que, colaboraram para o aumento das compras online, sendo que o faturamento das transações realizadas com tais dispositivos no Brasil mais que dobrou no período analisado, se comparado com o mesmo período de 2013. Este ano, o registro foi de R$ 1,13 bilhão, no ano passado registrou R$ 560 milhões, com variação de 102%.

Do total de compras realizadas através de dispositivos móveis, 60% são feitas através de tablets, e 40% são de smartphones. Entre as categorias mais vendidas são: Moda e Acessórios (17,5%), Cosméticos, Perfumaria e Saúde (17,4%) e Eletrodomésticos (11,1%).

A pesquisa revelou também que 57% dos consumidores são mulheres, sendo que a maioria compreende a faixa etária entre 35 e 49 anos (39%). Os homens representam 43%, e seguem a faixa etária feminina.

As classes A e B são as que mais fazem compras pela internet, com 64% dos participantes. As classes C e D representam 25%, enquanto os outros 11% preferiram não informar a renda.

 

 

 

 

 

 

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